Ratinho quer 20 escolas cívico-militares no Paraná | Plural
1 out 2019 - 22h03

Ratinho quer 20 escolas cívico-militares no Paraná

Programa federal prevê apenas dois colégios por estado mas deputados fazem pressão por mais

Mesmo tendo indicado, oficialmente, apenas dois colégios para o Programa Nacional de Escolas Cívico-Militares, o governo do Paraná quer pelo menos 20 instituições abertas à colaboração dos militares. Uma por região. A pressão vem da Assembleia Legislativa, onde vários deputados já manifestaram a vontade de “beneficiar” sua região.

O chefe da Casa Civil, Guto Silva, confirmou ao Plural que o governo ainda estuda quais escolas serão indicadas para receber o auxílio dos militares, mas a intenção é de que sejam várias. “A ideia preliminar é fazer uma por regional, umas 20; uma por região, para podermos ter referência e controle para verificação do Ideb.”

O Paraná, no entanto, vai ter que concorrer com vários estados que também já manifestaram interesse em aderir ao programa. A governo federal prevê, inicialmente, duas escolas por estado. Somente nesta primeira etapa foram 15 inscritos, mais o Distrito Federal.

O objetivo é instalar 216 escolas cívico-militares em todo o Brasil até 2023. Para o ano que vem, serão 54, sendo destinados R$ 1 milhão para cada uma. A parceria educacional com os militares terá duração mínima de dois anos e máxima de dez, podendo ser cancelada a qualquer tempo.

Terão preferência escolas regulares que ofertem do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental, com Índice de Desenvolvimento de Educação Básica (Ideb) abaixo da média do estado e que tenham entre 500 e mil alunos, entre eles, estudantes em situação de vulnerabilidade social. Também será necessária aprovação da comunidade escolar para implantar o modelo na região sugerida. A consulta popular está na internet.

Além do Distrito Federal, aderiram ao programa os seguintes estados: Acre, Amapá, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.

Já existem no Brasil 203 escolas cívico-militares, porém, não padronizadas.

Escolas Municipais

Entre 4 e 11 de outubro é a vez das Prefeituras solicitarem a participação no programa Escolas Cívico-Militares. Podem se inscrever tanto municípios de estados que aderiram ao projeto, quanto de estados que não querem participar.

A escolha irá considerar a possibilidade de mobilização de profissionais da reserva das Forças Armadas, que farão o trabalho nas escolas. Eles irão receber 30% do que recebiam antes de se aposentar e atuarão nas áreas didático-pedagógica (supervisão escolar e psicopedagogia), educacional (fortalecimento de valores humanos e formação do cidadão) e administrativa (infraestrutura e organização escolar).

Se não houver efetivo dentre os da reserva, policiais e bombeiros militares estaduais também poderão ser chamados.  Segundo o governo, será preservada a exclusividade das atribuições dos profissionais da educação, previstas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Ensino Médio em tempo integral e a ampliação da carga horária dos anos finais do Ensino Fundamental também estão nos planos.

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