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Exposições de obras de Ciro Fernandes e Abraham Votroba têm visitação gratuita na Bienal de Curitiba

A mostra do mestre da gravura tem curadoria de Iriana Vezzani e Guilherme Zawa é o curador do acervo em cartaz do fotógrafo argentino

À esquerda, obra da exposição "Ciro Fernandes" o menino, o olho e o pássaro". À direita, obra da exposição "Me quedé mirando"
À esquerda, obra da exposição "Ciro Fernandes" o menino, o olho e o pássaro". À direita, obra da exposição "Me quedé mirando". (Fotos de: Amabili Bomes/Divulgação.)
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Várias exposições da Bienal Internacional de Curitiba têm visitação gratuita dentro da programação do evento e duas delas estão em cartaz no Memorial de Curitiba, no Largo da Ordem. São a do paraibano Ciro Fernandes, reconhecido como um dos mestres da gravura brasileira, e a do fotógrafo argentino Abraham Votroba. Os acervos constroem diferentes aproximações entre o trabalho dos artistas através do tema desta 16ª edição do evento: Limiares. 

“Ciro Fernandes: o menino, o olho e o pássaro”

Aos 84 anos, Ciro Fernandes retorna aos espaços expositivos de Curitiba depois de mais de quatro décadas com “Ciro Fernandes: o menino, o olho e o pássaro”. A mostra tem curadoria de Iriana Vezzani e reúne cerca de 100 trabalhos impressos e matrizes de xilogravura e a proposta é que o visitante observe a imagem final além da superfície talhada que deu origem à obra.

A exposição percorre diferentes momentos de uma produção construída entre a memória, a imaginação, a cultura popular e a experimentação visual. Nascido em Uiraúna, no sertão da Paraíba, e radicado no Rio de Janeiro, Ciro desenvolveu uma linguagem própria, com representações de pássaros, figuras humanas, animais e elementos do imaginário popular. 

“Os trabalhos tratam de questões que atravessam minha vida há muitos anos, ligadas ao imaginário, à observação do mundo e à liberdade criativa”, diz Ciro Fernandes. Os ‘limiares’ habitam a linguagem artística dele, por exemplo, no pássaro, que pode habitar a terra e o céu, e na própria xilogravura, que existe entre a madeira e o papel, a matriz e a imagem.

“Me quedé mirando”

O fotógrafo argentino Abraham Votroba investiga aquilo que a lembrança conserva, muda ou deixa escapar em seus trabalhos. Na exposição “Me quedé mirando”, com curadoria de Guilherme Zawa, o artista constrói uma cartografia íntima feita de fotos, palavras, sombras e sobreposições. As imagens desbotadas ganham volume, surgem palavras suspensas por fios translúcidos e sombras projetadas que recompõem paisagens interiores. A fotografia, assim, deixa de estar confinada ao enquadramento e avança pelo espaço.

Nascido em Misiones, na Argentina, em 1979, e radicado em Buenos Aires, Votroba é formado pela Escola Argentina de Fotografia. Seus trabalhos já foram apresentados em instituições argentinas e internacionais, e ele já expôs anteriormente no Museu da Fotografia da cidade.

A 16ª Bienal Internacional de Curitiba é realizada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal - Do lado do povo brasileiro, MON, MAC Paraná e Paraná Festival - Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) - Governo do Paraná. Apoio: Fundação Cultural de Curitiba (FCC) - Prefeitura de Curitiba. 

A Bienal de Curitiba

A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba é um dos principais eventos de arte da América Latina e uma plataforma de referência para a produção e o pensamento contemporâneo. Realizada desde 1993, ocupa museus, galerias e espaços públicos com uma programação que reúne exposições, performances, instalações e ações educativas. Com forte vocação para o diálogo internacional, a Bienal conecta artistas de diferentes países e promove encontros entre produção local e global. Ao longo de sua trajetória, já recebeu nomes como Marina Abramović, Julio Le Parc, Louise Bourgeois, Anish Kapoor e Cildo Meireles. Além do circuito expositivo, destaca-se pelo impacto cultural e educativo, com programas de formação e ampliação de acesso à arte. Em sua última edição presencial, reuniu mais de um milhão de visitantes, consolidando Curitiba como um polo relevante no circuito internacional da arte contemporânea. 

Serviço: 16ª Bienal Internacional de Curitiba no Memorial de Curitiba

Período: até 15 de novembro de 2026
Exposições e programação distribuídas por museus, espaços culturais, galerias e outros pontos de Curitiba.

“Ciro Fernandes: o menino, o olho e o pássaro”

Artista: Ciro Fernandes
Curadoria: Iriana Vezzani
Local: Salão Paranaguá – Museu da Gravura Cidade de Curitiba, no Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79. Bairro São Francisco. Centro Histórico)
Terça a sexta, das 9h às 18h
Sábados e domingos, das 9h às 15h
Entrada gratuita

“Me quedé mirando”

Artista: Abraham Votroba
Curadoria: Guilherme Zawa
Local: Museu da Fotografia Cidade de Curitiba, no Memorial de Curitiba (Rua Dr. Claudino dos Santos, 79. Bairro São Francisco. Centro Histórico)
Terça a sexta, das 9h às 18h
Sábados e domingos, das 9h às 15h
Entrada gratuita

Outras informações no Instagram @bienaldecuritiba ou no site www.16bienaldecuritiba.org.

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