Na pior UPA de Curitiba o que falta é respeito - Jornal Plural
14 out 2021 - 15h15

Na pior UPA de Curitiba o que falta é respeito

Jornalista do Plural relata uma madrugada de dor e descaso na UPA CIC

A dor ciática ocorre quando o nervo é pressionado na região lombar. Maior nervo do corpo humano, o ciático “nasce” no fim da coluna e desce pelas pernas até os pés. Quando pressionado, a crise desencadeia dores que vão da coluna até a sola do pé do lado afetado. Em casos graves, há adormecimento da perna afetada, perda de força muscular e restrição de mobilidade. Mas o pior, na minha opinião, é a dor: insuportável.

Digo isso com conhecimento de causa. Estou me recuperando de uma cirurgia de descompressão do nervo feita no último dia 7 de outubro, depois de suportar um mês de crise. Nos piores momentos, a dor que senti foi mais intensa que qualquer outra dor que já senti. Isso inclui a dor do parto.

Mas esse texto não é para falar de dor. É para falar sobre precisar de ajuda e ter negado o mínimo de respeito. Foi o que aconteceu comigo no último dia 5 de outubro, na UPA CIC. Escrevo não em causa própria, pois já consegui a ajuda de que precisava, mas porque o que passei não deveria acontecer com ninguém que procura um serviço médico. E porque o mínimo que se espera das equipes de saúde é respeito pelo paciente.

No dia 5, desesperada de dor, sem conseguir andar nem me sentar, pedi ajuda do SAMU, confiante de que, como uma semana antes, na UPA Pinheirinho, eu seria atendida.

Sou moradora do Portão, portanto parte da regional do Fazendinha, mas porque a UPA Fazendinha permanece fechada para atendimentos de emergência e urgência, a solução é procurar uma entre três alternativas: UPA Pinheirinho, a UPA Campo Comprido e a UPA CIC.

Dias antes, quando precisei de ajuda com a dor (numa crise bem menos intensa), fui para o Pinheirinho. Fui atendida pela equipe de enfermagem e por uma médica, recebi medicação para dor e voltei para casa. Tudo de forma muito organizada, decente, correta. Um atendimento não muito diferente do que já tive em outras ocasiões na rede da Unimed Curitiba, meu antigo plano de saúde.

Mas no dia 5 não foi assim. Eu estava há quatro dias tomando medicação oral forte para dor, receitada por uma médica do INC (fui levada até lá por uma amiga na sexta, dia 1). Apesar de ter cedido um pouco na sexta e no sábado, a dor voltou com tudo e começou a piorar. Na madrugada de segunda para terça eu não aguentava mais, e meu marido chamou o SAMU. Eram 1h15. Cerca de 15 minutos depois a ambulância já havia chegado. Os horários citados se referem aos registros de mensagens e ligações no meu celular e no do meu marido.

A equipe, extremamente atenciosa, me ajudou a descer a escada e me colocou deitada na ambulância, cuidando para não agravar a dor. Mas o papel deles era só me levar até o socorro. As 2h16 cheguei na UPA CIC. Antes de ser atendida, um primeiro problema: a equipe de atendimento (que não apareceu para me receber), não disponibilizou maca para minha entrada, muito embora existisse uma na entrada da unidade. Eu teria que descer da ambulância e me sentar numa cadeira de rodas.

Foi uma decisão tomada sem que ninguém, nem equipe de enfermagem, nem médicos, me avaliasse.

Fiz o possível para atender ao pedido da equipe. Mas a dor era insuportável demais, de forma que pouco depois saltei da cadeira e caminhei até o local do atendimento, na triagem, onde mais uma vez exigiram que eu me sentasse. Enlouquecida com a dor, me joguei no chão da UPA e repeti várias vezes que estava com dor, que não conseguia ficar em pé nem me sentar enquanto a enfermeira me dizia que não me atenderia se eu permanecesse daquele jeito.

No chão da UPA CIC, implorando por uma maca. Foto: arquivo pessoal.

Veja, eu não queria ser difícil ou inconveniente. Estava com dor. E estava num local especializado no atendimento de situações de urgência e emergência. É razoável esperar que a prioridade ali seja o atendimento, que as pessoas ali seriam preparadas o suficiente para entender quando um paciente está em sofrimento. Mas não, a equipe da UPA parecia mais preocupada em me fazer obedecer algum protocolo.

