“Faltou pulso firme”, diz Camila Lanes sobre gestão Greca na pandemia | Jornal Plural
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16 out 2020 - 22h07

“Faltou pulso firme”, diz Camila Lanes sobre gestão Greca na pandemia

Candidata do PCdoB foi a oitava entrevistada do Plural

Oitava entrevistada do Plural na série com os principais nomes na corrida à Prefeitura de Curitiba, Camila Lanes (PCdoB) afirmou, durante entrevista nesta quarta-feira (14), que o prefeito Rafael Greca (DEM) não fez um bom planejamento para combater a pandemia de Covid-19 na Capital. Além disso, a candidata considerou algumas das instruções da gestão Greca como “confusas”, o que teria atrapalhado no combate ao vírus. “Faltou pulso firme, faltou conscientização”, diz Camila.

Conhecida por participar do movimento estudantil, Camila Lanes é a candidata mais jovem a disputar um cargo no Executivo Municipal, o que segundo ela, é um ponto positivo. Lanes foi candidata a deputada federal em 2018 pelo PCdoB e fez 1.500 votos. Atualmente, é vice-presidente do seu partido no município.

Apesar de estar em um partido que não tem grande tradição em Curitiba, e que não elege um vereador desde 2002, (Ricardo Gomyde foi o último eleito pelo PCdoB) Lanes sustenta que é possível promover debates políticos de maneira plural, ampliando espaços para discussões de projetos relevantes.

Na conversa com o jornalista Rogerio Galindo, a candidata falou sobre temas relativos ao seu partido, saúde, educação, transporte coletivo e crise hídrica. Um tópico que tomou conta de boa parte da entrevista foi sobre como fazer uma volta as aulas segura no meio da pandemia de Covid-19.

Confira trechos da entrevista:

Sendo candidata por um partido pequeno, a sra. tem alguma expectativa real na eleição?

Nós não podemos achar que as eleições estão ganhas, que as pessoas já sabem o que elas desejam e almejam para a cidade. É necessário que nós tenhamos cada vez mais pluralidade nesses espaços. Minha candidatura vem para mostrar a todos e todas que é possível sim debatermos política. O debate político, a participação política deve ser algo comum na vida de todos e todas, até porque política, o ato de você dialogar com uma pessoa e convencer ela da sua ideia, sua proposta.

Vou dar um exemplo muito comum, quando você é jovem e precisa convencer seus pais a te permitir sair de casa – em épocas antes da pandemia, claro – o ato de você convencer um amigo seu a ir em algum evento contigo… Enfim, isso é a política, são as disputas de ideias que acontecem em nossas vidas. A nossa candidatura vem primeiro para apresentar o meu partido que é histórico. Eu venho construindo o partido desde os 16 anos.

Essa candidatura vem também para mostrar as pessoas a necessidade de que todos se reconheçam como agentes políticos. Nós precisamos quebrar com essa roda, em especial nessa cidade, de que só uma pessoa que tem histórico familiar, ou que tem financiamento, ou que tem condição especial partidária de se eleger possa concorrer.

Pelo contrário, a política, para ser comum e de comum acesso, precisa de pessoas comuns no seu cotidiano. Especialmente na União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), pude conhecer o que acontece na política nacional. Agora a gente vê essa necessidade de trazer todo esse acúmulo, essa bagagem para o município.

A sra. sempre tem insistido na sua juventude. O que a juventude traz de positivo?

Acho que precisamos quebrar com isso. Espero um dia não precisar falar que sou a candidata mais jovem, que estou disputando porque tenho 24 anos. O nosso trabalho, não só meu, mas de todo nosso partido, é naturalizar a participação da juventude nesses espaços. É necessário que a gente dê valor a essa juventude que é em especial uma das grandes impulsionadoras de tantas manifestações, de tantos direitos garantidos.

Neste ano, por exemplo, em meio à pandemia, à crise sanitária em nosso país, a juventude garantiu dentro de casa o adiamento do Enem. Por entender a desigualdade que estava sendo colocada com a aplicação do Enem neste ano e também pelo perigo de expor milhares de estudantes, jovens e adultos ao risco de se contaminar. Em especial, estar ai colocando a sua vida em risco.

