Como suportar o luto imposto pela pandemia? | Jornal Plural
Clube Kotter
4 jun 2020 - 14h00

Como suportar o luto imposto pela pandemia?

Grupo de apoio oferece dicas aos familiares de pessoas que morreram vítimas do coronavírus

Lina Saheki perdeu o irmão, médico infectologista, para a covid-19 em poucos dias. O luto inabitual imposto pela pandemia fez com que ela, o primo M. Vulpin e a psicóloga Michele Maba, especialista em luto, acabassem se aproximando de outros familiares de pessoas que morreram vítimas do coronavírus. A troca de experiências resultou em uma espécie de cartilha, com dicas de apoio para os que precisam se despedir a distância.

“Um luto sem as despedidas clássicas – sem velório e com muitos vazios a serem preenchidos. Gostaria de compartilhar algumas medidas que, de algum modo, trouxeram conforto à minha família neste processo, esperando que alguma delas possa ajudar outras pessoas que também estão vivenciando essa situação”, explica Lina, na abertura.

A primeira dica é criar um grupo virtual. “Nosso grupo funcionou como o velório e o memorial dele (Maurício Saheki): as pessoas contaram histórias, choraram, postaram fotos, desabafaram e até compartilharam histórias engraçadas. Foi um lindo espaço, ainda que virtual, de velório. É um memorial que revisito sempre que sinto saudades. Recomendo fortemente a criação desse espaço de despedida.”

Dê abertura para conversas; recorde bons momentos por fotografias e histórias; cuide dos seus entes queridos e da sua saúde. Se sentir que não está dando conta, peça ajuda de amigos e profissionais.  

Respeite o seu tempo de luto e filtre informações recebidas, especialmente relacionadas à pandemia. “Estar fragilizado pela sua perda pode fazer com que você olhe com muita dor para perda das outras pessoas. Para além da empatia, você poderá estar em contágio emocional ao se deparar com mais sofrimento, e isto não é bom.”

Evite mudanças bruscas neste período e liberte-se de expectativas irreais. “É preciso deixar de se perguntar ‘Por que isto aconteceu comigo?’ e, aos poucos, fazer perguntas que abram portas, como ‘Agora que isto aconteceu comigo, o que eu posso fazer?’.”

O material completo você lê aqui no Plural.

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