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Com oficinas voltadas ao protagonismo feminino, projeto "Samba de Oyá" abre inscrições em Maringá

O projeto Samba de Oyá abre inscrições gratuitas para oficinas de música voltadas a mulheres na Casa Luanda, em Maringá. Com foco no protagonismo feminino e na ancestralidade de Clementina de Jesus, a formação oferece vagas para instrumentos de cordas e sopro. Inscrições abertas no Instagram.

Com oficinas voltadas ao protagonismo feminino, projeto "Samba de Oyá" abre inscrições em Maringá
Laís Fialho e Maré das Águas Foto: Fotos de Matheus Juvencio

Estão abertas as inscrições para as oficinas gratuitas do projeto Samba de Oyá, iniciativa que promove a formação musical de mulheres no samba em Maringá. Diante da alta demanda por espaços de formação feminina na cidade, as vagas para as atividades de canto e percussão foram totalmente preenchidas logo no início do processo. No momento, o projeto disponibiliza vagas para os módulos de instrumentos de sopro e de cordas (este último voltado ao nível intermediário). 

Os encontros serão realizados aos sábados, das 9h às 12h, na Casa Luanda, entre os dias 4 de julho e 22 de agosto. O ciclo de formação culmina em um festejo de encerramento no dia 5 de setembro. Para participar das oficinas de cordas e sopro, é necessário que a aluna possua o próprio instrumento.

Ancestralidade e permanência

Coordenado por Laís Fialho e Maré das Águas, o Samba de Oyá busca viabilizar e fortalecer a presença de mulheres no ecossistema do samba. A inspiração para esta edição do projeto vem da música “Sai de Baixo”, eternizada por Clementina de Jesus, um dos maiores nomes da cultura afro-diaspórica do país.

A escolha de Clementina como referência carrega um forte tom político e de reparação. Neta de pessoas escravizadas e guardiã de tradições ancestrais, ela só teve seu reconhecimento artístico definitivo aos 61 anos, após uma vida inteira marcada pelo trabalho doméstico e pelas barreiras sociais que historicamente limitam o acesso de mulheres negras aos espaços de visibilidade.

Para as organizadoras, essas trajetórias mostram a necessidade urgente de ações afirmativas. "Iniciativas como essa propõem formação, fortalecimento de trajetórias, troca de saberes e vivência coletiva a partir de uma perspectiva afrocentrada e feminina", apontam.

Critérios de prioridade

Realizado com recursos do Fomento Aniceto Matti (Lei Municipal nº 11899/2024), o projeto mantém as inscrições gratuitas. Caso a busca pelas vagas remanescentes ultrapasse o limite disponível, a organização do evento adotará critérios de ação afirmativa, priorizando a matrícula de mulheres negras, mulheres trans e mulheres de axé.

Serviço:

Thaís Almeida

Thaís Almeida

Sou jornalista e redatora, com experiência em diferentes frentes da comunicação: colunas de notícias, reportagem de rua e produção e apresentação de programas ao vivo. Minha atuação se concentra em temas como política e questões raciais.

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