Nelson Gonçalves: o eterno retorno do boêmio | Plural
15 dez 2019 - 23h39

Nelson Gonçalves: o eterno retorno do boêmio

Se estivesse vivo, o Rei do Rádio teria completado 100 anos de vida em julho deste ano

“Sou eu?”, perguntou Orlando Silva (1915-1978) ao ouvir no rádio, pela primeira vez, a voz de Nelson Gonçalves. Conta-se. Talvez seja verdadeiro, talvez mais uma das histórias que cercam a fabulosa biografia de Nelson. Em entrevista à Folha de S.Paulo, em 1995, o cantor contava a sua versão. “Quando comecei a cantar, diziam que eu imitava Orlando Silva, meu grande ídolo. Aí baixei um tom e consegui me diferenciar.” E continuava, referindo-se à própria voz: “Deus fez a receita e, quando eu nasci, rasgou”.

Orlando Silva, o cantor das multidões.

Impossível, na mirabolante história de vida de Nelson Gonçalves, ater-se convictamente a apenas uma narrativa de cada a acontecimento. Na busca de traçar-lhe um perfil sucumbe-se, prazerosamente, à tentação de escolher pelo sabor, no inesgotável cardápio, o melhor relato de cada fato. Ele próprio, às vezes, de viva voz, em rasgos de imodéstia, macheza e autoindulgência, tratou de fornecer abordagens diversas para um único acontecimento. Cada uma delas rendeu uma saborosa crônica.

Versões e controvérsias à parte, os dados e números de sua carreira são incontestes. Em reportagem para o Jornal do Comércio, de Porto Alegre, Cristiano Bastos assim os resumiu: “Da gravação de estreia, em 1941, a valsa ‘Se eu pudesse um dia’ (Osvaldo França e Orlando Monelo), ao último disco lançado, em 1997, são mais de dois mil registros fonográficos, sulcados em 183 discos de 78 rotações, 100 compactos, 200 fitas cassete e 127 LPs. Foram, até hoje, cerca de 80 milhões de discos vendidos. No Brasil, em todos os tempos, apenas Roberto Carlos superou esse número de vendas.

Caçula entre os cantores cuja estética se baseava na potência vocal, o Rei do Rádio a todos sobreviveu, reinou absoluto e ainda teve o que dizer a respeito de alguns de seus antecessores:  Vicente Celestino (1894-1968), era “mezzo Pavarotti, mezzo Vanzolini”; de Francisco Alves (1898-1952), “não chego nem aos pés”. Completando o quinteto mítico das vozes masculinas da Era do Rádio, houve ainda Carlos Galhardo (1913-1985) e Orlando Silva (1915-1978). 

Novamente, é Bastos quem define: “Cantando para seis gerações, Nelson Gonçalves entrou, saiu e voltou à moda”. Isto se deveu a dois fatores: a obstinação com que encarou o ofício de cantar e a sorte de ter mantido sua inconfundível voz – tratada a álcool, nicotina e cocaína – inalterada até o fim da vida. Um clássico caso de mais sorte do que juízo.

… és malandrinha, não precisas trabalhar”

O cantor nasceu em Santana do Livramento (RS), em 21 de junho de 1919. Os pais, Manuel e Libânia, imigrantes portugueses, mudaram-se para São Paulo com os dois filhos ainda pequenos. Foram viver no Brás. Manuel escrevia versos, tocava um violãozinho e se virava na feira. Fingindo-se de cego, fazia dupla com um cego autêntico, Toninho, e colocava o filho afinado em cima de uma caixa de bacalhau, para cantar “Malandrinha” (Freire Júnior). Ao final da função, o menino passava o chapéu pela plateia; na divisão da féria, Manuel voltava a enxergar e passava a perna no cego Toninho.

