Vazio, silêncio, saudade: as escolas que nossas crianças deixaram para trás | Jornal Plural
7 set 2020 - 10h44

Vazio, silêncio, saudade: as escolas que nossas crianças deixaram para trás

Fotos e depoimentos falam das escolas que as crianças deixaram para trás nesta pandemia. Confira

Em 20 de março, milhares de crianças estiveram pela última vez este ano numa sala de aula. A esperança de todos era que aquela pausa fosse um descanso e que as aulas fossem retomadas em breve, com a pandemia sob controle. Cinco meses depois, as salas continuam vazias, à espera das pessoas que fazem delas mais do que um prédio.

O Plural foi conferir escolas que nossas crianças deixaram para trás. Como estão as salas, corredores, espaços de convivência. E ouvir de professores, gestores e crianças qual o sentimento desse ano interrompido, mas cheio de aprendizagens.

Colégio Top Gun – Veríssimo

Na profissão aprendemos que se reinventar é essencial para manter um modelo de ensino atualizado e inovações são necessárias para ampliar o conhecimentos dos alunos, mas, o significado disso tem um peso muito maior desde o começo da pandemia.
Reconheço que as adaptações foram necessárias em todos os setores, principalmente nas casas das crianças, onde entro de maneira muito respeitosa, todos os dias através de uma tela para levar conhecimento, descontração, desejo por aprender e manter o interesse pelos conteúdos que iríamos abordar neste ano letivo. E isso só é possível porque as famílias aceitaram o desafio de se reinventar junto comigo.
Tenho certeza que assim como eu todos estão com saudades da rotina da escola. As crianças certamente sentem falta da hora do recreio,do dia do brinquedo, do nosso horário de parque, e os pais daquela conversa rápida na hora da entrada e saída, do suporte via agenda.
Apesar de todas as dificuldades estamos vencendo!
Falar da Educação a distância para crianças da tenra idade até 2019 era impossível, mas hoje vemos que está se tornando normal e trazendo inclusive alguns benefícios para pais que podem trabalhar em casa e acompanhar o desenvolvimento dos filhos de perto.
Mesmo nesta ótica é importante ressaltar que não há tecnologia alguma capaz de substituir o convívio, o afeto, o desenvolvimento social para todos, professores, pais e crianças.

Cássia Zenziski Mokwa, professora da Educação Infantil, Colégio Top Gun, São José dos Pinhais

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