Chorando, no chão da UPA, com muita dor, eu ouvia algumas mulheres no corredor que, suponho, eram da equipe de enfermagem, reclamando da situação. Só falaram comigo para dizer que não havia maca e, portanto, não adiantava “insistir” e que eu precisava levantar e seguir para sala de medicação onde me aguardava uma poltrona que, me disseram, era como uma cama. Tomei fôlego e me levantei, sem ajuda de ninguém.

A tal poltrona não é como uma cama. Durante a pandemia a existência delas como “leito” nas UPAs foi alvo de críticas, o que a secretária municipal de saúde, Márcia Huçulak, respondeu afirmando que era até melhor o atendimento nelas no caso de pacientes Covid, pois a posição sentada facilitaria a oxigenação. Fazia sentido, mas no meu caso, não. Isso porque a origem da minha dor estava na lombar e numa poltrona essa região seria pressionada, aumentando o sofrimento.

Não teve jeito, tive que me colocar na poltrona. A dor, como previsto, piorou. E eu fiquei ali gritando, chorando e pedindo socorro até 2h59, quando enviei uma mensagem de áudio para meu marido (que ficou em casa cuidando das crianças), avisando que havia sido finalmente medicada. Não sem antes ter tido duas veias estouradas pela técnica em enfermagem.

Apesar do remédio, a dor não desapareceu. Ela diminuiu. Um pouco. E a perna direita estava agora inteiramente amortecida e gelada. Mais calma, expliquei mais de uma vez para o médico (e depois para a médica) e para a técnica em enfermagem que eu estava numa crise de ciático, que já fazia um mês, que estava tomando medicação forte para dor e mesmo assim ela não estava cedendo. Que a dor havia diminuído, mas continuava muito forte. Apontei para a receita de Tramal que recebi no INC, falei da dosagem. Nada fez nenhum deles parar mais de um minuto ao meu lado para avaliar a situação.

Em resposta recebi um tratamento condescendente do médico, que falava comigo como se eu tivesse três anos, e de deboche da técnica. Não fui examinada, não monitoraram meus sinais vitais. A certa altura, quando chamei a técnica para dizer que a dor continuava forte e estava piorando, um sinal de alerta, considerando que eu havia acabado de receber uma dose de morfina, ela respondeu: “o que você quer que eu faça?”

Você pode imaginar que a UPA estava lotada, portanto a demora e a falta de atendimento eram compreensíveis. Eu não tenho como saber como estava o restante da unidade, mas onde eu estava, além de mim apenas outras três pacientes foram atendidas. E a técnica responsável pela sala fez muito pouco além de me atender (mal). Parte da noite ela gastou vendo vídeos, batendo papo com outras colegas e condenando alguma mãe que aparentemente não havia visto uma lesão no filho.

Além da falta de respeito e de preparo da equipe, a UPA parecia carecer também de recursos básicos. Na aplicação da medicação, a técnica em enfermagem me informou que não havia scalp, um dispositivo usado nas infusões intravenosas de curta duração que previne acidentes com a agulha. Não havia também cobertor, o que, no meu caso teria esquentado a perna afetada, reduzindo a dor.

No final, recebi quatro medicações e fui dispensada por volta das 6h, sem receita, sem orientação, sem encaminhamento. Nada. A médica que me deu alta disse que me liberou porque eu tinha uma ressonância magnética da coluna no dia seguinte, uma informação que eu mesma havia fornecido voluntariamente.

Não cheguei a fazer o exame porque na tarde de terça fui internada no Hospital Alto da XV. Na chegada no hospital, a equipe rapidamente providenciou uma maca e me levou para a sala de atendimento, onde passei pela triagem e pelo atendimento inicial. O médico identificou uma hérnia pressionando o nervo e me encaminhou para a cirurgia. Ainda tenho um período de recuperação pela frente, mas estou hoje tratada e sem dor.

O Hospital XV é uma instituição privada, que atende só planos de saúde ou pacientes particulares. Só pude ser atendida lá porque entre a madrugada e a tarde de terça um grupo de amigos, familiares e leitores do Plural se mobilizaram numa vaquinha que cobriu os custos do tratamento, que passou de R$ 15 mil (sou profundamente grata pela generosidade de todos). Mas não era um tratamento que não pudesse ter sido feito adequadamente no SUS.