Assim relata o próprio Nelson as precariedades de sua infância, época em que trabalhou, ainda, como engraxate, mecânico, polidor, jornaleiro e carregador de troncos de madeira para uma fábrica de tamancos, para ao final ir trabalhar como garçom em um bar que o irmão Quincas tinha na Avenida São João.

…e o Metralha varava a madrugada, o Café Nice amanhecia em festa”

Fora expulso da escola, ainda no ensino fundamental, em um episódio que envolvia voz, canto, afinação e – diríamos hoje – bullying. Pelo que se conhece da sua história, não voltou a estudar. Na adolescência, foi “jogar boxe”, a maneira como se referia à prática. Em algumas entrevistas citou como motivação para o esporte o desejo de se vingar dos maus tratos dos colegas da escola, porque era “gago”. Consta que foi, aos 16 anos, campeão paulista de peso médio.

Essa “gagueira” de Nelson Gonçalves, da qual muito se fala e pouco se sabe, parece ter sido um fato crucial na sua trajetória. Ele foi, na verdade, portador de um distúrbio da fluência da fala chamado taquilalia, que se caracteriza pela aceleração e descontinuidade sintática da emissão, que nos casos mais graves, como parece ter sido o seu, inviabiliza a compreensão do interlocutor. Vem acompanhada por transtorno de ansiedade, alteração do padrão respiratório, tensionamento e estresse de musculatura da boca, da face e da laringe. Ainda hoje  insuficientemente estudada, foi essa disfunção que rendeu ao cantor, antes do apelido de “Rei do Rádio”, o de “Metralha”, que o acompanhou pela vida afora. Absolutamente todos os episódios que Nelson Gonçalves relata como importantes inflexões na sua vida estavam relacionadas ao seu distúrbio de fala e à sua superação.

(Parêntese opinativo.  Na pesquisa desse tópico na internet, associando-se os termos “taquilalia” e “nelson gonçalves”, não se encontra nenhuma ocorrência do nome do cantor em sites e canais de vídeo de profissionais de fonoaudiologia, de resto recheados de dicas úteis para a compreensão e enfrentamento dessa disfunção. Aparentemente, a escassa preservação do patrimônio artístico brasileiro priva a clientela taquilálica do conhecimento do mais bem sucedido caso de enfrentamento e superação dessa condição.)

Nascido Antônio Gonçalves Sobral, a origem do nome com o qual viria a se celebrizar artisticamente é mais um capítulo na mirabolância de sua biografia. Consta que em um dos primeiros programas de calouros dos quais participou, o apresentador se confundiu e trocou o “Antônio” pelo “Nelson”, que ele prontamente adotou. Conta-se. A filha Margareth, que ainda não tomou assento nesta narrativa, afirma que, na documentação do óbito do pai, o nome era Antônio Nelson Gonçalves, o que leva a crer que em algum momento ele tenha retificado o seu registro civil.

Mas ainda não chegamos lá, estamos ainda nos tempos dos dilemas com a voz.

Nelson relata que, em 1937, enquanto levava uma surra em um ringue, deu-se conta que era “melhor cantar do que levar soco na cara”. Aprovado em um teste na Rádio São Paulo, para ganhar 300 mil réis por mês, sugeriram-lhe que cantasse emboladas. Ele tomou a sugestão como ofensa pessoal, na medida que aludia à velocidade de sua fala, e fechou questão: cantaria samba canção, ou não cantaria nada. Condição aceita pela emissora, estreia marcada, grande expectativa. O regional atacou a introdução de “Chora, Cavaquinho” (Dunga). Nelson não conseguiu entrar. Até o final da vida, ele alegou que a orquestra errara no tom, mas é lícito supor que tenha sofrido um bloqueio pelo nervosismo.

Apesar do fiasco da estreia – remarcada para a semana seguinte e bem sucedida na segunda tentativa – a carreira acabou engrenando. Em São Paulo, nessa primeira fase, cantou ainda nas rádios Record e Cruzeiro do Sul.

