11 jan 2022 - 18h40

Apesar da alta nos casos de Covid e Influenza, prefeitura garante que situação está sob controle

Nesta terça-feira (11), foram confirmados 155 casos de H3N2 e 1.787 de Covid-19 na capital

Diante do crescimento na curva de infecções provocadas pelo coronavírus e do momento de surto de gripe Influenza, a demanda por serviços de saúde e testes rápidos em Curitiba aumentou consideravelmente. Apesar disso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) garante que o sistema de saúde da capital tem capacidade de resposta ao cenário. 

Na avaliação da SMS, o aumento de casos do Sars-COV-2 está relacionado à propagação da nova variante Ômicron, que pode apresentar risco de maior contágio, como já sugeriram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, sigla em inglês).

No entanto, segundo a SMS, a grande maioria dos casos na capital apresentam quadros respiratórios com sintomas leves, resultando em um baixo número de internamentos, o que tem mantido as enfermarias e UTIs desocupadas. Dados da pasta da última quarta-feira (5) mostram que dos 301.024 casos confirmados de Covid-19 analisados, 9,1% neces​sitaram de internamento.

Agravantes

Desde o início do ano, no entanto, a capital paranaense vem constatando um aumento significativo do número de pessoas com quadro de sintomas respiratórios atendidas no município, tanto em serviços públicos de saúde quanto privados. 

Só nesta terça-feira (11), Curitiba registrou 1.787 novos casos de Covid-19, sendo 8.007 casos ativos – um aumento de 519.7% de pessoas contaminadas atualmente em relação há duas semanas. A média móvel de casos cresceu 1,363.6% em comparação aos últimos 14 dias – em 28 de dezembro a média era de 71 casos, enquanto nesta terça o número passou para 1.039. Além disso, depois de oito dias sem registros de óbitos (de 29 de dezembro a 5 de janeiro), Curitiba voltou a contabilizar mortes: desde o dia 6 de janeiro, seis pessoas morreram – duas delas nesta terça-feira.

O cenário se agrava com o alastramento de um surto de gripe fora de época, impulsionado por uma nova variante do vírus da Influenza, o H3N2. Nesta terça-feira (11), Curitiba confirmou 155 casos da doença.

Medidas restritivas

De acordo com a Secretaria de Saúde, a definição das medidas necessárias para contenção da transmissão da Covid-19 e da Influenza é feita com base na análise diária de uma série de parâmetros, que indicam a capacidade de resposta do sistema de saúde frente ao cenário.

Por enquanto, a avaliação desses indicadores, que também é responsável pela definição da bandeira a ser adotada em determinado período, não indica riscos de a cidade ter comércios, escolas e outros estabelecimentos fechados novamente. 

Curitiba mantém medidas restritivas brandas e segue com as regulamentações da bandeira amarela desde o dia 7 de julho de 2021. Uma nova definição deve ser divulgada na próxima quinta-feira (13).

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Um comentário sobre “Apesar da alta nos casos de Covid e Influenza, prefeitura garante que situação está sob controle

  1. Em março de 2021, o Plural noticiou o colapso do sistema de saúde de Curitiba (e do Paraná). Vide, por exemplo: https://www.plural.jor.br/noticias/vizinhanca/curitiba-abriu-49-novos-leitos-mas-opera-com-deficit-de-mais-de-150-vagas-de-internacao/

    Na ocasião, ficou comprovado que, em Curitiba, faltaram condições objetivas para atender pessoas contaminadas pelo SARS-CoV-2. Daí decorre que, nem sempre, durante a pandemia, a prefeitura e a SMS responderam adequadamente aos desafios. Seria possível fazer uma lista. Contudo, os 7.824 mortos se impõem: a cidade não soube cuidar dos seus. Há quem pense o contrário; a voz desses é amplificada em quase todos os tempos e espaços.

    Estamos ávidos por boas notícias, dado tanto sofrimento e dada nossa exaustão: são dois anos! Ocorre que, infelizmente, objetivamente, está havendo um aumento descontrolado no número de casos. A média móvel de 71 casos no final de dezembro pulou para mais de mil agora em janeiro. São mais de 8.000 casos ativos. E não está havendo nenhum tipo de campanha nem medida específica para conter este aumento (a prefeitura adiar o festival de música parece ser a exceção). Daí as perguntas: o que vem pela frente? Não seria o caso de agirmos com mais precaução? Não seria o caso de discutirmos meios de evitar que a contaminação role solta? Não seria o caso de trazer para o debate questões como as possíveis sequelas (a “long-covid”) que podem acometer as pessoas que forem contaminadas? Não seria possível planejar com mais cuidado o retorno às aulas? Pra não sermos pegos desprevenidos, de novo… e se a situação não estiver sob controle?

    Aliás, o que significa “a situação estar sob controle”?

    Na opinião deste professor, “a situação” estar sob controle significa que a pandemia continua descontrolada.

    Como assinante, agradeço ao Plural por continuar acompanhando a cidade. E por abrir espaços para vozes dissonantes.

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