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Cristovão Tezza e Caetano Galindo vencem prêmios da Academia Brasileira de Letras

Tezza será premiado pelo conjunto da obra; "Na Ponta da Língua" foi escolhido como melhor livro do ano de não-ficção

Cristovão Tezza e Caetano Galindo vencem prêmios da Academia Brasileira de Letras
Caetano Galindo e Cristovão Tezza: premiados pela Academia Brasileira de Letras. Fotos: Sandra Stroparo e Divulgação

Com informações da Agência Brasil

O romancista Cristovão Tezza foi escolhido para receber o prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra. O prêmio é concedido pela Academia Brasileira de Letras desde 1941 e, nos últimos anos, reconheceu nomes como Adélia Prado, Ruy Castro e Rubem Fonseca.

A premiação, divulgada na quinta-feira (18), será entregue em 23 de julho, na cerimônia de comemoração dos 129 anos da ABL. Além da homenagem, Tezza receberá R$ 100 mil, oferecidos pela Light.

Nascido em Santa Catarina, Cristovão mora em Curitiba há décadas. Foi professor da Universidade Federal do Paraná e foi na cidade que escreveu seus principais livros. Romancista de renome nacional, tem entre seus principais títulos "Trapo", "A Suavidade do Vento", "O Fotógrafo" e "O Filho Eterno". Seu mais recente romance, publicado pela Companhia das Letras, é "Visita ao Pai".

Caetano Galindo

A Academia Brasileira de Letras também anunciou nos últimos dias que o vencedor do prêmio Euclides da Cunha de melhor livro de não-ficção de 2025 foi concedido ao escritor curitibano Caetano Galindo por "Na Ponta da Língua", também publicado pela Companhia das Letras.

Professor da UFPR, Caetano escreveu o livro como uma espécie de continuação de "Latim em Pó", em que conta a história do desenvolvimento do idioma português, especialmente em sua variedade brasileira. O novo livro explica como surgiram as palavras que dão nome às parte do corpo em português, misturando etimologia, história e cultura geral.

A ABL anunciou que o prêmio de livro do ano de ficção ficou com Eliana Alves da Cruz, por "Meridiana". Já na categoria poesia, o prêmio de livro de ano ficou com Fabrício Carpinejar, por "Noites Obscenas".

Outros prêmios

Foram divulgados também os nomes dos ganhadores das medalhas comemorativas: Foram indicados para a medalha Joaquim Nabuco, oferecida a personalidades de relevo na cultura brasileira, a editora Maria Amélia Mello e a FIRJAN. Maria Amelia Mello é uma das profissionais mais renomadas do mercado editorial brasileiro, com décadas de atuação como editora, jornalista e poeta. Reconhecida por sua habilidade em descobrir e trabalhar com grandes autores, construiu uma carreira histórica em editoras como José Olympio e Autêntica.

A medalha Rachel de Queiroz, por reconhecimento de serviços prestados à Academia por pessoas ou instituições, vai para o jornalista e advogado mineiro Rogerio Faria Tavares e para o médico Gilberto Schwartsmann.

Rogerio Tavares é membro da Academia Mineira de Letra e foi o organizador - ao lado do Acadêmico Arno Wehling - e autor de um texto do livro sobre os 120 anos do jurista e Acadêmico Afonso Arinos de Melo Franco, lançado recentemente na ABL. Gilberto Schwartsmann é médico, escritor, dramaturgo, cronista e ensaísta. É membro da Academia Rio-Grandense de Letras (ARL) e do PEN Clube do Brasil. É também bibliófilo, com uma importante coleção de obras raras e primeiras edições. Presidiu a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. É membro da Academia Nacional de Medicina e atualmente, preside a Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.

A historiadora mineira Heloisa Starling vai receber a medalha João Ribeiro, destinada a quem se destaca na área do estudo da língua. Heloisa Starling é historiadora, cientista política e professora titular-livre da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É autora de Os senhores das Gerais (1986), Lembranças do Brasil (1999), Brasil: Uma biografia (2015), com Lilia Moritz Schwarcz, República e democracia: Impasses do Brasil contemporâneo (2017) e Ser republicano no Brasil colônia (2018), entre outros.

A medalha Francisco Alves, concedida a pessoa ou instituição que tenha produzido trabalho  de relevo sobre questões do ensino e da educação no Brasil vai para a educadora Petronilha Gonçalves e Silva. Educadora, foi relatora do parecer que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, a Lei nº 10.639/03, um marco na promoção da igualdade racial e no reconhecimento da contribuição afro-brasileira para a formação da identidade nacional

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Tags: cultura Livros

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