Fundadora do Plural apresenta projeto na Abraji | Plural
27 jun 2019 - 5h46

Fundadora do Plural apresenta projeto na Abraji

Rosiane Correia de Freitas fala em principal congresso de jornalismo do país

A 14º edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), começa nesta quinta-feira (27). O evento acontece até 29 de junho, em São Paulo, no campus Vila Olímpia da Universidade Anhembi Morumbi, e conta com uma participação especial. Na tarde de sábado (29), Rosiane Correia de Freitas – coordenadora de conteúdo do Plural – apresenta, durante o Congresso, o projeto Latentes.

Sob a coordenação do Livre.jor, o trabalho simplificou o acesso a dados públicos georreferenciados, resultando num mapa que mostra a proximidade entre áreas de mineração de unidades de conservação, de terras indígenas, de comunidades quilombolas e dos assentamentos da reforma agrária. É da possibilidade de conflitos “ocultos” nessas regiões, que surge o nome do projeto.

A iniciativa reuniu dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Especialista em jornalismo de dados e jornalismo investigativo, foi em meio a essa base de dados, cujo tamanho chegava aos gigabytes, que Rosiane atuou. “Fiquei especificamente na parte de obtenção e tratamento dos dados, e na geração do mapa”, conta.

O desafio estava, justamente, em trabalhar com dados geográficos: “Você tem diferentes formatos de dados para indicar coordenadas, então era preciso padroniza-los para pode criar o mapa”, relata. Além da questão do padrão, outro desafio foi o volume de informação. A jornalista revela que o trabalho foi feito com arquivos gigantescos de mapeamento. “Estávamos mapeando áreas inteiras, não apenas pontos geográficos. Eram milhares de propriedades, sem formas regulares, em que cada ponto que delimitava essas áreas era um conjunto de duas coordenadas”, explica.

Para manusear a informação, Rosiane lançou mão de uma série de recursos de programação. Excel, Google Maps, editor de código foram algumas das ferramentas utilizadas durante o trabalho. “O jornalista sempre tem que ter o controle sobre os dados. Se tivesse terceirizado isso, não teria compreendido o processo – que é fundamental para entender o dado”, salienta.

Jornalistas interessados em entender os bastidores do trabalho poderão acompanhar a palestra neste sábado (29), das 14h às 15h30, durante o painel Trabalhos e jeitos de fazer. Quem quiser conhecer mais sobre o projeto, e conferir reportagens produzidas com o material pode acessar a página do Latentes, no Livre.jor.

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