Não há razão nenhuma para a equipe da UPA ter falhado tão miseravelmente em encontrar uma resolução para minha crise. O diagnóstico era tão óbvio que eu mesma sabia que provavelmente teria uma cirurgia pela frente. Além disso, é exatamente esta a função de uma UPA: receber pacientes em situação de urgência e emergência, atendê-los de forma a resolver a crise ou superá-la por tempo suficiente para o paciente procurar atendimento regular ou então encaminhá-lo para atendimento hospitalar.

Depois da minha experiência na CIC fiquei me perguntando: será que todo paciente ali que precisa de encaminhamento hospitalar passa por esse calvário para se tratado?

Como repórter já escrevi diversas vezes sobre a UPA CIC, a primeira de Curitiba a ser terceirizada e cujo modelo o prefeito Rafael Greca usou para empurrar a terceirização das demais. Sabia que é a unidade com os piores indicadores da rede. Mas também conheço inúmeros profissionais que atuam nas UPAs e na rede SUS da cidade e sei que independente das condições, eles são a melhor parte do sistema. Alguns inclusive me orientaram e ajudaram por whatsapp durante meu período doente.

Ao sair da UPA CIC no dia 5, às 6h da manhã, me senti profundamente triste e assustada. Primeiro por conta de minha própria situação de saúde, mas também porque sou uma mulher de classe média, branca, de 1,77m de altura e que sabe se expressar. Não pude deixar de pensar o que acontece ali com pessoas muito mais vulneráveis. É por isso que faço esse relato (e devo encaminhá-lo aos órgãos competentes), para que a UPA CIC não seja cenário de tortura para mais ninguém.

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56 comentários sobre “Na pior UPA de Curitiba o que falta é respeito

  1. O sistema de saúde de Curitiba não precisa e não vai funcionar com esse modelo utilizado na UPA CIC. Espero que o ministério público atue pra não permitir que isso aconteça. Moro na CIC e vou com frequência nessa unidade por falta de uma opção melhor (UPA Fazendinha fechada).

  2. Já sofri muito com inflamação no nervo ciático, e recorri à UPA do Campo Comprido, onde fui bem atendido e medicado. Mas, o ideal mesmo, é eliminar o problema sem medicação, e isso eu aprendi no Youtube. Ali aparecem vários vídeos com exercícios rápidos e fáceis de serem feitos. Atualmente faço esses exercícios regularmente, para evitar que o problema volte, e nunca mais sofri com isso. Veja no link um exemplo. A coisa funciona mesmo, e falo por experiência própria. Que Deus lhe abençoe. https://www.youtube.com/watch?v=AnTEn_tOseY

  3. Sempre fui muito bem atendida na UPA CIC, considero uma das melhores UPAs da cidade! Equipe super comprometida, atenciosa e respeitosa! Acho que ao invés de expor toda equipe desta maneira seria mais adequado e respeitoso fazer uma reclamação via 156 relatando o ocorrido!

      1. Eu era morado do CIC, e confesso que já foi bom… Hoje é um péssimo atendimento. Estava com meus dois filhos com febre, e ficamos cerca de 3 horas esperando atendimento!

      2. Essa UPA pode até ter atendido bem algumas pessoas, mas se uma equipe cometeu esse descaso relatado, ja merece uma severa critica. A gente procura UPA fragilizada e como tal deve ser tratada, SEMPRE.

  4. Senhora, desculpe mas esse tipo de cirurgia é eletiva… você poderia ter ficado na Upa para melhora completa da dor, mas dificilmente seria operada de urgência… entendo sua indignação mas o hospital particular te operou no mesmo dia porque você deixou 15 mil reais com eles…

    1. Oi Brenda, você está enganada. A urgência da cirurgia depende das características da hérnia, de forma que você só pode afirmar que a minha não era se tivesse acesso aos meus exames. Não teve, né?
      Além disso, não fui para a UPA para a cirurgia. Fui porque minha crise de dor estava insuportável. Foi essa crise que não foi resolvida. Além disso, como relato, em nenhum momento eu fui, de fato, avaliada. Um abraço, obrigada pela audiência

