Variante amazônica do coronavírus predomina no Paraná | Jornal Plural
30 mar 2021 - 22h07

Variante amazônica do coronavírus predomina no Paraná

Quase metade das amostras analisadas confirmam o vírus modificado

Reações muito graves, pacientes mais jovens, maior número de internamentos e mortes por Covid-19. O cenário que atinge o Paraná em 2021 é reflexo de novas cepas do coronavírus, já identificadas em estudos da Fiocruz. Em novas análises, o Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) descobriram que o Estado possui ao menos nove variantes para a doença. Dentre elas, a mais frequente é a P1, a chamada variante amazônica do coronavírus.

As 80 amostras avaliadas vieram do Norte, Noroeste, Oeste e Leste do Estado e apontam que, em 46% delas, a linhagem predominante é a P1. Também foram encontradas cepas da B.1.1.28 (28%), P.2 (11%), B.1.1.7 (do Reino Unido), “entre outras cinco”, que não foram divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesa).

“O estudo corrobora outro que já havia sido feito, com o processamento das amostras realizado pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. Na ocasião, 70% das 216 amostras de RT-PCR com grande carga viral enviadas para a instituição estiveram relacionadas à variante P.1″, diz a Sesa.

“Pretendemos trabalhar com este quantitativo de até 100 amostras nos próximos três ou quatro relatórios, além de reduzir a janela de dias entre as amostras analisadas. Neste estudo específico os testes analisados foram escolhidos em um período de três dias”, explica o diretor da Fiocruz Paraná, Bruno Dallagiovanna.

“Embora o número de amostras seja pequeno, este recorte de testagem demonstra a efetiva circulação da variante brasileira P.1, que já está em transmissão comunitária”, alerta o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “Quase metade dos testes RT-PCR realizados no Paraná tem resultados positivos hoje em dia, ou seja, mais pessoas estão se infectando e grande parte delas pode estar com a variante P.1, que é mais agressiva do que a doença que conhecemos no ano passado”, avalia o secretário.

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