Então, de fato muitas pessoas acreditam que a experiência prevalece, que precisa ser um norte. Mas muitas pessoas que estão disputando a Prefeitura ao meu lado já tiveram a oportunidade de estar na administração pública ou em algum cargo de algum espaço na administração.

Se nós somos o futuro, nada mais justo que tenhamos espaço no presente para que a gente conseguir dialogar, construir pontes, para conseguir alternativas nas sociedades. Afinal, a juventude é um dos setores, junto com as mulheres, que mais sofre com a falta de políticas públicas.

Recentemente houve uma polêmica em função de membros do PCdoB que relativizaram os crimes do stalinismo. Qual sua postura em relação a isso?

Acho que nós precisamos avaliar os momentos em que foram executadas tais práticas. Em um momento do passado não tão distante, vivíamos em guerra. A única forma de diálogo entre os países eram as guerras. Quem prestou atenção na aula de história sabe o quão conflituoso foi o passado no mundo. Hoje em especial, meu partido, além de histórico, tem os seus três grandes intelectuais que contribuem para o país.

Temos ai no nosso histórico grandes figuras que contribuíram com a história do mundo. Se não tivéssemos tido outros conflitos, provavelmente estaríamos vivendo em um outro tipo de mundo. Aquilo ficou atrás, os erros e acertos durante o processo histórico do mundo servem para entendermos o que deve e o que não deve ser levado em conta para o momento atual.

Trazendo para hoje, tenho orgulho de dizer que um dos governadores que tenho como exemplo é do meu partido, o Flavio Dino (PCdoB). Ele conduz o estado do Maranhão, que antes era dominado por oligarquias, que era um dos estados mais pobres desse país e que hoje é exemplo em educação, não só no piso salarial, mas na maneira como trata a educação.

Como a escola pública pode receber os milhares de alunos que estão abandonando as escolas particulares?

Primeiro entender que nosso maior desafio no ano que vem é equilibrar o nível de aprendizado desses estudantes, no ensino básico e nas escolas municipais. Nós paramos por um ano e seria inocência da nossa parte achar que todos os estudantes tiveram acesso igual ao ensino remoto no nosso município.

Nossa proposta é primeiro fazer um planejamento. Precisamos entender o quadro dos nossos profissionais de educação, dos nossos servidores de educação. Muitos deles fazem parte também de grupos de risco, não podemos arriscar a vida, a nossa prioridade aqui é a preservação da vida.

Nós não podemos colocar ninguém da nossa sociedade em risco, em especial porque essa pandemia tem ceifado vidas, como a gente tem visto ai todos os dias.

Concretamente o que nós pensamos é fazer um planejamento do retorno. Não adianta prometer que vai voltar em março, abril, junho, não adianta garantir isso se não temos condições reais de voltar às aulas. O retorno às aulas significa automaticamente o retorno da cidade. Nós precisamos entender que nosso município hoje tem um processo de fazer concessões com o setor privado. O município compra vagas do setor privado para ter condições de garantir essa meta, com a diminuição dessa ausência de vagas.

Então é necessário que a gente estabeleça como prioridade a construção de novas instituições de ensino e a reforma daquelas que necessitam. Porque a gente tem um quadro aqui gigante de CMEIS e creches que necessitam de amparo da Prefeitura. É necessário que a Prefeitura dê prioridade a esse setor, que garante vaga para creche do filho, garante a tranquilidade para o trabalhador, da mãe, do pai, dos familiares, da comunidade, nós precisamos levar com seriedade isso.

A próxima gestão em 2021 vai chegar mais do que sobrecarregada, porque já são 9,1 mil crianças sem vaga em Curitiba com mais 6 mil, e esse número pode aumentar, é necessário que a Prefeitura tenha de fato total prioridade com a educação básica. Prioridade, planejamento, consulta, entender o quadro dos nossos profissionais, de estender em especial a contratação desses para que a gente não sobrecarregue esses profissionais.

Quando a gente fala de escola, não é só o professor e o estudante, tem a merendeira, tem a pedagoga, tem quem limpe, tem quem guarde, tem quem garanta segurança, então muitos profissionais que estão envolvidos com essas áreas e que não podem ser afetados com a retomada das aulas ou não.

