Curitiba tem recorde de paradas no abastecimento de água | Jornal Plural
15 jan 2019 - 0h00

Curitiba tem recorde de paradas no abastecimento de água

Número de interrupções de abastecimento já é 62% maior do que em outros janeiros – e só se passaram duas semanas desde o Ano Novo.

Curitiba experimentou um número recorde de paradas no abastecimento de água nos últimos três meses. Segundo dados do histórico da Sanepar, a cidade registrou 24 interrupções no abastecimento em novembro de 2018, 17 em dezembro e 17 só nas duas primeiras semanas de janeiro. Os 58 casos representam um aumento de 58,3% na média mensal da companhia.

O aumento que mais chama a atenção é o de janeiro. Nos seis anos anteriores, a média de interrupções no abastecimento foi de 10 por mês. Só na primeira quinzena de 2019, esse número já foi superado em 62%.

Para o coordenador do Centro de Controle Operacional da Sanepar, Fábio Alexander Basso, o desabastecimento foi resultado do aumento de 12% no consumo de água na cidade registrado na véspera do Natal. Ele atribui o excedente ao que chamou de “ostentação” da água, como o uso para lavar calçadas e fachadas de casas e a problemas emergenciais, alguns fora do controle da empresa, como quedas de energia elétrica.

O rompimento da rede e outros casos em que são necessárias obra de manutenção emergencial também são comuns, diz Basso. É o caso, explica, de obras particulares ou de outras concessionárias públicas que resultam no rompimento da rede da Sanepar.

Em dezembro, por exemplo, das 17 interrupções, quatro foram por falta de energia e uma por manutenção emergencial. Já das 17 paradas de janeiro, seis foram por falha na rede elétrica e três por rompimento de adutora ou manutenção emergencial.

Basso diz que a produção de água da Sanepar é suficiente para atender a população e prevê tanto o aumento de consumo quanto a ausência de chuva. “Mas o excesso de consumo reduz a pressão na rede, prejudicando o abastecimento nos locais mais altos”, explica.

Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que a empresa teve uma redução de 25% na produção de 2016 para 2017, mas aumentou em 1% de 2018. De 2017 para 2018 houve uma pequena redução no volume total de água consumida.

Obras em janeiro

Segundo Basso, em janeiro, o número de paradas no abastecimento pode aumentar porque a empresa planeja intervenções na rede para esse período, uma vez que “uma parte da população deixa a cidade”. Essas obras, avisa, são previstas para fins de semana e outros momentos em que o consumo é menor.

É por isso que a Sanepar orienta seus clientes a ter uma caixa da água bem dimensionada que garanta o abastecimento enquanto a rede está com o fornecimento suspenso. Assim, mesmo com a interrupção, o usuário não chega a ficar sem água na residência.

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