Bancários querem suspensão de atividades presenciais na quarentena | Jornal Plural
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6 jul 2020 - 18h07

Bancários querem suspensão de atividades presenciais na quarentena

Número de casos de coronavírus em funcionários de bancos mais do que dobrou em 15 dias. Sindicato quer orientação por decreto

Entre funcionários e terceirizados de instituições financeiras em Curitiba e Região Metropolitana, o número de casos confirmados de Covid-19 subiu de 36 para 84 (135%) em apenas duas semanas. O aumento levou os bancários a pedirem a suspensão das atividades presenciais nas agências enquanto durar a quarentena no Paraná.

De acordo com o  Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários, Financiários e Empresas do Ramo Financeiro de Curitiba e Região (SEEB), entre trabalhadores de instituições financeiras, houve 48 novas confirmações de coronavírus num período de 15 dias, “considerando, ainda, que trata-se de subnotificação, já que são testados, majoritariamente, trabalhadores com sintomas”.

“O aumento considerável das notificações tem nos preocupado muito, pois sabemos que estes trabalhadores estão na linha de frente no atendimento à população e às empresas. Precisamos de medidas urgentes para frear a transmissão do vírus”, alerta Patrícia Carbonal da Cruz, diretora da Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do sindicato.

A entidade pede a suspensão temporária das atividades bancárias presenciais para o público externo nas regionais onde o decreto prevê a quarentena de 14 dias – como Curitiba e RMC. A sugestão é de que se mantenha o funcionamento presencial mínimo interno para atendimento somente emergencial, mediante agendamento eletrônico ou telefônico.

Decreto com medidas de prevenção

Os bancários requerem ainda que o governo determine medidas para redução da propagação do vírus no setor. “Solicitamos que as atividades bancárias sejam orientadas, via decreto, para que o atendimento presencial seja escalonado conforme outras atividades essenciais, como mercados e transporte público, em que esteja reduzido em escalas entre 30% e 50% da capacidade”, diz o SEEB, em documento enviado na última sexta-feira (3) ao governo do Paraná.

O texto lembra que o Executivo pode editar normativas específicas para regulamentar atividades econômicas nas quais surjam focos de infecção da doença. “Entendemos que a conscientização da população para que o acesso a serviço bancário como essencial deva ser, em tempos de pandemia, orientado para atendimento que se caracterize como emergencial, é também responsabilidade dos agentes públicos.”

Apesar das medidas de controle de contágio implantadas pelas agências bancárias, elas “podem ser reavaliadas como possível foco de transmissão de Covid-19, colocando em risco não somente esses trabalhadores, mas seus familiares e a população que acessa esse serviço”. 

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