Agentes Penitenciários protestam e ameaçam parar | Plural
17 out 2019 - 23h31

Agentes Penitenciários protestam e ameaçam parar

Categoria quer encaminhamento para o Plano de Cargos, Carreiras e Salários

Depois de ouvir, em agosto, do secretário de segurança do Paraná, Coronel Romulo Marinho Soares, que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) seria encaminhado para tramitação nos demais órgãos estaduais, os agentes penitenciários aguardaram por melhorias. A promessa, no entanto, não foi cumprida e motivou um protesto nesta quinta-feira (17). O ato foi realizado na Secretaria de Segurança Pública (Sesp) e teve novamente a garantia de andamento do projeto. Se assim não acontecer, há possibilidade de greve, adianta o sindicato da categoria.

Entre as reivindicações estão: regulamentação das atividades dos agentes penitenciários, definição de uma tabela sem perdas salariais, garantia do pagamento das promoções atrasadas e definição dos critérios para o desenvolvimento da carreira.

Após muito barulho, representantes do grupo foram recebidos pelo secretário. “Durante a conversa, os diretores do sindicato resgataram todo o histórico de negociações e enfatizaram o compromisso anterior firmado pelo secretário em encaminhar o projeto do PCCS apresentado pelo Sindarspen. Projeto este que foi aprovado pelos agentes em assembleia.  Marinho se comprometeu em tramitar o projeto acordado inicialmente”, afirma o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).

Categoria tem redução no efetivo e exige melhorias. Foto: Sindarspen

Os trabalhadores reclamam que, diferente da proposta acordada com coronel Romulo, há dois meses, a Sesp encaminhou para a Secretaria de Administração e Previdência um projeto diferente do aprovado pela categoria e com protocolo sigiloso. Para tratar dos trâmites do projeto, uma nova reunião ficou agendada com o secretário para a próxima sexta-feira (25).

Para pressionar, os agentes votaram pela Operação Legalidade, segundo a qual realizarão suas atividades de acordo com o efetivo, insuficiente, respeitando o Caderno de Segurança. Com isso, algumas funções e serviços deixarão de ser executados. “Vamos iniciar a Operação Legalidade na próxima semana, que é um aviso para o governo que, se não tivermos o PCCS, conforme acordado, haverá possibilidade de greve”, alerta o presidente do Sindarspen, Ricardo Miranda.

A Sesp foi procurada pelo Plural mas não respondeu aos questionamentos enviados.

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