  5. Infelizmente tive uma experiência ruim também na UPA CIC…levei minha filha lá no início da pandemia com sintomas de gripe mas pra tomar um medicamento que a médica do convênio sugeriu dar no posto de saúde… então fui para UPA CIC…a médica que atendeu minha filha lá foi horrível..disse que eu era irresponsável por levar minha filha no posto de saúde numa pandemia e foi super grosseira…pelo jeito era uma médica que estava começando..dava pra ver total falta de experiência e extremamente arrogante…não me lembro o nome dela mas assim que sai da sala registrei uma queixa na recepção..que acho pouco provável ter adiantado….

    1. Lamento muito, Aline. Como mãe, imagino sua dor. A melhor opção para registro de denúncias nesses casos é procurar a ouvidoria do SUS de Curitiba ou o Conselho Municipal de Saúde. Devo fazer isso nos próximos dias.
      Você também pode requisitar seu prontuário na UPA, que tem a obrigação de fornecer o documento sem edição. Isso ajuda você a ter acesso aos nomes de quem te atendeu.
      Um abraço,

  6. Imagino o que passou. A babá dos meus netos teve algo parecido, um verdadeiro calvário nas upas. Vergonhoso o atendimento dado à ela. Teve que fazer ressonância via particular, pela saúde pública demoraria muito e ela não conseguia nem levantar. Foi realmente uma vergonhaaaaaa o que médicos???? e atendentes fizeram com ela. Não ouviam, davam uma injeção e mandavam embora e assim foi. Ela sentia uma dor insana. Somente qdo foi pra um hospital e disse que não sairia de lá sem atendimento adequado, foi atendida e tratada. É muito triste, as upas e o serviço público deveriam ser eficientes, atenciosos e empáticos pela dor alheia.

  7. Rosiane, espero que esteja se recuperando bem da cirurgia! Vim dizer que passei pelo mesmo descaso na emergência do Evangélico, em agosto de 2019. Fui atropelada por um biarticulado e levada pelo Siate até o hospital. Sentia muita dor na perna atingida, mas como não era fratura exposta, fiquei algumas horas aguardando para ser examinada. Primeiro me disseram que o tomógrafo estava quebrado e que eu passaria apenas pelo raio-x. Quando o resultado chegou, o médico residente que me atendeu disse que não havia fratura, me deu um atestado de dois dias e me mandou pra casa. Eu mal conseguia andar ou dobrar o joelho, a dor era imensa. No dia seguinte minha perna estava horrível, inchada, com hematoma da coxa até o tornozelo. Sou fisioterapeuta, sabia que havia algo errado e acabei voltando ao Hospital Evangélico para relatar. Outro médico me atendeu, contei o que houve, e milagrosamente o tomógrafo estava funcionando. Ele fez a tomografia e logo constatou a fratura na tíbia, mandou engessar a minha perna (que foi muito mal engessada, diga-se de passagem), me deu 45 dias de afastamento, encaminhou para fisioterapia e retorno no ambulatório para dali alguns dias. No retorno, a médica que me atendeu achou necessário fazer uma ressonância magnética para verificar se não havia lesionado algum ligamento, saí da consulta e fui no setor responsável pelo agendamento, onde fui informada que não havia previsão para agendar o exame e que me ligariam quando houvesse a possibilidade. Pois bem, estou até hoje aguardando a ligação…Por sorte me recuperei bem, por ter conseguido me tratar. Mas fico pensando, se fosse qualquer outra pessoa que não tem o mínimo de conhecimento na área, teria voltado pra casa com a perna quebrada. Talvez tivesse que retornar ao trabalho com dor e sem conseguir andar direito. Foi o maior transtorno que já passei com atendimento médico público aqui em Curitiba, sem sombra de dúvidas.

    1. Oi Daniella, lamento muitíssimo seu caso. Tão ruim ficar sem um cuidado adequado, né? No seu caso ainda existia a possibilidade de piora do quadro pela demora, né?
      Obrigada pela leitura. Estou bem e em recuperação, mas ainda preciso cuidar da postura, por conta da cirurgia.
      Abraço!