“Mas o Rio de Janeiro é que era a Meca”, queria mais. Foi para lá em 1939. Amargou uma sucessão de rejeições em testes, nas principais emissoras cariocas, pelos principais apresentadores do rádio da época. Ary Barroso lhe teria recomendado que voltasse a ser garçom ou lutador de boxe em São Paulo, porque ele “não cantava nada”. Insistiu, passou fome, dormia na praia do Flamengo, “meu terninho branco ia ficando cinza”. Há quem conte que viveu seus dias de gigolô na Lapa. Finalmente decidiu retornar a São Paulo.  

No ano seguinte, conseguiu gravar uma matriz em acetato e voltou ao Rio de Janeiro, aos estúdios da RCA Vitor. Relata, aí, um novo episódio com a disfunção da fala. Após a gravação ter sido ouvida e aprovada, teria sido expulso da sala do cartola da gravadora, por não ter conseguido responder às suas perguntas. Após uma casual e providencial intermediação do compositor e flautista Benedito Lacerda (1903-1958), finalmente cantou ao vivo para o chefão e foi contratado pela gravadora (depois incorporada pela BMG), na qual permaneceu até o final da vida. Pouco depois, foi contratado para o cast da Rádio Mayrink Veiga. Finalmente, a abóbora virava carruagem. Nascia ali o Rei do Rádio. Segundo Luiz Oscar Niemeyer, diretor da BMG Brasil, Nelson Gonçalves foi “o artista mais importante da história desta companhia. Divide essa deferência da RCA mundial com o Elvis Presley.” Na parede, lado a lado, os dois enormes pôsteres – Nelson e Elvis – corroboram a declaração. Foram os únicos dois artistas a manter uma convivência de trabalho de mais de 50 anos com a empresa.

“…sou agora, no mar desta vida, um barco a vagar”

Adelino Moreira (1918-2002) foi o principal parceiro musical de Nelson Gonçalves. Mais de 300 de suas composições foram gravadas pelo cantor, de tal forma que suas personalidades artísticas ficaram para sempre imbricadas. Já em 1956, a gravação, em 78 rpm, de “A Volta do Boêmio”/ ”Meu Desejo”, ambas composições de Adelino, vendeu 2 milhões de cópias, marca jamais superada. Reza a lenda que “A Volta do Boêmio” teve 14 versões ao redor do mundo e chegou a liderar o hit parade na Bélgica.

Adelino Moreira, maior parceiro de Nelson Gonçalves.

Adelino e Nelson foram amigos por mais de 40 anos. Não ininterruptos, no entanto.  Estiveram rompidos entre 1964 e 1975, durante o período em que o Rei do Rádio trocou cetro e coroa por pó de pirlimpimpim.

Quem conta a jornada ao inferno é o próprio viajante, com alguns rasgos de autoindulgência. Era o ano de 1958, e Nelson estava muito cansado com as viagens a que as sucessivas turnês o obrigavam. “O casamento ia mal” [com a cantora e atriz Lourdinha Bittencourt (1923-1979)]. No balcão de um bar reencontrou Timbira, um antigo “amigo” (e ele pronuncia a palavra com toda a possível carga de ironia e acusação), que lhe ofereceu cocaína, como antídoto à fadiga. Mergulhou de cabeça. O aprofundamento da dependência, nos anos seguintes, levou-o à completa bancarrota material e emocional. “Eu, que já era o Nelson Gonçalves, tinha dinheiro e prestígio, perdi tudo. Apartamentos, carros de luxo. Não era mais chamado para show, nem para gravar. Nessa fase, muitas vezes fui cantar na casa de algum ‘barão’, em troca de 5 gramas de cocaína.”

