18 jan 2022 - 19h07

Com 2.º lote, Curitiba pode fechar grupos prioritários e avançar na vacinação por idade

Prefeitura estima em 12 mil a população de crianças com deficiência ou comorbidade. Em dois lotes, a cidade recebeu 20.270 doses

Com mais uma remessa de vacinas pediátricas enviadas ao Paraná, Curitiba deve ter doses suficientes para cobrir os grupos prioritários e avançar na imunização de crianças de 5 a 11 anos por idade.

A cidade já recebeu 9.870 doses no primeiro lote. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outras 10,4 mil foram enviadas ao município nesta terça (18) como parte da segunda remessa encaminhada pelo Ministério da Saúde.

Com isso, a capital já soma o recebimento de 20.270 doses dos imunizantes pediátricos da Pfizer. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) estima em 12 mil a população de crianças com deficiência ou comorbidades, de acordo com o prontuário eletrônico do município. O total de acamadas, institucionalizadas e indígenas não foi divulgado, mas, segundo a prefeitura, eles já foram contemplados pelo volume disponibilizado no primeiro dia da campanha na cidade, nesta segunda.

Isso significa que a vacinação geral de crianças de 5 a 11 anos, escalonados por idade, poderia começar já a partir do próximo lote, previsto para chegar ao Brasil na próxima segunda-feira (24).

O avanço, contudo, e conforme salientado pela própria SMS, depende da adesão dos já liberados para serem imunizados e da quantidade de crianças que fazem parte de cada grupo por idade. A prefeitura disse ainda não ter esse recorte. Até as 18h40 desta terça, a pasta ainda não havia atualizado o total de crianças já imunizadas.

O Ministério da Saúde informou a antecipação da chegada ao Brasil do terceiro lote das vacinas pediátricas. Elas estavam previstas para chegar no dia 27, mas a data foi adiantada para o dia 24 de janeiro.

20.270 doses

É a quantidade dos imunizantes pediátricos da Pfizer que Curitiba recebeu.

Calendário da semana

Curitiba iniciou a vacinação das crianças de 5 a 11 anos contra o coronavírus nesta segunda-feira. A aplicação da primeira dose do imunizante pediátrico da Pfizer aconteceu para crianças acamadas em leitos, institucionalizadas (que moram em lares e abrigos) e indígenas. Já nesta terça a campanha começou para as com comorbidades ou deficiências. Foram vacinadas as de 9 a 11 anos.

Nesta quarta será a vez de crianças do mesmo grupo, entre 5 a 8 anos completos. Mas a vacina também segue disponível para as crianças que já foram convocadas e não puderam comparecer na data.

Para a parcela prioritária do grupo das crianças, os profissionais da Saúde da capital estão indo até cada família para levar a vacina. Esta é a parte final do processo que envolveu contatos telefônicos para agendar o melhor horário para os familiares e também o melhor uso das dez doses contidas em cada frasco do imunizante.

A estimativa é de vacinar 164.821 crianças de 5 a 11 anos na cidade. A aplicação das doses está acontecendo de forma escalonada, partindo dos grupos mais vulneráveis (crianças acamadas, institucionalizadas, com comorbidades e crianças indígenas) até chegar ao público de 11 anos e, em ordem decrescente, até os 5.

Primeira a receber

Na imagem, Cibele Carvalho com a filha Júlia Carvalho Chepluki. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Em Curitiba, uma das primeiras crianças a receber a vacina foi Laura, de seis anos. Ela vive acamada no apartamento, no bairro Santa Quitéria, e faz uso contínuo de respirador. Assim como Laura, Júlia também recebeu a picada no braço. Segundo a mãe, Cibele Carvalho, de 47 anos, mesmo a menina não saindo de casa, muitas pessoas têm contato com ela por conta dos tratamentos. Por isso, a família aguardava a vacinação esperançosa. “Eu estava ansiosa porque queria vê-la protegida, já que tem mais risco de ter um quadro grave da covid”, afirmou.

No período da tarde, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foram até a aldeia Kakané Porã, no bairro Campo de Santana, para vacinar 18 crianças indígenas contra o Sars-COV-2. Durante o dia, os profissionais foram até lares e abrigos para fazer a primeira etapa da imunização das crianças de 5 a 11 anos que estão institucionalizadas.

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