Curitiba terá ato pró-Bolsonaro; clima deve ser de golpismo | Jornal Plural
19 maio 2019 - 18h58

Curitiba terá ato pró-Bolsonaro; clima deve ser de golpismo

Nas redes sociais já se vê propaganda pelo fechamento de Congresso e STF

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) pretendem fazer no próximo fim de semana um ato de defesa do presidente. Trata-se de uma reação às manifestações em favor das universidades públicas, ocorridas na semana passada. Em tese, a ideia é demonstrar que a direita bolsonarista continua forte, apesar das críticas e do mau início do governo.

O movimento, porém, parece bastante esvaziado em relação às manifestações do impeachment de Dilma Rousseff (PT), por exemplo. Maior grupo da propaganda anti-PT na época, o MBL já avisou que não participará das passeatas do próximo domingo – o que, aliás, deu início a uma guerra virtual entre bolsonaristas e os supostos “vira-casaca” do MBL.

Nas redes sociais, quem vê os posts com a hashtag #Dia26NasRuas percebe logo que não se trata apenas de apoio a Bolsonaro. O que está em jogo também é o cerceamento de quem critica o presidente. Alguns posts falam em fechamento do Congresso e do Supremo. Dizem que Bolsonaro não é autoritário, apenas “quer governar e o Congresso não deixa”.

Tudo indica que haverá ampla defesa de golpe de Estado, inclusive tendo como motor o texto divulgado por Bolsonaro no WhatsApp nos últimos dias. Nele, um autor que de início era “desconhecido” (depois se revelou ser um filiado do Novo) diz que o país é ingovernável, em função dos interesses das “corporações” e de instituições como o Congresso e o Judiciário.

O discurso das manifestações é o mesmo que elegeu Bolsonaro: a política (representada nos protestos pelo “Centrão” e pela necessidade de dialogar com o Congresso) é um mal. Bolsonaro é o herói. E é preciso dar a ele plenas condições para que enfrente os vilões.

Com o princípio desastroso do governo, a queda brusca de popularidade e o afastamento de nem-tão-antigos aliados, Bolsonaro pode estar se sentindo isolado, o que pode levar a um acirramernto dessa postura, dando maior espaço para a pregação de bizarrias como a “intervenção militar”.

Em Curitiba, a manifestação está prevista para a Santos Andrade, às 14h30. Além de movimentos menores, representantes do partido de Bolsonaro, como os deputados da família Francischini, devem puxar a fila do ato.

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