Sindicatos rejeitam ideia de trocar licença-prêmio por reposição | Jornal Plural
8 abr 2019 - 6h31

Sindicatos rejeitam ideia de trocar licença-prêmio por reposição

Plural revelou que governo Ratinho Jr. pretende usar licenças como moeda de troca em negociação

O sindicato que representa os professores da rede pública de ensino do Paraná, a APP, recusou de bate-pronto a ideia aventada pelo governo de Ratinho Jr. (PSD) de oferecer reposição da inflação tendo como moeda de troca o fim das licenças-prêmio. O Plural revelou na sexta-feira que o governo estuda a possibilidade de enviar um pacote de medidas à Assembleia que extinguiria as licenças-prêmio.

“Estamos numa pauta de ampliação de direitos. Assim como nos outros anos, vamos manter a postura de não aceitar nenhum direito a menos”, afirma Hermes Leão, presidente da APP-Sindicato, representante da maior categoria do funcionalismo paranaense, com cerca de 100 mil professores na ativa.

Segundo Leão, o governo Beto Richa (PSDB) já tentou cortar esses direitos em 2015, num cenário em que havia dificuldades para pagar os salários, e nem assim conseguiu emplacar a proposta. Agora, nem existe a dificuldade econômica que permita a proposição.

O Plural apurou que a posição do Fórum de Entidades Sindicais, que reúne os principais sindicatos dos servidores públicos paranaenses, é a mesma. A ideia do fim das licenças-prêmio é considerada inaceitável.

O funcionalismo paranaense está com três anos de defasagem salarial. Os governos de Beto Richa e Cida Borghetti (Progressistas) deixaram de pagar a inflação, gerando um passivo de mais de 16% nos salários.

O governo Ratinho Jr. diz que não há nada decidido quanto ao envio da proposta. O chefe da Casa Civil, Guto Silva, afirma que existe apenas um ‘estudo preliminar”. Porém, nos bastidores os deputados ligados a Ratinho Jr. admitem que as hipótese é levada a sério pelo governo e já foi apresentada à base.

Hoje, os servidores têm direito a três meses de licença a cada cinco anos trabalhados. O governo nem sempre libera os pedidos quando o funcionário tem direito, alegando falta de gente para reposição.

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