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Espetáculo de dança "Choque", entra em cartaz no Miniguaíra

Criada a partir do conceito de Walter Benjamin sobre o anestesiamento dos corpos, a nova produção da Rumo de Cultura tem ingressos gratuitos

Espetáculo de dança "Choque", entra em cartaz no Miniguaíra
Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur, da peça de dança "Choque". (Foto: Milla Jung/Divulgação.)
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O novo trabalho da Rumo de Cultura, o espetáculo de dança "Choque", estreia nesta quarta-feira (1º de outubro), no Miniauditório do Teatro Guaíra. A temporada segue até dia 19 de outubro, de quarta a sábado, às 20h e domingo, às 19h, com entrada franca.

Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur

 Em cena, Carmen Jorge, Elke Siedler e Juliana Adur provam diante do público 3 versões de um circuito particular que, na mistura, monta um coletivo multidirecional de intensidades corporais que vão do riso ao choro, do canto ao gemido, do vulto à nitidez. Desenham no espaço trajetos únicos que, sobrepostos, criam possibilidade de viver pela - e não apesar - da diferença.

Direção e dramaturgia de Fernando de Proença

Fernando de Proença é quem assina a direção e dramaturgia de "Choque", um trabalho de dança que constrói movidas energéticas, as quais mobilizam estados de corpo a partir do conceito de Walter Benjamin sobre Choque.

Metáfora

Anestesiadas, precarizadas e cheias dos estímulos externos, refletem sobre relações de poder e comando respondendo com desânimos as solicitações para corpos desestabilizados. Juntas e lentas, vivem em seus corpos a experiência de derretimento, escoramento, tosse - contaminação, escuta, equilíbrio, sacudida e descanso.

Se escondem para mostrar, graves e agudas, mostram o que escondem - hiperbólicas. Provam, de novo, que dançam. Suas histórias mexem com seus corpos e as relações na cena, são mulheres que vivem a devoção à dança na frente da audiência.

 A metáfora chega à luz, de Beto Bruel e Lucas Amado, que não recorta e não separa, não edita e não divide, não sublinha, não salienta - se abre. O público, dentro, experimenta verbos como sentar, olhar, mexer, calar, pensar e, como é  público, tossir.

 São 3 diferentes. Uma quer ficar pra cima, outra quer ficar em baixo, uma quer sentir no palco como nunca. Equilibra a cabeça, todo dia, toda hora. Uma hora, equilibra com o dedo do meio. Outra hora, faz a parada de cabeça. Param, pausam, caminham, pulam, tremem, fazem tremer e fazem o teatro - lugar do palco -  tremer.

Audiodescrição

No dia 7 de outubro, acontece uma sessão fechada da peça para o público cego, com audiodescrição. 

"Clínica do Processo”

O projeto também oferece uma conversa pública intitulada "Clínica do Processo”, com a equipe e Elenize Dezgeniski, psicanalista que acompanha a construção da peça. A mesa acontece no dia 4 de outubro, às 17h30, no Miniauditório, com entrada franca.

Projeto realizado com recursos do Programa de Apoio de incentivo à Cultura – Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba com incentivo da Uninter e Fiat/Florença. Realização: Rumo de Cultura.

 Peça de dança "Choque"

Miniauditório Glauco Flores de Sá Brito - Centro Cultural Teatro Guaíra
(Rua Amintas de Barros, 70 - centro)
de 1 a 19 de outubro de 2025
de quarta a sábado, 20h
domingo, 19h
ENTRADA FRANCA 
*retirada de ingresso 1h antes

 

Ficha técnica

Idealização, direção e dramaturgia FERNANDO DE PROENÇA | com CARMEN JORGE, ELKE SIEDLER e JULIANA ADUR | interlocução DIEGO MARCHIORO | luz BETO BRUEL e LUCAS AMADO | roupa AMABILIS DE JESUS | trilha sonora e preparação vocal JULIA KLÜBER | bateria BABI AGE | captação e edição de bateria GUI MIUDO | consultoria de produção musical LEO GUMIERO e RHODEN | seminário "Choque em Walter Benjamin” FÁTIMA COSTA DE LIMA | clínica do processo ELENIZE DEZGENISKI | foto MILLA JUNG | vídeo ALAN RAFFO direção de produção DIEGO MARCHIORO | produção executiva CINDY NAPOLI | realização FERNANDO DE PROENÇA e RUMO DE CULTURA 

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