Cinco medidas para incentivar a manutenção de empregos | Jornal Plural
20 maio 2020 - 16h12

Cinco medidas para incentivar a manutenção de empregos

Especialistas dão dicas de como salvar os negócios e preservar trabalhadores durante a pandemia do coronavírus

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), havia cerca de 12 milhões de desempregados no Brasil antes
da pandemia. Destes, 38 milhões eram trabalhadores informais. Segundo o
Ibre/FGV, a covi-19 pode fazer com que a quantidade de brasileiros
desempregados chegue a 15,6 milhões. O estudo sinaliza ainda que o indicador
global pode subir 2.66 pontos percentuais em 2020.

Conforme se estende o período de isolamento social, os
empreendedores buscam alternativas para não precisar fechar as empresas. “É árduo
conseguir estruturar equipes confiáveis e competentes. Treinar pessoas exige
tempo e dinheiro. Quando a crise passar, a empresa pode precisar desses
funcionários e o custo do turnover é maior que a economia de dois ou três meses
de folha de pagamento”, acredita o coordenador de MBA nas áreas Tributária,
Contábil e de Controladoria da Universidade Positivo, Marco Aurélio Pitta.

Dentro dessa estratégia, mais de três mil empresas já se
inscreveram no movimento “Não Demita”. Segundo o Ministério da Economia, desde
que entrou em vigor o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda,
7,2 milhões de trabalhadores já tiveram redução salarial ou suspensão de
contrato no Brasil.

Para tentar auxiliar os empreendedores a salvar o negócio e
preservar os empregos, especialistas em Gestão, Finanças e RH sugerem algumas
medidas. Confira:

1 – Planeje

Redobre o cuidado com o planejamento. É hora de
redimensionar despesas e fazer uma planilha para medir o fôlego da empresa,
lembrando que em processos de demissão é preciso arcar com alguns valores, como
férias e 13º salário.

2 – Renegocie despesas e adie tributos

Verifique as possibilidades de trocar dívidas caras por
mais baratas. Também é possível aproveitar todas as postergações tributárias e
trabalhistas (postergação FGTS, Simples Nacional, INSS e PIS/COFINS),
renegociar contratos de aluguel e contratos com fornecedores. 

3 – Reinvente o negócio

Busque medidas criativas para gerar receita mesmo durante o
período de quarentena.

4 – Busque empréstimos

É preciso ficar atento às linhas de crédito com juros
baixos disponibilizadas neste período. Esse dinheiro pode dar uma sobrevida aos
negócios. Mas não esqueça de avaliar a capacidade de pagamento para não
sobrecarregar o financeiro da empresa.

5 – Reduza salários ou suspenda contratos

O empreendedor com funcionários em regime CLT pode usar a
MP 927/2020, que possibilita o teletrabalho (home office); a antecipação de
férias individuais e coletivas; o aproveitamento e a antecipação de feriados
não religiosos; e o uso do banco de horas para ampliar o número de dias de
descanso.

Já a MP 936/2020 prevê a possibilidade de redução da
jornada e suspensão do contrato de trabalho por até 60 dias. Os funcionários
que recebem até três salários mínimos receberão do governo um benefício
correspondente a 100% do seguro-desemprego ao qual teria direito.

Já a redução de jornada (de 25%, 50% ou 70%) poderá ser
feita desde que o salário por hora pago ao funcionário seja mantido e não fique
menor do que um salário mínimo. O valor deve ser acordado individualmente com
cada empregado.

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