Velocidade de transmissão segue subindo em Curitiba | Jornal Plural
15 abr 2021 - 21h58

Velocidade de transmissão segue subindo em Curitiba

Queda de novos casos e óbitos e relaxamento nas medidas da prefeitura cria falsa sensação de melhora na situação

A propagação do coronavírus em Curitiba voltou a aumentar de velocidade nos últimos dias, como já havia adiantado o Plural. No último dia 14 o valor calculado do número de reprodução do vírus (R0) na cidade pelo Laboratório de Estatística e Geoinformação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) voltou a se aproximar de 1. O R0 estipula a velocidade de transmissão da doença. Quando ultrapassa 1 este índice indica que o número de pessoas contaminadas está aumentando. Ao ficar abaixo de 1 ele indica redução dos casos.

Como o R0 é calculado pela UFPR a partir do número de novos casos registrados, que são os casos de coronavírus após resultado positivo no exame para detecção da doença, o aumento na transmissão deverá resultar em aumento no número de casos só depois de 5 a 10 dias.

Nos últimos boletins da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), o número de novos casos, óbitos e casos ativos vem caindo regularmente. A cidade até conseguiu sair da situação de colapso, com menos de 100% de ocupação real de seus leitos Covid. Mas os esses dados passam uma falsa sensação de tranquilidade, uma vez que é provável que nas próximas semanas a situação volte a piorar.

No gráfico a linha azul indica os novos óbitos registrados por dia. Já a barra laranja aponta a bandeira em vigor na cidade. A barra que vai até o número 3 indica bandeira vermelha. A que sobre até o 2 indica bandeira laranja e as áreas sem barra indicam bandeira amarela. É possível ver que os períodos após aumento de restrições são seguidos por redução no número de óbitos diários.

Outro indicador que aponta para possível aumento na transmissão da doença em Curitiba vem do Google. O índice de mobilidade divulgado pela empresa – que é calculado a partir de dados de localização de celulares que usam sistemas Google – aponta aumento na circulação de pessoas no transporte coletivo e locais de trabalho.

Gráficos de número de casos confirmados, número de reprodução e índice de mobilidade (Google) gerados pelo Laboratório de Estatística e Geoinformação da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

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