Em 11 de maio de 1966, a Folha de S.Paulo noticiava: “Na tarde de ontem, quando deu entrada na Casa de Detenção, Nelson foi recebido pelos presos com palmas e insistentes pedidos para que cantasse.[…] O diretor do presídio, caso o flagrante não seja relaxado, não sabe que função determinar ao artista que, conforme adiantou, só sabe cantar”. Mais uma das lendas afirma que os presos teriam se oferecido para aumentar em suas próprias penas o tempo suficiente para que o cantor fosse libertado. Em entrevista à mesma Folha de S.Paulo, Nelson afirmaria, 30 anos depois: “Cheguei à prisão e logo dei um soco na cara do preso que mandava no local. Disse que dali em diante nós dois seríamos os chefes, e todo mundo passou a me respeitar”.

“…ele voltou, o boêmio voltou novamente”

Por aclamação ou na porrada, o fato é que foi libertado após duas semanas. E novamente se afundou na cocaína. Já estava casado com Maria Luiza da Silva. Relata, em 1995, sua dramática decisão de reabilitação na marra. “Pedi a ela que me trancasse em casa. Ela aguentou minha loucura, apanhou de coronhada, rezando por mim. Cheguei a encostar minha mulher e meu filho na parede, ia matá-los para poder sair de casa.” Após 4 meses de tormento, soube-se recuperado. “Depois de eu já estar senhor de mim, começou uma nova carreira, com novas dificuldades. Diziam ‘o Nelson já era’. Minha mulher ia vender show de Nelson Gonçalves para os circos em São Paulo, a 100 mil cruzeiros. Voltei a pagar minha contas e cheguei de novo aqui, onde estou…” Nelson Gonçalves guarda o mérito de –por anos a fio – ter insistentemente relatado sua experiência à imprensa e plateias.

“…lembro a saudade, que hoje invade os dias meus

Margareth Gonçalves tem 60 anos. É a mais nova dos três filhos de Nelson Gonçalves e Lourdinha Bittencourt. Em entrevista, em 1995, à Folha da Tarde de Porto Alegre, Nelson declarava que continuava a gravar, sem parar, porque tinha “dez filhos, oito adotivos, que vão se transformar em dez netos. Quero deixar uma força e uma herança musical. Quero que digam: meu bisavô ainda canta”.

Para Margareth, a conta não fecha. “Somos oito filhos, onze netos. Um bisneto, que ainda não era nascido quando ele morreu e um segundo, a caminho.” Dois dos irmãos são do primeiro casamento, com Elvira Molla. Outros dois do último, com Maria Luiza da Silva, a única das ex-esposas ainda viva neste 2019.

E tem Lilian. Fruto de um namoro de Nelson Gonçalves, nos anos 1950, com a mineira Maria Gonçalves – que viria a ser cozinheira de Juscelino Kubitschek – Lilian só viria a conhecer Nelson depois de adulta. É uma renomada empresária da noite em São Paulo e consta que foi a inspiração para Sílvio de Abreu na construção da personagem principal da novela Rainha da Sucata.

Nelson Gonçalves morreu aos 78 anos, no início da noite de 18 de abril de 1998, um sábado, na casa de Margareth, onde vivera no último ano e meio com a filha e o neto Pedro, então com 8 anos, no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. Margareth se emociona ao contar que “ele tinha recebido, dois dias antes, uma ligação da BMG, avisando-o de que ele tinha acabado de ganhar um prêmio pela vendagem de 150 mil exemplares do CD Ainda É Cedo, lançado havia 3 meses. A gravadora faria, em junho, uma grande festa para comemorar seu aniversário e a conquista do prêmio. Foi a única vez na vida em que vi meu pai com lágrimas nos olhos”.    

Margareth co-produzira este último CD,  com um repertório inesperado. Além da faixa título composta por Renato Russo, do Legião Urbana, trazia ainda canções dos Paralamas do Sucesso, Rita Lee e Cazuza, entre outros artistas pop da época. Robertinho do Recife, produtor artístico do álbum, justificou a escolha do repertório, definindo Nelson como “muito punk, diferente dos cantores certinhos da época dele. A carreira dele é cheia de escândalos. Ele tem atitudes roqueiras”.

