Governo Ratinho decide dar reajuste zero ao funcionalismo | Plural
7 jun 2019 - 0h01

Governo Ratinho decide dar reajuste zero ao funcionalismo

Decisão ainda não foi informada ao funcionalismo, que já prepara greve para este mês

O governo do Paraná decidiu que não vai dar a reposição da inflação deste ano para o funcionalismo, aumentando para quatro anos a defasagem salarial dos servidores públicos do estado. A defasagem hoje é de 17%, e os sindicatos exigem pelo menos os 4,94% referentes aos últimos 12 meses para não entrar em greve.

Segundo o Plural apurou, a decisão do governo sobre o “reajuste zero” é definitiva, embora ainda não tenha sido informada ao funcionalismo. Para este ano não haverá [o reajuste]. Vamos tentar algo para o próximo ano”, disse à reportagem uma das pessoas ligadas ao governo Ratinho Jr. (PSD) responsáveis pela tomada de decisão.

De acordo com o governo, há dois problemas básicos para a concessão da reposição inflacionária: a falta de caixa e os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Os sindicatos, que analisaram os dados em várias rodadas de negociação com o governo, discordam e acreditam que seria possível repor pelo menos o índice do ano passado.

Greve à vista

Nesta quinta-feira, o Fórum das Entidades Sindicais (FES), que reúne os principais sindicatos do funcionalismo paranaense, divulgou o calendário de greve. Segundo o Fórum, caso o governo ão entregue uma proposta de revisão salarial satisfatória até a sexta da semana que vem (14), haverá greve unificada a partir do dia 25.

De acordo com a coordenadora do FES, Marlei Fernandes, a defasagem chegou a um ponto inaceitável. Segundo o economista Cid Cordeiro, que auxilia os sindicatos, último ano em que os servidores tiveram reposição das perdas, ainda na gestão de Beto Richa (PSDB), a defasagem equivale à perda de dois salários por ano.

Questionada pelo Plural sobre a possibilidade de greve, uma fonte do governo disse que sabe do risco, mas que o Executivo estaria de mãos atadas. “Sim [sabemos do risco de greve] – mas não há o que fazer”, disse.

Nesta semana, em audiência na Assembleia Legislativa, o secretário da Fazenda de Ratinho, Renê Garcia Jr., disse que seria “irresponsável” da parte dele conceder o reajuste e aumentar as despesas do estado neste momento. Segundo os cálculos do governo, cada 1% de reposição custa R$ 200 milhões ao erário.

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