Os ônibus de Curitiba estão superlotados na pandemia? | Jornal Plural
19 ago 2020 - 19h29

Os ônibus de Curitiba estão superlotados na pandemia?

Tribunal de Contas fez vistorias em estações-tubo de Curitiba

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) entrou em mais uma fase da auditoria do contrato de transporte coletivo de Curitiba. Dessa vez, uma equipe de seis servidores do TCE verificou pessoalmente a lotação nos veículos que transportam passageiros na Capital. O trabalho foi feito nos dias 4, 6 e 11 de agosto. O resultado, porém, só será entregue à Prefeitura. Ele será divulgado no Plano Anual de Fiscalização do TCE.

As vistorias foram em estações-tubos localizadas em diferentes pontos da Cidade. O objetivo foi analisar se está sendo cumprido, na prática, o distanciamento social previsto no artigo 1º, inciso II, da Lei Municipal nº 15.627/2020. A norma estabeleceu o Regime Emergencial de Operação e Custeio do Transporte Coletivo, que prevê aumento nos pagamentos da Prefeitura às empresas de ônibus.

O coordenador da atividade é o analista de controle Fernando Silva. Segundo ele, os resultados da verificação serão encaminhados em breve à administração municipal, que deve se manifestar. O relatório será consolidado e vai integrar o Plano Anual de Fiscalização (PAF) de 2020 do TCE.

Os documentos enviados pela Urbanização de Curitiba (Urbs) estão sendo analisados desde 17 de abril. O foco está na eficiência, acompanhamento e remanejamento da oferta e demanda; controle sobre os custos do sistema para o pagamento do subsídio; e na adequação da fiscalização durante a pandemia.

Em relação ao PAF desse ano, a prioridade do TCE foi nos critérios de risco, relevância e materialidade dos temas. A fiscalização da Corte de Contas vem em meio a reclamações sobre o transporte coletivo de Curitiba, frequentemente superlotado.

Subsídio aos empresários

Nesta quarta-feira (18), os vereadores de Curitiba aprovaram, em segundo turno, um novo auxílio para as empresas de ônibus. Segundo os empresários, com a pandemia, a queda no número de passageiros resultou em prejuízo para as concessionárias. Na primeira semana de agosto, a Urbs registrou 296 mil passageiros na Capital. Em tempos normais, esse número pode chegar a 800 mil pessoas.

Em maio, o prefeito Rafael Greca (DEM) enviou à Câmara de Curitiba, projeto para auxiliar as concessionárias por três meses, com valor total de R$ 60 milhões. O socorro às empresas de ônibus foi aprovado na ocasião.

Em agosto, o Executivo pediu autorização da Câmara para renovar o auxílio aos empresários até 31 de dezembro. Os vereadores aprovaram a proposta, e mais R$ 120 milhões devem ser destinados para empresas arcarem com os custos do transporte. Até o final do ano, o valor do subsídio pode chegar a R$ 180 milhões.

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