Margareth foi a produtora, na última década de vida de Nelson, de outros importantes trabalhos com concepções sofisticadas, que acrescentaram uma chancela cult a um trabalho que já era um grande sucesso popular e comercial. Em 1990, foi lançada a coleção de LPs e estreou o antológico espetáculo Nelson Gonçalves, 50 Anos de Boemia, que rodou o Brasil.  O show Nelson Gonçalves & Raphael Rabello, em 1991, teve a gravação ao vivo posteriormente lançada em CD (2006). O LP O Boêmio e o Pianista (1992), com Arthur Moreira Lima, é hoje um raro e caro item de colecionadores.   Margareth ainda co-produziu o docudrama Nelson Gonçalves, filme dirigido por Elizeu Ewald que, embora lançado apenas em 2001, teve sua produção iniciada com Nelson ainda vivo. Há imagens de arquivo que mostram o cantor ao lado de Alexandre Borges, o ator que o representou no filme. A criança que subia no caixote, representando Nelson criança, cantando “Malandrinha” na feira, era Pedro, filho de Margareth, o neto que foi o grande companheiro e a grande alegria dos últimos anos do Rei do Rádio.

Pedro, com 29 anos neste 2019, é produtor de música eletrônica e responsável pela página “Nelson Gonçalves – eterno”, em que apresenta à sua geração, no Facebook, a voz, a obra e as memórias do avô. Não é o bisneto, mas o neto que diz e comprova: “Meu avô ainda canta”

“…andei cantando a minha fantasia, entre as palmas febris dos corações”

Guilherme Logullo tinha 14 anos quando Nelson Gonçalves morreu. Jullie, 10. Todas as noites entram em cena para a metamorfose que os transforma, a ambos, em um personagem único, em que cabem a vida e a obra do homem/cantor. O que se vê é vida e arte engolindo todas as convenções e cronologias.

Na plateia, gente de todas as idades. Senhoras suspiram e cantam junto com os atores. No palco, a atuação impecável e emocionada de Logullo e Jullie, o cenário e a iluminação deslumbrantes, a elegância da direção de Tânia Nardine, a coreografia milimetricamente precisa, os brilhos do figurino cambiável e semiótico, fazem lembrar o dia em que Frank Sinatra saiu da plateia de onde ouvia Nelson cantar, em Nova Iorque, e foi ao camarim prestar-lhe tributo à voz. Conta-se.

Gabriel Chalita, 49 anos, escreveu o texto. “Os ‘nãos’ que ele recebeu na vida, a maneira como ele enfrentou essas negativas; isto, para mim, foi o elemento fundamental da vida dele”, diz. “Amor versus tempo, razão versus emoção, essas dualidades parecem tê-lo feito sofrer muito.” A dramaturgia, ao colocar uma mulher e um homem dividindo os papéis, “faz uma opção mais filosófica, de observar como é que eles vão se  entrelaçando nisto”.

“Enquanto representamos tempo e amor, razão e emoção, também nós somos dois artistas ali”, diz Jullie, “celebrando o centenário de um outro artista, que soube ouvir tantas negativas e nunca desistiu. Como artistas, nós sabemos muito bem como é essa coisa dos ‘nãos’”, emenda Logullo. E conclui: “Ele foi um guerreiro, um poeta, a música sempre falou mais forte no coração dele”.

A maior voz masculina do Brasil faz 100 anos. Para além das biografias oficiais e perfis pretensiosos [como este], é mais uma vez, então, a arte – nesse belíssimo espetáculo “Nelson Gonçalves – o Amor e o Tempo”, em cartaz no Rio de Janeiro no início deste 2019 – que vem para imitar e tentar consertar a vida. Que segue tentando imitar a arte. Que para sempre, teimosa, persistirá imitando a vida.

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