Como se prevenir com a Covid-19 em alta? | Jornal Plural
30 nov 2020 - 21h58

Como se prevenir com a Covid-19 em alta?

Festas de fim de ano e encontros familiares são momentos propícios para a transmissão do vírus

Curitiba enfrenta uma nova onda de casos e óbitos por coronavírus. A ocupação dos leitos na cidade já chega a 94% e autoridades não descartam um colapso no sistema de saúde. A doença avança junto com os casos ativos e muitos perguntam: como se proteger com a Covid-19 tão em alta? O Plural foi descobrir.

O melhor, sempre, é ficar em casa. “Se você não pode evitar sair, tem que trabalhar, ir ao médico, essas situações, tem que tentar restringir ao máximo os seus contatos sociais”, recomenda o médico infectologista Marcelo Ducroquet, professor do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP). “Evitar reunião com familiares e amigos, não ir comer fora, coisas que podem ser evitáveis. Se for necessário sair, use máscara, lave as mãos com frequência, use álcool em gel e evite aglomerações sociais.”

O infectologista relata que as histórias que mais vê na prática são as de pessoas que se infectaram após contato com familiares a amigos. “Aquela hora que você convida alguém para jantar na sua casa, ou visita um parente que não vê faz tempo. Nesta hora, todo mundo relaxa, tira a máscara, come junto, se abraça, se cumprimenta.”

Festas de fim de ano

O médico lembra que uma reunião familiar nunca vai ser 100% segura. “Começamos a transmitir o vírus entre um e dois dias antes de termos os sintomas. Lembre-se que você tem chance de ter sintomas após as datas festivas e, nos dias anteriores, estar transmitindo o vírus. Nesses encontros, ninguém pode garantir a segurança.”

“Caso isso seja imprescindível, encontrar a família, e com isso certamente encontrar pessoas do grupo de risco, tente, pelo menos na semana anterior que você vai nesse encontro, se expor o mínimo possível. Ficar em casa, em isolamento social. Se para você é importante essa reunião, e em hipótese alguma vai abrir mão, pelo menos para proteger a sua própria família, na semana que antecede esse encontro, fique muito atento. Evite ir ao mercado, em restaurante, aglomerações. Use máscara, lave as mãos. Os sete dias de observação são muito importantes para avaliar os sintomas.”

O que o infectologista sugere é fazer a reunião pela internet. “É uma maneira de estar junto, sem ser fisicamente. Passar um tempo juntos, até mesmo comer, até mesmo para que possamos ter um senso de comunidade nessa época.”

O docente reforça que não se pode garantir a segurança em encontros sociais. “Temos relato de famílias dizimadas pelo coronavírus. Atendemos marido enquanto a esposa estava na UTI, e o filho com trombose. Já houve situações de paciente internado que não podíamos contar que o marido ou a mulher havia falecido na UTI.”

O Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba pode entrar em colapso em uma semana. Nesta segunda-feira (30), a Capital chegou a 78,7 mil casos da doença, sendo 13,8 mil ativos. Em 24 horas, foram 1.254 novos casos e 16 óbitos pela doença. Por isso, reforce e mantenha os cuidados de prevenção à Covid-19. A recomendação é que não sejam realizados encontros nem aglomeração social nas datas festivas deste fim de ano. Cuide-se!

Colaborou: Matheus Koga

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