Soltamos nas nossas redes sociais a primeira parte do nosso plano de retomada. Vamos garantir que nosso município entenda que precisamos dar exemplo para o país de acesso a tecnologia, de acesso as informações. Porque se de fato as aulas remotas se estenderem até o ano que vem, nós precisamos garantir que esses estudantes tenham continuidade no processo de aprendizado.

Muitos estudantes não têm condições financeiras e tecnológicas ou até mesmo pessoais como a estrutura da casa, enfim, não têm o acesso ao ensino remoto. A Prefeitura precisa ser a vanguarda, tem que ser o exemplo e garantir que todos os estudantes da rede básica tenham acesso a esse aprendizado e em especial a gente precisa entender a figura dos pais nesse processo educacional.

Querendo ou não essas crianças estão dentro de casa e é uma tarefa sufocante, os pais este ano tiveram um pouco da experiência do que passa o professor em sala de aula. Melhorar esse conteúdo com a comunidade, para entender o que a comunidade precisa e, acima de tudo, preservar vida.

A saúde pública também vai ter uma sobrecarga. Nove mil curitibanos deixaram de ter Plano de Saúde. Como resolver isso?

Primeiro priorizando e valorizando o SUS. Hoje eu tive a honra de conhecer o Erastinho, recém-inaugurado em nosso município e ali pude ter um grande exemplo de que quando existe gestão, transparência e em especial quando existe decisão, o Sistema Único de Saúde pode ser e é um dos principais executores de uma saúde pública de qualidade. Para isso, precisamos entender que existe um projeto em nosso município que dificulta essas etapas, como a privatização e a terceirização dos serviços da saúde.

Compete à Prefeitura ter controle, transparência e gestão sobre essas áreas. Nossa proposta é transformar as unidades básicas de saúde em trechos de testagem rápida para nossos cidadãos e cidadãs. Nós precisamos garantir que o curitibano e a curitibana tenham um Sistema Público de Saúde profissional, a equipe de saúde deve estar saudável também.

Não dá pra esquecer daqueles que estão na linha de frente dessa grande guerra. Acima de tudo, entender a demanda que o nosso município tem. Hoje precisamos garantir que o uso da tecnologia sirva para aprimorar o serviço público municipal. Nossa proposta é criar um aplicativo de saúde que vai garantir que você faça o agendamento, acompanhamento de suas agendas de saúde.

A gente quer garantir um programa de retomada da administração e das Unidades de Pronto Atendimento, precisamos garantir a contratação e efetivação de mais enfermeiros e enfermeiras. Acima de tudo, garantir estrutura.

Quem já foi atendido por alguma unidade pública em nossa cidade consegue ver a necessidade latente que esses profissionais tem de ser valorizados.

Nós precisamos entender que 2021 ainda será um ano pandêmico, será uma continuação do que estamos vivendo hoje. Precisamos entender que o serviço público de saúde, educação, renda e emprego são pilares para que no ano que vem a gente consiga retornar a cidade.

Boa parte dos serviços de saúde foram interrompidos em especial por conta da demanda da pandemia, muitas pessoas tiveram cirurgias remarcadas, procedimentos, exames, marcadas com datas ainda mais avançadas. Nós precisamos tirar esse gargalo da saúde porque nós estamos enfrentando a pandemia mas a população continua enfrentando suas demandas de saúde. A gente necessita de unidades básicas que vão atender a comunidade.

Por isso, a nossa proposta é além de conseguir contornar a questão da terceirização. Não estou dizendo que a parceria público-privada não possa existir, o que estou dizendo é que a Prefeitura precisa estar à frente dos serviços, no controle da transparência da gestão dessas unidades. Se não uma ponta não liga a outra e a demanda cada vez aumenta.

A população toda vez que sai de uma UPA sai estressada, a equipe de saúde fica estressada e o nosso papel como agente público é interromper esse ciclo e fazer com que todos saibam a importância do SUS, desse sistema que salva milhares de vidas Brasil afora e aqui em Curitiba também.

Como a senhora analisa a gestão Greca na pandemia e o que faria de diferente caso venha a ser prefeita a partir de janeiro?

