UFPR corre para recuperar tempo perdido por bloqueio de verbas | Plural
24 out 2019 - 22h32

UFPR corre para recuperar tempo perdido por bloqueio de verbas

Dinheiro chegou em cima da hora, e burocracia pode impedir que orçamento seja executado a tempo. Se não gastar verba, universidade perde dinheiro para os próximos anos

É verdade que o pior passou. A Universidade Federal do Paraná teve acesso novamente aos recursos que haviam sido bloqueados pelo MEC e não precisará fechar as portas. Mas o modo como as coisas foram feitas significa que a universidade vai continuar tendo problemas com o orçamento deste ano e, se não correr, com o do ano que vem também.

O setor público tem uma série de trâmites para que cada real possa ser usado. Com isso, a liberação de R$ 48 milhões de custeio apenas em setembro e outubro colocou em risco a execução do orçamento. Na prática, isso significa que a UFPR, assim como as demais federais, recebeu o dinheiro tão em cima da hora que talvez não dê tempo de gastar.

Reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca fez uma reunião com os diretores de setor nesta quarta para decidir meios de não desperdiçar os recursos – até porque, no setor público, quem não utiliza o orçamento corre o risco de receber menos no ano seguinte, já que se entende que o dinheiro não gasto era desnecessário.

“Não há dúvida de que esse processo todo criou dificuldades para executarmos o orçamento”, disse Ricardo Marcelo em entrevista ao Plural. “Mas estamos traçando estratégias para conseguir usar os recursos dentro do prazo”, afirma. No ano passado, a UFPR gastou mais de 99% de seu orçamento, praticamente sem desperdícios.

No entanto, fica inviável, por exemplo, abrir licitações para novos serviços – o prazo não permite. Portanto, o dinheiro, além de pagar as contas do mês a mês, servirá apenas para os pregões que já estão abertos. E como não havia certeza da chegada do dinheiro, muito deixou de ser previsto.

Para o ano que vem, os indícios do governo Jair Bolsonaro (PSL) são de que as universidades mais uma vez não terão reajuste pela inflação. Manterão o mesmo orçamento, sem correção – e terão de lidar com aumento de todos os insumos com o mesmo dinheiro de antes.

Ou seja, o pior passou. Mas a situação das federais ainda é bastante delicada.

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