Isolamento: paranaense abandonou compras e parque, mas não o trabalho | Jornal Plural
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3 maio 2020 - 19h48

Isolamento: paranaense abandonou compras e parque, mas não o trabalho

Dados do Google mostram mudança de comportamento do paranaense na quarentena

Frequência de pessoas em áreas residenciais aumentou 16% em abril em relação a média registrada em janeiro e fevereiro.

As medidas de restrição de circulação de pessoas no Paraná tiraram as pessoas de parques, lojas e restaurantes, mas não do trabalho. É o que mostram dados de mobilidade urbana do Google. A empresa liberou informações de seu sistema de monitoramento da localização de usuários de suas ferramentas.

Os dados são os mesmos que a gigante tecnológica usa para calcular os horários e dias populares de pontos de interesse no Google Maps e no buscador. Eles indicam se a média de frequência no tipo de local aumentou ou diminuiu no período em relação à média do período de seis semanas entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro de 2020.

Grosso modo, o que os dados do Paraná apontam é que as pessoas estão indo bem menos para parques, lojas, usando menos o transporte público e ficando mais em casa. Houve uma redução nas idas aos locais de trabalho, ao mercado e a farmácias, mas com menor intensidade.

Frequência de idas a lojas, restaurantes teve redução média de 54% em abril. A linha 0 indica a média histórica de frequência. As datas em que houve retração em relação a essa média são indicadas pelo gráfico com valores negativos, como os indicados a partir de 16 de março.

No caso dos restaurantes, só há restrição legais ao funcionamento de serviços de self-service, buffet. No entanto, muitas empresas voluntariamente fecharam as portas ou restringiram o atendimento a balcão e delivery.

Os dados do Paraná apontam que houve redução na frequência em empreendimentos do varejo e entretenimento de 61% de 18 a 30 de março e 54% em abril.

Nos parques, o movimento foi reduzido em 40% de 1 a 26 de abril.

O fechamento de shoppings e galerias foi determinado por decreto do governador Ratinho Jr em março. No caso dos parques, tanto o governo do estado quanto, no caso de Curitiba, a prefeitura, determinaram o fechamento.

Outro tipo de local que viu a frequência de pessoas cair drasticamente foram os pontos de ônibus, terminais e outros pontos de acesso ao transporte coletivo. Em março houve 20% menos movimentação nesses pontos em março, e em abril a queda chegou a 50% na média.

A presença de pessoas em terminais, pontos de ônibus caiu 47% na última semana de abril (e 50% na média do mês).

Em Curitiba, com a redução no número de passageiros a frota está circulando com apenas 60% dos veículos.

Considerados serviços essenciais, os mercados e as farmácias também são o único “passeio” da quarentena. O paranaense, no entanto, está evitando ir às compras e a frequência nesses locais se reduziu em 16%.

Já nos locais de trabalho a queda foi de apenas 28%. Menor ainda foi a diminuição de movimentação em mercados e farmácias, que perderam 16% da procura.

A frequência em locais de trabalho caiu 32% em abril, mas o gráfico mostra que ela está aumentando, voltando a se aproximar da média histórica.

Os dados publicados pelo Google também mostram a presença em locais de residência. A empresa informa que usou categorias úteis para o distanciamento social. No caso de informações sobre presença em casa, a variação é menor porque usualmente a frequência nesses locais já é alta. No Paraná, o aumento da frequência em relação à média base foi de 16%.

Brasil

As informações do Google mostram que em relação aos dados nacionais, a população paranaense está mais comprometida com o isolamento social. Mas ainda atrás da população do estado vizinho de Santa Catarina, cuja frequência em parques, por exemplo, foi reduzida em 72% no período de 18 de março a 26 de abril.

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