Comunidades rurais criam hortas orgânicas para doação durante pandemia | Jornal Plural
4 maio 2020 - 22h01

Comunidades rurais criam hortas orgânicas para doação durante pandemia

Os espaços coletivos de produção têm de 5 a 13 mil metros quadrados e estão espalhados por todo Paraná

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Paraná iniciou, no último sábado (2), o preparo de hortas comunitárias orgânicas para dar continuidade às doações de alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social. Desde o início da pandemia do coronavírus, as comunidades paranaenses do MST produziram e doaram cerca de 85 toneladas de alimentos. 

As Hortas Antônio Tavares são espaços coletivos de produção e foram iniciadas em dez municípios: Castro, Boa Ventura de São Roque, Pinhão, Clevelândia, Maringá, Guarapuava, Quinta do Sol, Centenário do Sul, Planaltina do Paraná e Cascavel. O nome e a data de início da criação dos espaços homenageiam o agricultor morto no dia 2 de maio de 2000, na BR 277.

“Nosso jeito de rememorar esse passado de luto é fazer luta pela reforma agrária para uma vida melhor, não só para os camponeses, mas para uma vida digna e saudável nas cidades; e isso só é possível com a democratização da terra”, afirma Ceres Hadich, integrante do MST.

Além de garantir a continuidade das doações, a produção diversificada também vai contribuir para o autossustento das famílias agricultoras. 

Ledir Weber, que mora há três anos no acampamento Valdair Roque, em Quinta do Sol, fez parte do mutirão que iniciou a horta no último sábado. “Nós estamos num momento comunitário, para ajudar o próximo. Eu me sinto muito bem em estar ajudando todo mundo. Nesse momento de pandemia, nós estamos fazendo essa horta pra ajudar as comunidades que estão mais fracas”, diz a trabalhadora rural.

Doações de alimentos também ocorreram em duas cidades do Estado, São Miguel do Iguaçu, para a comunidade urbana Guanabara; e Congonhinhas, para a aldeia Guarani Nhandewa, na Terra Indígena Ywy Porã/Posto Velho, da cidade de Abatiá. Segundo José Claudio Camargo, vice-cacique da aldeia, essa foi a primeira ajuda em alimentação recebida pela comunidade após o início da pandemia.

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