  8. Essa é a gestão deste perfeito, que o povo elegeu, com seus vereadores adestrados. Bate não professoras, tira reajuste dos servidores para dar para as empresas de ônibus, aumenta iptu para asfaltar ruas que já eram asfaltadas. Agora, terceiriza as upa, porque ele não sabe administrar.

  9. Me solidarizo com vç porque sei bem como e.uma vergonha um descaso.a policia d curitina ea de sao jose dos pinjais tambem e uma completa vergonha nessas upas somos tratados como lixo.isso q somos nos q pagamos os salarios deles.pagando nossos impostos.vergonha

  10. Eu também concordo, com este comentário nos pagamos nossos impostos temos O direito de sermos bem tratado com educação não como mendigos, se procuramos O UPA é porque somos seres humanos e sentimos dor, não vamos em qualquer Órgão público perder nosso tempo e nem tirar o tempo de ninguém, por isso que muitos perdem a razão porque estamos cansados de ser mal atendidos, somos seres humanos e precisamos de Respeito e Educação, gentileza gera gentileza, agora tem funcionários que passam e nem Olha pra quem esta com muita Dor, isso se chama falta de Educação falta de amor ao próximo, muita vezes ouvimos que já tevê agressão em Unide de saúde, mais é por uma pessoa ficar horas e horas com muita Dor sendo mal atendido, não sou a favor de agressão, sou favor que nos atendam com mais atenção em horas difecises, me desculpem pelo comentário, tudo isso acontece porque aqui é Brasil e os menos favorecidos não colocam a boca no trombone ficam quietos sem reclamar e sem falar nada, vivo aqui porque sou Obrigada porque não tenho condições de ir embora daqui do Brasil, porque quem vai não quer mais voltar, nosso Brasil é muito Rico só é muito mal admistrado, é cada um pra si e Deus pra todos vivemos no Brasil pela misericórdia de Deus 😕

  11. Também utilizo essa UPA. E já passei vários descasos por uma médica, bem mal educada por sinal. Fez descaso ao tratamento do Covid com minha filha.. e como se não bastasse também um médico, onde minha filha com covid e ele disse que era apenas frescura de adolescente. Sinceramente, acho q deveriam classificar melhor os médicos, o atendimento deles eh péssimo .

  12. Infelizmente tem pessoas trabalhando numa instituição que deveriam atender com respeito e carinho , pois todo cidadão tem direito do Bom atendimento, mas a maioria desse pessoal não tem perfil e nem condições para trabalhar com seres humanos, acham que estão fazendo um favor em atender a gente, e isso que é nosso dinheiro que paga os salários deles. REPÚDIO DESSE POVO . Acho que está na hora do governo fazer uma limpa nesses lugares e fazer um treinamento para educar esse povo que se dizem Profissionais da saúde…. Vergonha. Está na hora de dar um basta nisso , Tem muita gente bacana que são realmente profissionais, são humanos e educados . Só tirar essa cambada e por gente nova .
    Pronto falei !!!!

      1. Não fui estúpida em nenhum momento. Chorei, pedi ajuda. Mas, claro, fácil vir comentar aqui escondida, anônima. Só aviso: temos acesso ao seu endereço de acesso à internet e tomaremos as medidas necessárias se for o caso.

  13. Minha cara como eu lamento vc ter passado por tanto sofrimento, tendo seu direito garantido por lei.vc foi muito passiva tbm com tanta dor, nem teria forcas para se defender nessa hora. Eu ja passei por situacao semelhante e fiz muito barrulho, primeiro chamei a policia , e exigi atendimento digno…

  14. Estava até sendo interessante, até aparece a foto que a mesma tirou. Não ignoro a dor, que acredito ser real, mas tem muito mimimi e percebo preparação do terreno para processo contra a upa ou exploração política do ocorrido.
    Lamentável, qie se apure os fatos e se escute o outro lado também antes de qualquer julgamento.

    1. Oi Emerson, tudo bem? Obrigada pelo seu papel de ombusdman da dor alheia. Fico aqui à disposição para quando você for desrespeitado como eu fui, ok? Abraço

  15. Queria conversar contigo. O hospital cruz vermelha quer tirar minha mãe da UTI e o chefe da equipe teve uma conversa extremamente desagradável, chegou a perguntar se nós queremos que salve a vida de nossa mãe.