Faltou pulso firme, faltou conscientização, a cidade parou muito cedo por medo, e isso até não critico. Faltou um planejamento especial com o setor econômico, com os trabalhadores e trabalhadoras. Por que de fato é muito ruim para a população ouvir na TV que os números cada vez crescem e ver que o prefeito libera academias, shoppings, parques, praças, porque libera automaticamente as aglomerações.

De repente nós estamos livres para assistir filmes em salas de cinema. Eu avalio que isso não é o certo, creio que o Rafael Greca foi desrespeitoso com a Secretaria de Saúde, que falava uma coisa e ele fazia outra. É necessário dar ouvidos aos profissionais de saúde.

Não vou ser hipócrita de achar que todo mundo tem a condição de ficar dentro de casa, porque sabemos que cada um tem a sua demanda, o seu trabalho, patrões. Mas devemos entender que a conscientização serve em especial para pessoas que acham que a onda está menor e que podem fazer aglomerações.

Eu ouvi de amigos e conhecidos meus que a pandemia não afeta jovem, que ele se recupera mais rápido, não! Nós somos as incubadoras da Covid, podemos não ser os mais afetados em mortes, mas propagamos o vírus. Acho que faltou muito pulso firme e conscientização. Em um dia precisávamos estar em bandeira laranja, fecha tudo, mas no outro dia já abre tudo, faltou um equilíbrio.

Faltou também investimento sobre como p município poderia ajudar os trabalhadores e trabalhadoras na crise. O Tribunal de Contas liberou que os municípios dispusessem de auxílios emergenciais que fossem complementares ao auxílio que o Governo Federal aprovou. Isso não foi feito no nosso município por falta de decisão

Por que R$ 200 milhões para as empresas de ônibus e não R$ 200 milhões para os trabalhadores e trabalhadoras, essa parcela que move a nossa cidade e faz com que ela cada vez mais cresça?

Faltou a maior Capital do Sul do país ser exemplo de como conduzir processos em que as pessoas não chegassem à falência, à fome, à extrema pobreza. É isso que nós observamos na nossa cidade hoje, se você circular pelo Centro da cidade

A quantidade de pessoas em situação de rua aumentando cada vez mais, a quantidade de pessoas pedindo dinheiro porque estão desempregadas. Isso poderia ser definido se a Prefeitura decidisse não dar R$ 200 milhões para uma empresa de ônibus que já é bilionária, já ganha dinheiro com a alta passagem de transporte público da nossa cidade, e destinasse os R$ 200 milhões para os mais afetados pela pandemia.

Curitiba é uma cidade muito rica, mas não temos apenas elite na nossa cidade. Nós entendemos que a Prefeitura precisa governar para todos e todas, não apenas para quem te elegeu. Também faltou projeto para entender que o Greca não é prefeito somente do Batel, Água Verde, das locações mais próximas da Prefeitura.

O Greca tem que ser também o prefeito do Caximba, que ele nunca foi visitar, e fez somente uma praça. O Greca precisa ser prefeito do Tatuquara, do CIC, do Pilarzinho, que é o bairro onde eu moro, a gente precisa ter uma pessoa à frente da Administração Pública que atenda as demandas não só de um lado, mas de todos.

A senhora mencionou o transporte público. Como imagina a licitação dos ônibus?

Veja bem, todo mundo que foi para a licitação com o Beto Richa está preso ou está sendo investigado. Nós sabemos e o Tribunal de Contas já colocou várias vezes a ilegalidade desse edital, é um edital viciado. É um edital onde somente empresas com mais de 20 anos de experiência na cidade podem ser aprovadas. Se não cumprir o que está no contrato, a prefeitura tem que pagar R$ 8 bilhões.

A nossa passagem é a mais cara do país. Nós queremos implementar um novo modelo de transporte público, um modelo que continue e dê continuidade porque não podemos negar que nossa cidade é modelo de transporte público no Brasil, se não no mundo. Mas a gente precisa adaptar esse modelo.

Temos que rever tanto a qualidade do transporte público quanto o valor da passagem, e também as condições dos direitos dos trabalhadores do transporte público. Você acha realmente que uma pessoa ficar dentro daquele tubo no calor que está fazendo, sem direito a banheiro, água, é um serviço humanizado?

