Beto Preto dá prazo para deputado explicar acusações de superfaturamento na Saúde | Jornal Plural
15 jun 2020 - 11h03

Beto Preto dá prazo para deputado explicar acusações de superfaturamento na Saúde

Plauto Miró disse que são investigadas irregularidades na compra de equipamentos e insumos durante a pandemia, como respiradores

O deputado estadual Plauto Miró (DEM) tem até a próxima sexta-feira (19) para comprovar as acusações que fez sobre possíveis irregularidades na compra de equipamentos e insumos para a covid-19 no Paraná. O pedido foi feito pelo Secretário Estadual de Saúde, Beto Preto. O chefe da pasta quer o acesso às informações que o parlamentar afirma possuir sobre os supostos superfaturamentos.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) sustenta que Beto Preto sempre foi rigoroso na compra de equipamentos. Segundo a Sesa, há um controle diário das aquisições junto aos órgãos responsáveis pelas compras. O secretário já disse que a orientação é para que os produtos sejam adquiridos com preço abaixo do mercado nacional.

No último dia 3 de junho, Miró se pronunciou na sessão da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) dizendo que acendeu um sinal de alerta no Governo do Estado. Em sua fala, o deputado destacou que a Polícia Federal e o Ministério Público do Paraná estariam investigando irregularidades nas compras de equipamentos adquiridos pela Secretaria neste período de pandemia. Como exemplo, ele citou os preços divergentes entre respiradores. “Uma hora custa R$ 80 mil, outra R$ 130 mil”.

Em seu discurso na Alep, Plauto também havia perguntado para o 1º Secretário da Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB), quantas Comissões Parlamentares (CPI) de Inquérito há no Legislativo. Se for o caso, o parlamentar não descartou a abertura desse procedimento contra a Sesa. Por fim, Plauto reclamou da falta de apoio do governo Ratinho Jr (PSD) na área da Saúde em Ponta Grossa, sua base eleitoral.

Sem resposta

O Plural procurou o deputado Plauto Miró, que respondeu por meio de sua Assessoria de Imprensa. O parlamentar alega que ainda não foi notificado oficialmente do pedido da Secretária de Saúde. Ele argumenta que, por ter imunidade parlamentar, não precisa responder aos questionamentos da Sesa e nenhum prazo pode ser estipulado para que isso aconteça.

Plauto não pode sofrer as consequências legais do que é dito na tribuna da Alep. Este direito é garantido pela Constituição Federal aos representantes do Legislativo.

A equipe do parlamentar declarou que está reunindo informações e, assim que isso for finalizado, requerimentos parlamentares devem ser enviados para a Sesa.

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