  16. Pois é
    Quando tinham servidores públicos concursados, a prefeitura decidiu colocar o INCS Instituto Nacional de Ciências da Saúde, e outra vez tão dizendo que não tá bom…
    O quê fazer???

  17. Sou TEC em Enfermagem concursada do município de Curitiba, e lamento essa experiência humilhante que passou, infelizmente a terceirização do serviço público nem sempre melhora o atendimento muito pelo contrário e a resposta está aí. A gestão pública precarisa o serviço para justificar a terceirização, criminaliza o servidor, estimula a população contra o servidor, claro que em todos os serviços temos colegas que agem fora da ética e da empatia com nossos paciente/ clientes, não deveria ser assim. Temos todos que ser tratados com respeito e humanização… Melhoras para vc 😘.

  18. Pelo jeito não mudou nada de janeiro de 2019 pra cá. Total descaso com as pessoas que procuram essa UPA. Espero nunca mais precisar voltar lá.

  19. É lamentável que tenhamos que passar por todo esse descaso. Se em plena pandemia você procura assistência médica é porque precisa.
    Num período de 45 dias, meu pai, precisou de atendimento duas vezes na UPA do Campo Comprido e 1 vez na UPA da CIC e todas as vezes as roupas dele, inclusive cobertor, que foi solicitado pela UPA, foram descartadas.
    Ninguém soube informar o que aconteceu. Simplesmente, sumiu.
    Minha família, graças a Deus, teve condições de repor as roupas desaparecidas. E quem não tem?
    É simples de resolver: boa vontade de armazenar os pertences do paciente dentro de um saco plástico identificado com o nome do paciente e deixar amarrado na cama para entregar para a família.

  20. É fácil criticar , quando se está do lado oposto.
    Existem sim , profissionais bons e ruins , como existem pessoas boas e ruins , educadas e mal educadas.
    Generalizar tudo, é complicado, porque coloca todos no mesmo patamar.
    Isso de pagar o salário do funcionalismo público, pq paga impostos; todos pagamos impostos, inclusive o funcionário público paga impostos.
    Então sugiro que faça reclamação sim, na ouvidoria, no 156, dando nome ao profissionais que fizeram esse atendimento, e não generalizando a saúde pública.
    Porque o S.U.S tem suas deficiências, mas é o melhor plano de saúde, é gratuito e acessível a todos.
    Queria ver morar onde não existe o S.U.S e todo serviço médico-hospitalar é pago.
    Trabalho em uma UMS de Curitiba há 21 anos, e digo, há funcionários bons e ruins , mas tem clientes bons e ruins, educados e mal educados.

    1. Oi Cristina, tudo bem? Olha, em nenhum momento do meu texto eu generalizei minha situação. Inclusive registrei que fui muito bem atendida na UPA Pinheirinho alguns dias antes. E também falei que sei que os profissionais do SUS são excelentes e comprometidos, algo que sei por conhecer muitos como repórter.

  21. Pior paciente que já vi nesta upa. Se jogou no chão e se fez de coitada para ser atendida na frente de outros usuários, como quem diz que seu problema fosse maior que a dos outros.
    Fez uma cena… Literalmente se jogou no chão! As pessoas vão atrás de consulta na sua maioria sempre achando que seus problemas são maiores que a dos outros. UPA e para resolver problemas rápidos e aliviar a dor no momento da crise da doença. Caso precise de acompanhemos deve-se procurar UBS da sua região.

    1. Oi anônima, tudo bem? Você sabe que comentando aqui está dentro do nosso sistema, né? Portanto sabemos suas informações de localização, tá?
      Se você me viu, então você é parte do problema e vamos conversar sobre isso nos próximos dias quando vou me reunir com o diretor clínico da UPA. Um abraço

  22. Legal sua atitude, tem mesmo é que usar os meios de comunicação para expor esse descaso, cidade que se diz “referência” deve ter um atendimento a saúde digno para sua população, mas ao meu ver o problema em todo os casos de descasos a culpa maior são dos gestores que ali estão e são responsáveis pelo bom funcionamento da instituição.