Na nossa administração nós queremos inclusive desafiar a URBS a nos responder por que não cobrar R$ 1 no domingo como era feito em um passado não tão distante. É necessário que a gente dê direito às pessoas de acesso a cidade. É necessário enfrentar esses grandes tubarões do transporte público, é necessário abrir a caixa preta da URBS e colocar as pessoas que estão acabando com o transporte público para fora dela.

É necessário ter ousadia. A nossa Prefeitura é exemplo, mas precisamos de mais firmeza sobre isso. Não é possível que o prefeito ache que é normal doar concessões e isenções para o transporte público e o transporte público não aumenta. Rafael Greca mente inclusive na sua campanha eleitoral ao dizer que colocou uma frota nova de ônibus. Não fez mais que a obrigação, está no contrato da URBS que tem que renovar essa frota.

Rafael Greca vende nas suas propagandas que é o prefeito modelo do transporte. Eue modelo é esse que arranca dos bolsos dos trabalhadores R$ 400 a R$ 500 pro mês. Se uma família de quatro pessoas decidir sair todo final de semana para fazer um passeio, ou se o trabalhador destina do seu salário para pagar a conta que é o seu transporte público, esse trabalhador vai estar destinando metade do seu salário.

O transporte coletivo infelizmente hoje é abarrotado. Em média são seis pessoas por metro quadrado do ônibus. Em especial nós precisamos entender que precisamos retirar a tarifa técnica, a gente precisa extinguir essa tarifa, que hoje é de R$ 5,30. A Prefeitura paga para equilibrar essa passagem para que nós paguemos menos.

Se eu for prefeita, vou revisar, vou rever porque é um escândalo o que está acontecendo. Beto Richa, ex-governador, foi preso e está sendo inclusive investigado. Tantos outros ai junto com essa administração também estão sendo investigados. É necessário dizer quem está lucrando em cima do trabalhador, em cima do transporte público, que é um direito nosso.

Nós precisamos falar sobre o passe para os estudantes. Hoje no nosso município a gente precisa declarar quase falência para conseguir direito ao passe e é só meio passe, inclusive.

O que a senhora imagina que pode ser feito para amenizar a crise hídrica?

Primeiro entendendo que tudo que estamos passando aqui é uma resposta da mãe natureza a nossas atividades contra ela. Nós temos passado por queimadas, desmatamento, que influenciam diretamente nas chuvas. Se estamos passando por um racionamento tão longo e a falta de água tão expressiva em nossa cidade, não é somente pela falta de chuva e de investimentos em novas fontes, mas também pelo impacto ambiental.

É necessário que antes de falarmos sobre como vamos investir mais, ter consciência ambiental. A nossa cidade felizmente é uma cidade verde que consegue ter um diferencial em relação a tantas outras capitais, mas é necessário que a gente dê mais condições para que nossos rios e nossas nascentes sejam limpos e preservados.

Nossa proposta é uma grande conscientização da população para tantos outros impactos no meio ambiente, mas acima de tudo investimentos para que a gente possa buscar nossas formas de extração, novas formas de tratamento. A gente tem um plano hídrico que é ultrapassado, que não foi renovado, não foi pesquisado, precisamos rever ele e entender os impactos dessa seca que vai se estender.

Logo vai começar o verão e quem mora em Curitiba sabe que a gente passa o ano inteiro com frio, mas a nossa cidade não brinca. Se estamos passando por todo esse calor, o que será do verão curitibano? Precisamos entender isso e precisamos garantir financiamento público para estudos, a ciência é uma grande arma para o nosso futuro, a ciência pode trazer resultados positivos para a humanidade.

Então a nossa Prefeitura precisa ser um exemplo e proporcionar estudos para que possamos preservar cada vez mais o meio ambiente, que as pautas ambientais sejam prioridade da Prefeitura. Além de tudo, vamos trazer novas tecnologias para que nó possamos garantir que cada um tenha água. Eu sei como é complicado ficar 36 horas com água e 36 horas sem.

Próximas entrevistas:

  • 19 de outubro ás 16h30: João Arruda (MDB)
  • 22 de outubro ás 16h: Christiane Yared (PL)
  • 23 de outubro ás 16h: Letícia Lanz (PSOL)
  • 30 de outubro ás 16h: Rafael Greca (DEM)
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