Startups migram para home office, indústrias mantêm produção | Jornal Plural
18 mar 2020 - 16h29

Startups migram para home office, indústrias mantêm produção

Pipefy, Olist e Contabilizei ampliam o trabalho remoto. Fábricas ainda não restringiram suas atividades

Diante da pandemia da Covid-19, a quarentena e o afastamento social foram as medidas mais eficientes para conter a transmissão do vírus. Na capital paranaense, diante dos primeiros casos diagnosticados, empresas passaram a adotar medidas mais práticas contra a doença – do home office às restrições de viagens nacionais e internacionais, passando por campanhas internas de conscientização. 

No âmbito empresarial, as recomendações da Organização Mundial de Saúde prevêem – prioritariamente – a promoção de informações sobre o coronavírus, sintomas e cuidados; comunicação dos casos da doença confirmados dentro das empresas; restrição de viagens e de contato físico – incluindo o planejamento para o home office, quando necessário.

Na Pipefy – plataforma que trabalha com gestão de produtividade – cerca de 20% do time já trabalhava de forma remota. Com a pandemia, toda a equipe foi remanejada para o trabalho remoto. “Como empresa, iremos dar nossa contribuição para ajudar a desacelerar o ritmo das contaminações e não sobrecarregar o sistema de saúde”, informa o CEO da startup curitibana Alessio Alionço.

No caso das também curitibanas Olist e Contabilizei, a decisão pelo Home Office veio com suporte por parte das empresas. Gastos como energia, internet e com a estação de trabalho vão ser cobertos pela Olist, enquanto a Contabilizei fez um reforço nos equipamentos dos funcionários, e providenciou as entregas nas residências. Ambas as companhias também providenciaram internet nos casos em que os colaboradores não contavam com o serviço em casa. 

Já, no Instituto Marista, o trabalho remoto foi ampliado hoje (18), dando preferência para os funcionários que se enquadram nos grupos de risco (pessoas com mais de 60 anos; gestantes; e pessoas com doenças crônicas pulmonares, cardiovasculares, hipertensos, imunodeprimidos, diabéticos, nefropatas crônicos e em tratamento oncológico). O home office também será aplicado àqueles que precisarão permanecer em casa por conta do fechamento das escolas. Estagiários e jovens aprendizes foram dispensados de suas atividades pelo Instituto.

Informação é outra ferramenta utilizada por diversas empresas – comunicados internos, documentos, e outros materiais de comunicação levam orientações e cuidados a serem tomados no enfrentamento à Covid-19.

Dentro do Ebanx, startup de pagamentos, uma equipe é responsável por acompanhar noticiários locais e internacionais, além das orientações das autoridades dos países em que a fintech atua.

“No caso de epidemias ou pandemias, o time de risco mantém contato permanente com as autoridades locais de saúde e com o Ministério da Saúde, propagando as orientações sobre prevenção e sintomas da doença, e reforçando práticas de higiene e limpeza nos escritórios”, ressalta a diretora global de riscos e compliance da empresa, Susan Pastega. 

Seguindo recomendação da OMS, a suspensão de viagens internacionais, e a restrição das nacionais foi outra medida largamente adotada pelas empresas em Curitiba. O cancelamento de reuniões presenciais, dando preferência aos meios virtuais, também entrou em vigor com a pandemia. 

Em empresas que, além do trabalho administrativo – dentro dos escritórios – há fábricas, como o caso das multinacionais Bosch, Volvo e Renault, os mesmos princípios de prevenção foram adotados: orientações repassadas por meio de canais internos de comunicação; suspensão de viagens e reuniões presenciais; e a distribuição de recursos como álcool em gel.

Por meio de suas assessorias de imprensa, as três empresas informaram que ainda não houve impacto em suas produções – não havendo paralisações ou diminuição da produção. Questionadas sobre possibilidades de interrupção do trabalho no “chão de fábrica”, todas reforçam que se mantém monitorando o tema e seguindo as orientações das autoridades competentes. 

Ei, você! O Plural pretende sempre oferecer conteúdo gratuito e de qualidade. Mas isso só é possível se a gente tiver apoio de quem gosta do projeto. Olha só: você entra na nossa lojinha, faz uma assinatura de R$ 15 e ganha um jornal para a cidade. Tá barato, hein?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias