Dez medidas que Greca tomou para economizar com servidores | Jornal Plural
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2 abr 2019 - 11h22

Dez medidas que Greca tomou para economizar com servidores

Terceirização, temporários, aumento da contribuição previdenciária. Arrocho no funcionalismo não é pequeno

Em seus dois anos e três meses de mandato, o prefeito Rafael Greca (DEM) adotou uma estratégia de diminuir os custos com funcionalismo para poder desafogar as contas e conseguir dinheiro para investir em outras áreas. É o mesmo discurso que tem sido feito em outras esferas de governo, de que é preciso reduzir direitos dos servidores para que os impostos possam ser usados em outras destinações.

No caso de Greca, a principal parte da facada veio no primeiro semestre da gestão, quando o prefeito fez aprovar um ajuste fiscal doloroso. O funcionalismo viu R$ 600 milhões saindo do seu cofre previdenciário e tiveram de aumentar sua contribuição. Além disso, os planos de carreiras aprovados na gestão anterior foram suspensos.

Greca diz que isso salvou a cidade da falência. Mas depois, manteve a estratégia de tentar reduzir custos em cima do funcionalismo. Deixou sem repor cerca de mil professores, há déficit de médicos. E agora a ideia é trocar parte dos servidores por gente mais barata.

Nesta semana, os vereadores, seguindo como sempre as instruções do prefeito, aprovaram por 27 votos a contratação de pessoal sem concurso e sem estabilidade para o município. Não se sabe quantas vagas o prefeito pretende ocupar desse modo, nem em quais setores, mas a desconfiança é de que as escolas públicas serão entupidas de professores PSS.

Por dois votos, Greca aprova contratação sem concurso na prefeitura

 

Nas creches, a ideia é trocar professores formados por profissionais sem formação. São “assistentes” que a prefeitura contrataria só com ensino médio e que passariam a contar para uma conta importante que deve ser feita: a proporção entre profissionais e crianças dentro de sala de aula.

O Plural elaborou uma lista de dez itens que Greca já mudou ou pretende mudar na relação com os servidores em nome de mais dinheiro no caixa. Veja abaixo.

Medidas do ajuste fiscal de 2017
– Saque de R$ 600 milhões que teriam sido pagos indevidamente ao fundo de previdência
– Suspensão dos planos de carreira criados pela gestão anterior
– Suspensão da data-base das categorias
– Aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%
– Fim do pagamento do vale-transporte em dinheiro
– Corte do auxílio-refeição em caso de faltas não justificadas

Medidas posteriores
– Terceirização do pessoal de unidades de pronto-atendimento
– Tentativa de contratação de funcionários sem diploma para os CMEIs
– Suspensão temporária de licenças-prêmio
– Aprovação de lei que permite contratação de terceirizados para quase todas as áreas da prefeitura

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