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CarnaLula toma o calçadão da Rua XV de novembro em Curitiba

Manifestação teve música e evitou discursos; Lula vem no próximo sábado a Curitiba

Por mattia
CarnaLula toma o calçadão da Rua XV de novembro em Curitiba
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Música, tambores e cores. Esses foram os elementos que caracterizaram o CarnaLula, a festa de carnaval fora de época organizados pelos Comitês Populares de Luta de Curitiba e Região Metropolitana em apoio à candidatura do ex-presidente Lula (PT) que invadiu as ruas do centro de Curitiba neste sábado (10). Os militantes começaram a se concentrar na Praça Santos Andrade a partir das 10 horas da manhã e uma hora depois se juntaram para um cortejo que ocupou a Rua XV de novembro alcançando o cruzamento com a Rua Monsenhor Celso, onde estão localizadas as barracas do PT que distribuem panfletos dos candidatos ao Congresso e à Assembleia Legislativa.

O CarnaLula faz parte de uma série de mobilizações que os partidos da oposição convocaram neste sábado em todo o país como reação à celebração de 7 de setembro, que foi quase monopolizada por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em Curitiba, como mostram as reportagens do Plural, a manifestação pró Bolsonaro ocorreu na Praça Nossa Senhora de Salete e foi caracterizada pela presença de vários cartazes a favor da intervenção militar, do fechamento do Supremo Tribunal Federal e da fiscalização do voto eletrônico pelas Forças armadas. Nenhum dos nove candidatos ao Congresso que presenciaram à manifestação rechaçou as pautas antidemocráticas de parte dos manifestantes.

Foto: Mattia Fossati

Justamente por isso foi decidido que o desfile não deveria ser um evento partidário, mas um momento de festa. Não houve um comício ou discursos políticos, mas apenas música e faixas em defesa da democracia e de eleições livres. Este evento foi apenas um ‘ensaio geral’ em vista da chegada em Curitiba do ex-presidente Lula, que visitará a capital paranaense no próximo sábado (17) e fará um comício na Boca Maldito a partir das 10 horas junto com o candidato a governador do Paraná Roberto Requião (PT).

Será a segunda vez que o líder petista volta a Curitiba, após ter passado 580 dias na prisão da Superintendência da Polícia Federal, localizada no Bairro Santa Cândida, por causa de uma condenação por corrupção nos desdobramentos da operação Lava Jato. A condenação foi anulada pelo STF em março de 2021 e depois declarada prescrita pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal em janeiro deste ano.

Foto: Mattia Fossati

Entre os quinhentos manifestantes que participaram do cortejo estavam militantes do PT, do Partido Comunista do Brasil, dos grupos Salmonela Urbana Cia e Loukas por Lula, do MST e da União Juventude Socialista e também representantes de algumas comunidades indígenas da região. Não havia apenas cartazes a favor de Lula, mas também faixa com escritas críticas à gestão da pandemia do Presidente Jair Bolsonaro.

Nesta sexta, em Curitiba como na maioria das capitais, aconteceu a manifestação nacional de enfermeiros para protestar contra a decisão do ministro do STF Barroso de suspender o reajuste salarial dessa categoria, uma medida aprovada pelo governo Bolsonaro e muito criticada por parte dos comentaristas porque parecia uma estratégia eleitoral em vez de uma verdadeira ajuda para o pessoal de enfermagem.

Os principais candidatos às eleições do PT no Paraná não participaram ao CarnaLula porque estavam cumprindo a própria agenda eleitoral. Entre os poucos políticos presentes estava a vereadora Professora Josete, agora candidata à Assembleia Legislativa.

Foto: Mattia Fossati
Tags: cultura

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