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Uma pessoa: Edson Bueno

Escrito por Bia Moraes
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Diretor em atuação há 36 anos publica livro sobre principais peças

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Ator, diretor e dramaturgo há 36 anos, vencedor de incontáveis troféus Gralha Azul, ele se prepara para lançar um livro sobre como foi escrever e dirigir quatro espetáculos que fez com o Grupo Delírio, além dos processos de encenação e fotos.

Edson Bueno. Foto: Chico Nogueira.

Ele entrou no Curso de Artes Cênicas em 1982 e se profissionalizou quatro anos depois – portanto, soma 36 anos de carreira no, e para, os palcos. 

Mas Edson Bueno não queria fazer teatro. Segundo ele mesmo, “é uma história maluca: eu queria fazer cinema, mas na época não existiam cursos de direção de cinema, nem em Curitiba, nem no Brasil”. Bueno acabou entrando no Curso Permanente de Teatro (CPT), da então Fundação Teatro Guaíra, para aprender sobre essas “coisas de ator e interpretação”. 

Quando percebeu, o teatro havia conquistado o coração e a alma. “Parei de pensar em cinema como uma profissão e me abracei com as Artes Cênicas”.

Quando Bueno viu a sua primeira peça de teatro – Os Rapazes da Banda, de Mart Crowley, dirigida por Oraci Gemba – ficou impactado com a força das artes cênicas. “Passei a ir ao teatro regularmente, até que assisti uma peça do grupo carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone. Então, definitivamente, decidi que o mundo do teatro ia fazer parte da minha vida – e o teatro é, hoje, a minha vida. Me encantam os atores, suas coragens e desprendimentos”.

Para Bueno, Curitiba tem excepcionais atores e atrizes. Ele já pensou em sair da cidade, mas o sonho maior de fazer uma carreira completa – do que alimentar a ideia de uma carreira solo – o impediu. “A paixão pelo teatro e esse sonho fizeram com que eu permanecesse em Curitiba. Por isso, o Grupo Delírio tem já 34 anos de história ininterrupta”, conta.

O livro de Edson Bueno, editado por Álvaro Collaço, será lançado em maio.

Seu livro está prestes a ser lançado. Com ele, você inicia uma carreira na literatura? Podemos esperar mais livros?

Se pensarmos que a literatura dramática faz parte da minha história, ela já tem o tempo de vida do Grupo Delírio. Escrevi perto de 50 textos para teatro. Mas entendo a pergunta. Há cerca de seis anos, a Editora Positivo lançou meu livro infanto-juvenil Napo, Um Menino Que Não Existe”, uma obra que continua sendo vendida e lida por crianças e adultos até hoje. E parece não ter carreira encerrada tão cedo.

Quanto ao meu próximo livro, O MEU DELÍRIO – Textos e memórias de encenação”, é na verdade um completo relato das experiências de ter escrito o texto e os processos da encenação de quatro espetáculos que dirigi: Um Rato em Família, New York Por Will Eisner, Vermelho Sangue Amarelo Surdo e Metamorphosis. É um trabalho cuidadoso e completíssimo sobre processos, pesquisas, dificuldades e caminhos. Nele, além do meu relato, há ainda ficha técnica, fotos, e o texto completo dos quatro espetáculos. Mais livros? Quem sabe. Só preciso de tempo e disposição.

Sobre o autor

Bia Moraes

Bia Moraes é jornalista desde 1990. Entre redações, assessorias de imprensa e incontáveis frilas, foi redatora, repórter, pauteira, colunista e editora, mas prefere ser conhecida como repórter fuçadora de lugares e pessoas.

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