Em seis anos, preço da gasolina aumentou 77% no Paraná - Jornal Plural
13 set 2021 - 10h01

Em seis anos, preço da gasolina aumentou 77% no Paraná

Paranaenses pagam, em média, R$ 5,767 para encher o tanque segundo dados da ANP

A cada ano, os brasileiros precisam desembolsar mais dinheiro para encher o tanque do carro. Aqui no Paraná, enquanto em setembro de 2015 o preço médio que se pagava na gasolina era de R$ 3,240, seis anos depois o valor passou para R$ 5,767, o que corresponde a uma alta de 77%. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Conforme os levantamentos realizados pela ANP em agosto deste ano, o preço médio da gasolina ultrapassou a marca dos R$ 6 pela primeira vez em duas cidades do Paraná (Arapongas e Apucarana). Só em 2021, o estado teve um aumento de 32% no valor da gasolina comum, uma vez que no início do ano o preço estava em R$ 4,347.

Evolução dos preços médios da gasolina comum no Paraná de 2015 a 2021. Imagem: Painel Dinâmico de Preços de Combustíveis e Derivados do Petróleo da ANP.

Preço médio da gasolina no Paraná

JulhoAgostoSetembro
2015R$ 3,204R$ 3,223R$ 3,240
2016R$ 3,577R$ 3,579R$ 3,633
2017R$ 3,464R$ 3,771R$ 3,853
2018R$ 4,333R$ 4,260R$ 4,463
2019R$ 4,118R$ 4,086R$ 4,085
2020R$ 3,959R$ 4,035Sem dados
2021R$ 5,500R$ 5,689R$ 5,767
Fonte: ANP

Curitiba, que tinha cerca de 1,6 milhão de veículos circulando em 2020, segundo dados do IBGE, apresentou um crescimento nos preços ainda maior que a média do estado. Entre agosto de 2015 (R$ 3,120) e agosto de 2021 (R$ 5,606), o valor médio da gasolina comum subiu em 79%. Como noticiou o Plural, o impacto da escalada dos preços foi tanto que, no último ano, a capital perdeu cerca de 30% dos motoristas de aplicativo.

Preço médio da gasolina em Curitiba

JulhoAgostoSetembro
2015R$ 3,065R$ 3,120R$ 3,163
2016R$ 3,473R$ 3,474R$ 3,581
2017R$ 3,308R$ 3,694R$ 3,776
2018R$ 4,233R$ 4,130R$ 4,328
2019R$ 3,964R$ 3,968R$ 3,978
2020R$ 3,948R$ 3,960Sem dados
2021R$ 5,352R$ 5,606Sem dados
Fonte: ANP

Reajustes

Desde o início deste ano, a Petrobras reajustou o preço do litro da gasolina nove vezes. A última mudança, feita em 11 de agosto, foi um aumento de 3,3% nas refinarias. Se somados todos os valores de 2021, a gasolina teve alta de 51%, enquanto o diesel avançou 40%. 

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, derivados de Petróleo, Gás Natural, Biocombustíveis e lojas de Conveniência do Paraná (Paranapetro), os altos preços são resultado de três principais fatores: os aumentos das refinarias da Petrobras, o reajuste de impostos e as seguidas elevações do preço do etanol nas usinas de cana-de-açúcar.

O Paranapetro explica que, embora o preço do etanol não seja estipulado pela Petrobras, o aumento no valor deste combustível tem um reflexo direto na gasolina. “A gasolina comum vendida no Brasil leva na sua mistura 27% de etanol. Uma lei federal obriga esta mistura, por questões ambientais. Ou seja, quando sobe o etanol, acaba havendo impacto na gasolina – quase um terço da composição da gasolina comum é de etanol.”

“No mercado de combustíveis, os postos representam a última etapa até o produto chegar no consumidor final, e por isso são muito questionados a dar explicações. Mas basta verificar a composição dos preços para ver que a responsabilidade dos aumentos é da Petrobras, usinas e da nossa carga tributária brasileira.

“O Paranapetro vê com grande preocupação a escalada de preços. Os valores altos prejudicam a população e a economia como um todo, pois há reflexo em diversos segmentos. E os postos também sofrem, pois as altas inibem o consumo”, pontua o sindicato.

Reportagem sob orientação de João Frey

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