Curitiba suspende vacina para professores | Jornal Plural
20 jun 2021 - 18h07

Curitiba suspende vacina para professores

Moradores com 50 anos ou mais serão vacinados nesta segunda

Nesta segunda-feira (21/6), Curitiba amplia a vacinação anticovid para pessoas com 50 anos completos ou mais. A vacinação para esta faixa etária será feita com estoque remanescente da última remessa de imunizantes recebidos do Governo do Estado do Paraná, na sexta-feira passada (18/6).

Devido à limitação de doses disponíveis em Curitiba, será suspensa temporariamente, a partir desta segunda-feira, a imunização de professores e trabalhadores da educação tanto básica, quanto de nível superior. O município já vacinou pessoas desse grupo prioritário em quantidade maior do que as doses recebidas, sendo inviável a continuidade enquanto a Secretaria de Saúde do Estado do Paraná não repassar novos imunizantes com esta destinação. Assim que recebida nova remessa pela Secretaria Municipal da Saúde, Curitiba retomará a vacinação dos profissionais da educação.  

Orientação

Os que fazem parte do cronograma por idade, definida na faixa etária dos 50 anos para esta segunda-feira, para receber a vacina deverão preciso apresentar documento de identificação com foto, CPF e um comprovante de residência com endereço de Curitiba. Também é necessário fazer o cadastro antecipado na plataforma Saúde Já, pelo site (www.saudeja.curitiba.pr.gov.br) ou pelo aplicativo do celular. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) orienta ainda que, se possível, leve uma caneta para agilizar o preenchimento do formulário.

Vacinação contra a covid-19 nesta segunda-feira, 21 de junho

Público: pessoas com 50 anos completos ou mais;
Das 8h às 12h: nascidos entre 1º de janeiro e 30 de junho;
Das 13h às 17h: nascidos entre 1º de julho e 31 de dezembro.

Pontos de vacinação contra covid-19 

Das 8h às 17h 

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)
2 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho
3 – Centro de Referência, esportes e atividade física
Rua  Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra
4 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado
5 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado
6 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches
7 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri
8 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão
9 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão
10 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru
11 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba
12 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira
13 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo
14  – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo
15 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade
16 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n
17 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700

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Um comentário sobre “Curitiba suspende vacina para professores

  1. Há algo de muito perverso na falta de vacinas.

    De fato, suspender vacinas para professores ecoa as políticas genocidas gestadas em Brasília e que se desdobram em atos – e ausências – do governo Ratinho Jr e da prefeitura de Greca. Por exemplo, a Lei Estadual que garante retorno presencial e impede que instituições de ensino fechem durante a pandemia:

    https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/deputados-aprovam-educacao-como-atividade-essencial/

    Um projeto estadual que inspirou aquele aprovado pela Câmara Municipal:

    https://www.plural.jor.br/noticias/poder/vereadores-tem-urgencia-em-legalizar-aulas-presenciais-em-curitiba/

    Essas leis emolduram a insanidade que tomou de assalto o Paraná e Curitiba. Não à toa, o estado assiste bovinamente ao desenrolar dos piores números (casos e mortes) desde o início da pandemia.

    Ora, se educação é “serviço essencial”, então, que sentido há em suspender a vacinação de professores? Na prática, a “essencialidade” estaria tão somente na autorização para o funcionamento das escolas privadas? (Ops! Pensei em voz alta.)

    No Paraná, a rigor, o que o governador entende por “essencial”? Seria, por exemplo, essencial proclamar guerra aos professores? (Vide https://www.plural.jor.br/colunas/caixa-zero/ratinho-diz-que-app-nao-representa-professores/ ).

    Em Curitiba, seria essencial a ágil vacinação dos funcionários da Unimed? (O Plural acaba de fazer mais uma ótima matéria a respeito.)

    Para Ratinho Jr, parece ser essencial o “estado moderno” e o agribusiness. Para Greca, a inauguração de monumentos, das trincheiras aos memoriais (preferencialmente, com soirée lotada!). Ambos jactam-se por cumprir “todos os protocolos”. Essenciais, esses protocolos?

    Onde ficam os professores e professoras nessa história? Onde se coloca a educação? Onde a discussão acalorada (na Assembleia Legislativa, na Câmara Municipal) com respeito à educação como atividade essencial? Onde a convicção daqueles deputados e deputadas, vereadores e vereadoras?

    Não tem vacina. Mas tem “Pavilhão da Cura”. Mas tem avião-helicóptero-furgão com as cores do Paraná – e muita propaganda de vacina.

    Há algo de muito perverso na falta de vacinas: o que falta em vacina, sobra em desorientação e descaramento – e abunda em anestesia.

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