“Sete dias sem fim” usa o luto para falar das relações em família | Jornal Plural
4 out 2020 - 10h00

“Sete dias sem fim” usa o luto para falar das relações em família

Os irmãos Altman precisam lidar uns com outros, e com seus próprios dramas, ao longo dos sete dias de luto pela morte do pai

O roteiro é familiar: o patriarca morre e os irmãos precisam lidar uns com os outros em meio ao luto. É o que acontece com os Altman em “Sete dias sem fim”, em cartaz na Netflix.

No filme, de 2014, vemos Judd (Jason Bateman), o irmão certinho com a vida “perfeita”, voltar para sua cidade natal e reencontrar os irmãos Wendy (Tina Fey), Phillip (Adam Driver) e Paul (Corey Stoll), bem como a mãe, Hilary (interpretada pela lendária Jane Fonda).

Atendendo ao “último pedido do pai”, o quarteto permanece junto por uma semana, o Shivá – período de luto, de sete dias, dentro da cultura judaica.

Além da perda do pai, claro, os irmãos precisam lidar com as próprias vidas, e as complicações que isso envolve. Paul é o mais velho, responsável pela loja de artigos esportivos da família. Ele nunca deixou a cidade e, falando em complicações, é casado com uma ex-namorada do irmão Judd.

Philip é o alívio cômico: o típico caçula irresponsável e inconsequente que tenta, à sua maneira, navegar pela vida adulta. A dona de casa Wendy é casada com um grande empresário, que paga o preço emocional pelo conforto financeiro que tem. Enquanto a mãe, Hilary, é uma terapeuta de sucesso que vive expondo os problemas da família para o mundo, e para a vizinhança.

A narrativa, baseada no roteiro e no livro homônimo de Jonathan Tropper, tem direção de Shawn Levy e acompanha em primeiro plano Judd. O personagem vê sua vida desmoronar quando descobre que a esposa tem um caso com o chefe. Sem casamento e sem emprego, Judd precisa elaborar múltiplos lutos ao mesmo tempo, e lidar com todas as disfunções familiares que a reunião traz à tona.

O que torna “Sete dias sem fim” um filme bacana é que não há grandes questionamentos e aquela dificuldade humana, quase intrínseca, de lidar com a morte de um ente querido. É prático, mas sem deixar de lado as emoções humanas por trás das situações.

Entre sentimentos, muitas complicações e alívios cômicos, o filme consegue retratar as conexões humanas de uma forma leve e divertida. Entre o riso e o choro.

Streaming

“Sete dias sem fim” está disponível na Netflix.

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2 comentários sobre ““Sete dias sem fim” usa o luto para falar das relações em família

  1. Esse filme é sensacional! Pra mim o “são idiotas, mas são os meus idiotas” é o que melhor descreve a relação entre irmãos kkkk.

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