    1. Não é verdade. Comentário gratuito e sem respaldo na realidade. É verdade que em muitas situações há falhas e falta de preparo da equipe de saúde. A terceirização também pode ser um problema. Mas daí a dizer que o atendimento de Curitiba é ruim e, ainda, pior que muitos outros lugares no Brasil, é uma extrapolação da realidade.

  23. Já fui atendida nessa UPA CIC, com certeza absoluta os relatos de total descaso das enfermeiras e médicos são verdadeiros, eu mesma passei por isso, o mais interessante é que eu tive o mesmo pensamento: ” eu que sou conhecedora dos meus direitos como cidadã fui maltratada, imagino como eles tratam as pessoas mais simples.” Péssimo atendimento e profissionais incompetentes você encontra na UPA CIC.

  24. É muito triste tudo isso. Imaginem como é tratada a pessoa pobre nessa UPA? Esses profissionais têm que receber uma avaliação pra que os bons profissionais sejam valorizados.

  25. Passei por uma situação lamentável na UPA Boa Vista. Recepção grosseira, não fornece informação e orientações sobre o que fazer ou onde aguardar. Enfermeira da triagem não permanece no setor, causando demora no atendimento, enquanto médicos estavam sem pacientes para chamar devido a isso. Radiologia fechada na hora de almoço porque só tem um funcionário. Maus tratos da equipe de enfermagem em todos os setores. Técnicos esquecendo prescrição. Deboche. Equipe julgando os pacientes, destratando, ignorando ou deixando sem atendimento aqueles a quem consideram que não devia estar ali. Tentativa de “disciplinar” o paciente que se desespera diante desse serviço desumano. Falta profissionalismo e respeito ao próximo para a maioria dos servidores das UPAs de Curitiba.

  26. Passei uma experiência horrível com meu pai no Upa do Campo Comprido. Embora meu pai tenha sido prontamente atendido, eu fui extremamente humilhada naquele lugar. Simplesmente lamentável.

      1. Bom dia
        A um tempo atrás fui levar meu vizinho as 3.50 Horas na UPA DE CAMPO COMPRIDO, o Homem passando muito mau com CANCER no Pulmão inclusive já MORREU . Não tinha ninguém para nos atender ficamos esperando quase meia hora ai apareceu uma atendente, questionei onde estava tem medico., respondeu vai ter que esperar medico esta atendo um paciente assim foi um hora de espera o vizinho chorando que não aguentava mais a dor. pasmem vocês sai o medico colocando jaleco cabelo todo despenteado abrindo a boca. acreditem se quiser o safado estava dormindo Dr 2 horas nos esperando aqui isso e brincadeira resposta quem aguenta passar a noite em claro a gente precisa descansar. Passei o resto do dia sem dormir e ainda fui trabalhar não precisei de descanso. Que médico e esse. ????? Vizinho morreu no Hospital São Vicente. a 1.5 ou 2 anos atrás.

  27. Infelizmente as pessoas que nos atendem não tem empatia alguma, tive problemas na UPA sitio cercado pois meu filho tem enxaqueca com aura e sofre há muitos anos com crises, não os respeitaram em momento algum, debochando da dor e fazendo tudo para piorar a situação! !

    1. Eliana, lamento muitíssimo essa situação. Já pensou em registrar reclamação junto ao Conselho Municipal de Saúde? Estamos à disposição se você quiser registrar seu relato. Abraço

  28. Olá Rosiane! Sinto pelo descaso…
    A Secretaria de Saúde está massacrando os servidores e segue a passos largos para terceirização d etodos os serviços de saúde, inclusive as Unidades Básicas. Contrata profissionais pelo PSS que ficarão por um curto período e que não se envolvem, não comhecem os problemas da comunidade e não criam vínculo. Destruiram a saúde da família e colocaram profissionais despreparados p/ exercer a função. Tratam os servidores públicos como lixo! Somente na televisão somos heróis e no dia-a-dia somos tratados como lixo, sem aumento salarial e com sobrecarga de trabalho.

    1. Oi Julieta, a terceirização de serviços de educação e saúde realmente acabam com aquele profissional que faz carreira no atendimento de uma região da cidade. Talvez não seja o caso das UPAs, mas certamente é das Unidades Básicas de Saúde, em que conhecer e acompanhar a população atendida faz toda a diferença. Temos acompanhado o assunto e noticiado sempre. Ficamos à disposição. Abraço

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