Nesta terça-feira (10) testemunhas foram ouvidas pelo Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sobre um processo de quebra de decoro parlamentar contra o deputado Renato Freitas (PT), por uma confusão ocorrida em fevereiro do ano passado com o deputado Marcio Pacheco (PP).
A confusão ocorreu durante sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em 24 de fevereiro de 2025, quando após uma discussão Freitas chamou Pacheco de “coronelzinho de meia pataca”. O assessor de Pacheco, Kenny Niedzwiedz também teria sido xingado de “idiota”. (Relembre aqui)
A denúncia por quebra de decoro foi feita por Tito Barichello (União Brasil), que afirmou que Renato Freitas teria agredido Niedzwiedz na confusão.
Oitivas
O relator do processo, deputado Dr. Leônidas (CDN) chamou as testemunhas de acusação. O primeiro foi , Niedzwiedz, que, segundo Freitas, estaria ironizando sua atuação na CCJ, o que motivou a confusão. Niedzwiedz negou ironia e afirmou que estava mexendo no celular.
Também foram ouvidos os policiais militares capitão Felipe Vitor Hess e cabo Ricardo Luiz Martins, que atuam no Gabinete Militar da Alep. Eles disseram que não viram o momento do suposto empurrão de Freitas contra Niedzwiedz.
As imagens da sessão mostram Niedzwiedz e Renato Freitas discutindo porque o assessor parlamentar teria rido durante o voto do deputado, que interrompeu a fala e criticou assessor. Neste momento, Pacheco começa a discutir com Freitas para defender o funcionário. Depois, quando a sessão já havia acabado, Niedzwiedz e Freitas volta a bater boca, quando supostamente teria havido uma agressão, segundo a denúncia.

Já pela defesa de Renato Freitas, foram ouvidas Ellen Chatarine Procop Lefosse Nunes da Silva, que acompanhava a sessão devido ao interesse na tramitação de um projeto de segurança pública e Jessica Candal Sato, assessora parlamentar que atua na comunicação de Freitas.
Ellen disse que viu Niedzwiedz rindo de Renato Freitas e Jessica afirmou que ele também provocou o deputado após o fim da reunião da CCJ.
Estão previstas mais oitivas e diligências sobre o processo, que tem 60 dias de prazo legal para tramitar, além da possibilidade de prorrogação de mais 30 dias.
*Com Alep.
