Greve paralisa 60% das escolas e universidades estaduais no Paraná | Plural
2 dez 2019 - 23h45

Greve paralisa 60% das escolas e universidades estaduais no Paraná

Protesto é contra a Reforma da Previdência do funcionalismo público

Nesta segunda-feira (2), foi dia de protesto contra o governo de Ratinho Jr. (PSD). Professores e educadores realizaram mobilização no Centro Cívico, que recebe hoje (3) ato unificado, envolvendo outros setores do funcionalismo, docentes universitários e agentes da segurança pública. Cerca de 60% das escolas e das universidades estaduais estão sem aulas.

O número é da APP-Sindicato. “Temos uma paralisação parcial, mas que pode crescer. Fizemos hoje uma reunião com o líder do governo, cobrando o governador a ouvir, de fato, os servidores, pois ele continua sem nos atender, o que era um compromisso de campanha, mas não tem ocorrido”, conta o presidente da entidade, Hermes Leão.

Para a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais do Paraná (FES-PR), Marlei Fernandes, é necessário debater as propostas. “Não é possível fazer esta reforma no fim do ano, desta forma, sem diálogo. Queremos espaço para debater, levar propostas, mas até agora não foi marcado nada. Vamos fazer pressão, pois nem os deputados sabem o que está em jogo”, diz ela.

“Quando explicamos que um funcionário de escola poderá ter sua aposentadoria reduzida a 1/3 de seu salário, eles se assustam, o que indica que não conhecem a proposta do governo.”

Nesta terça, ônibus com servidores devem chegar de todo estado para o ato unificado, que acontece a partir das 9h, na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu e à Assembleia Legislativa. Os manifestantes devem acompanhar a sessão da Alep e uma nova assembleia dos professores acontece às 16h.

Docentes e funcionários da universidades aderiram à greve. Foto: Sinteemar

Universidades

Na Universidade Estadual do Paraná (Unespar) e na Universidade de Ponta Grossa (UEPG) a greve será reavaliada na quarta (4), em nova assembleia.

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) – onde aconteceu hoje a segunda fase do vestibular – decidiu aderir à greve por tempo indeterminado, mas avalia novos passos do movimento também nesta quarta.

Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), a paralisação dos servidores também não deve prejudicar a realização do vestibular, nos dias 8 e 9 de dezembro. Professores se reúnem novamente nesta quarta para assembleia, enquanto o Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar) aprovou paralisação por tempo indeterminado.

Na Unicentro, a deliberação foi pelo indicativo de greve e participação nas mobilizações da categoria. Haverá ônibus para o ato unificado dos trabalhadores, em Curitiba.

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