9 jan 2022 - 10h03

Após um mês desabrigados, indígenas são acolhidos temporariamente em imóvel da prefeitura

Atualmente, o local disponibilizado pela FAS abriga cerca de 40 indígenas

Ao longo do mês de dezembro, dezenas de famílias indígenas que vieram a Curitiba vender artesanato ficaram desabrigadas diante da inatividade da Casa de Passagem Indígena (CAPAI). Depois de diversas tentativas para solucionar a situação por parte de entidades de Direitos Humanos e representantes políticos, no último dia 23 a Fundação de Ação Social (FAS) disponibilizou um imóvel no Rebouças para abrigar temporariamente o grupo. 

A situação das famílias indígenas se agravou no último mês do ano com a chegada de cada vez mais pessoas para comercializar os produtos na cidade, principal fonte de renda das famílias indígenas atualmente. Sem um local adequado para ficar, as famílias passaram a acampar ao lado da sede da prefeitura, como forma de protesto.

Na reunião do dia 23, representantes da FAS, da Procuradoria Geral de Curitiba e do Ministério Público do Paraná decidiram pelo acolhimento emergencial e temporário à população indígena que se encontrava acampada na Praça Nossa Senhora da Salete e nas ruas centrais da cidade. 

O imóvel, que é capaz de abrigar até 200 pessoas, conta com banheiros e cozinha, e foi equipado com insumos necessários à sobrevivência das famílias como água potável, colchões, alimentos, geladeira, fogão, berços, chuveiros, brinquedos, roupas, entre outros itens.

Atualmente, cerca de 40 indígenas permanecem no local. No entanto, segundo a FAS, diariamente, em grupos, eles se organizam para retornar às aldeias com passagens rodoviárias fornecidas pela Fundação. A Secretaria Municipal de Saúde está realizando atendimentos e testagens para Covid-19 e gripe, para que os indígenas não retornem às aldeias contaminados.

“O espaço tem caráter emergencial e temporário, estando sob supervisão do Ministério Público. No entanto, a FAS vem dando o suporte necessário para o atendimento integral dessas famílias, com o fornecimento regular de alimentos e água, bem como estrutura mobiliária, brinquedos e todo apoio necessário para uma melhor acomodação”, afirmou a Fundação, em nota.

Leia na íntegra o documento da FAS

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