Home office forçado testará limites de conexões domésticas | Jornal Plural
17 mar 2020 - 23h58

Home office forçado testará limites de conexões domésticas

Aulas online, serviços de streaming e de teleconferência exigem conexões robustas

A partir desta sexta-feira dezenas de famílias estarão em regime de confinamento doméstico, conciliando os filhos com o trabalho. A situação irá exigir muito dos planos de banda larga domésticos, com uso simultâneo de serviços de streaming, teleconferência e de ensino à distância.

Para o especialista em segurança de redes e professor da Universidade Positivo, Luiz Altamir Corrêa Junior, conexões com menor banda terão dificuldade para acompanhar a demanda. Mas a grande maioria das casas em Curitiba já usa serviços de alta velocidade.

“É possível que se veja a necessidade de aumentar [o plano contratado]”, prevê. Um exemplo, o uso de serviços de streaming de forma simultânea com teleconferência, uma ferramenta muito usada por quem trabalha remotamente. “São dois serviços que consomem muitos dados. O consumidor que tem uma conexão com banda menor sentirá lentidão se tentar fazer tudo ao mesmo tempo”, aponta.

Segundo dados da Anatel, mais de 50% das conexões ativas de banda larga em Curitiba são de 34Mb ou superiores. Outros 29,9% tem entre 12 e 34Mb, velocidades de acesso que Corrêa Junior considera adequadas.

Ele antecipa que empresas maiores já têm estruturas prontas de conexões privadas que devem facilitar a transição. Mas instituições menores devem adaptar e adotar um plano de contingência. “Tem que aproveitar esses dias antes [do home office começar] para levar o equipamento para casa e testar”, indica.

Equipes de empresas menores ou com menos recursos podem adotar medidas que reduzem o consumo de banda, como o uso de teleconferência sem vídeo.

Luiz Altamir alerta que não só os trabalhadores que estarão em home office precisarão de internet rápida. “A transmissão de aulas também consome muitos dados”, informa. Se a velocidade do serviço estiver baixa, uma solução é fazer com que os demais integrantes da família deixem de usar simultaneamente outros serviços.

Funcionário de uma grande empresa de telecomunicações, Corrêa diz que as operadoras estão trabalhando já prevendo o aumento da demanda. “Existe já um espaço de expansão. A previsão é que o consumo de dados aumente de dois a quatro vezes no período”, completa.

O sistema, diz, já está sob pressão com o aumento do acesso a serviços de streaming, jogos. Com o home office ‘obrigatório’ a rede passa pelo teste de fogo. “Mas é uma rede que está preparada”, defende.

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