19 out 2021 - 15h03

Já escolheu sua música de presente?

A venda dos direitos de músicas não é novidade, mas os artistas, cenários e práticas são outros

O movimento tem a ver com o surgimento de empresas e novos modelos de negócio na indústria da música, ao lado de gravadoras estabelecidas há décadas. As propostas mudam de empresa para empresa, mas todas se voltam para a preservação e promoção de artistas, músicas e catálogos que adquiriram e na promessa de retorno para investidores e acionistas. Na prática, reproduzem o que as gravadoras sempre fizeram ou deveriam fazer. As gigantes Spotify, Deezer, Apple Music, Tidal e Amazon Music Unlimited também promovem artistas, músicas e catálogos, sem que para isso precisem comprar copyrights dos autores das canções. Uma coisa é certa, independente do modelo: a música pop continua a ser um negócio lucrativo.

Leia a primeira parte desse texto aqui

O empreendimento mais recente é da Hipgnosis Songs Fund, fundada por Merck Mercuriades, em 2018, na Inglaterra. O nome já é uma referência à história da música pop, assumida por seu fundador e CEO. Hipgnosis também é o nome do estúdio criado por designers britânicos no final dos anos 60, responsável por capas de disco quando elas começaram a representar a ideia, o conceito de um álbum e o som de uma banda. São da Hipgonis, o estúdio, capas do Pink Floyd (“The Dark Side of the Moon”, 73, e todas antes dele); T-Rex; Led Zeppelin; Genesis; 10 cc; Wings e Paul McCartney; AC/DC; Yes, entre outras. Até agora, a atuação da Hipgnosis Songs Fund passa longe da referência escolhida para o nome da empresa, exceto pela compra de todo o catálogo da banda britânica 10cc.

Homem de terno preto

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Merck Mercuriades e Nile Rodgers, sócios da Hipgnosis. Foto de divulgação

Mercuriadis já gerenciou as carreiras de Elton John; Guns’N’Roses; Beyoncé; Iron Maiden; Morrissey; Pet Shop Boys e Jane’s Addiction. Um de seus sócios-consultores é Nile Rodgers, compositor, guitarrista e produtor, um dos fundadores do Chic, banda mais importante da era disco. Os Bee Gees não contam porque já eram famosos e grandes vendedores de discos desde os anos 60. Nile Rodgers e seu parceiro na banda, Bernard Edwards, baixista, compositor, tecladista e produtor, venderam os direitos de suas músicas e agora fazem parte do catálogo da Hipgnosis

É um bom exemplo da principal estratégia comercial da empresa: a compra de copyrights de compositores-produtores responsáveis por sucessos planetários, recentes, duradouros ou não. Sucessos com alta rodagem no rádio em emissoras posicionadas como rádios rock, pop e easy listening, por exemplo, nos streamings de áudio e vídeo, redes sociais e, principalmente, na memória de pessoas e grupos identitários que continuam ouvindo o que sempre gostaram de ouvir. 

Nile Rodgers é co-autor e produtor de Sister Sledge; Diana Ross; David Bowie; Madonna; INXS; Duran Duran; Daft Punk e Jota Quest, a lista é grande. Portanto, toda vez que tocar, em qualquer meio ou lugar, ou alguém pensar em usar para qualquer coisa músicas como “We Are Family” (Sister Sledge); “I’m Coming Out” (Diana Ross); “Like a Virgin” (Madonna); “Let´s Dance” (Bowie); “Notorious” (Duran Duran) ou “Get Lucky” (Daft Punk), ganham a Hipgonis, seus sócios e acionistas. Curitiba tem pelo menos cinco emissoras de rádio onde essas músicas são tocadas todos os dias.

A Hipgnosis também avança sobre audiências mais jovens, millenials e Geração Z, nascidas entre o começo dos anos 1980 até o início de 2010, investindo em compositores-produtores consagrados que também são co-autores associados a alguns dos maiores hitmakers da música pop recente. As aquisições da empresa incluem os direitos de Mark Ronson (Bruno Mars); Johnny McDaid (Ed Sheeran); The Chainsmokers; Starrah (Maroon 5, Camila Cabello); Poo Bear (Justin Bieber) e Jack Antonoff, parceiro e um dos produtores dos discos de Taylor Swift lançados durante a pandemia.

Shakira e Fleetwood Mac

O Relatório Anual da Hipgnosis publicado em julho do ano passado, disponível no seu site, contabiliza oferta pública de ações, investimentos de mais US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões) em aquisições e um portifólio com 13.291 músicas. Os dados foram fechados em 31 de março de 2020 e não incluem as compras mais recentes da empresa feitas no segundo semestre do ano passado e primeiro semestre desse ano. Depois da publicação do Relatório, a Hipgnosis já anunciou copyrights de 1.080 canções de Neil Young, Blondie, dos produtores Jimmy Iovine e Bob Rock (do “álbum preto” do Metallica) e de 145 canções de Shakira

A cantora-compositora colombiana tem mais de 80 milhões de discos vendidos e integra uma lista restrita de artistas-mulheres com mais de dois bilhões de visualizações no YouTube, além de 35 milhões de ouvintes mensais no Spotify. Seu novo single, “Don’t Way Up”, lançado no mês passado com direito a exibição e entrevista da cantora no programa Fantástico da Rede Globo, só confirma seu prestígio e alcance no streaming e redes sociais, com o Brasil no topo entre os fãs de Shakira pelo mundo.  

Mulher com cabelos longos

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Shakira. Foto de divulgação

O valor do negócio não foi revelado. Suas músicas continuarão sendo administradas pela gravadora Sony por mais sete anos, segundo o espanhol El País. Shakira disse ao mesmo jornal e em comunicado para a imprensa: “… aos 8 anos, muito antes de cantar, eu escrevia para dar sentido ao mundo. Cada música é um reflexo da pessoa que eu era na época em que a escrevi, mas, uma vez que uma música é lançada no mundo, ela pertence não apenas a mim, mas também àqueles que a apreciam. Eu sei que a Hipgnosis será um ótimo lar para o meu catálogo e estou muito feliz por fazer parceria com esta empresa, que valoriza verdadeiramente os artistas e suas criações e é uma aliada para compositores que se importam profundamente com a vida de suas canções”.  

Outra negociação que movimentou esse mercado envolve a metade do Fleetwood Mac. Fundada pelo compositor e guitarrista inglês Peter Green, em 1967, teve várias formações e mudanças no seu som a partir das entradas do cantor, compositor e guitarrista Bob Welch e da cantora, compositora e pianista Christine McVie, no início dos anos 70. O blues britânico mais duro que marcou a primeira fase da banda foi, definitivamente, deixado de lado com a entrada da dupla norte-americana de folk-rock formada pelo casal Lindsay Buckingham e Stevie Nicks. A nova formação, agora orientada para um pop-rock elegante e sob medida para as FMs, faria a fama e a fortuna da banda, com Christine, Lindsay e Stevie, além do baterista Mick Fleetwood e do baixista John McVie, remanescentes da formação original. 

Em mais de 50 anos, o Fleetwood Mac não deixou de existir, já que não teve até agora uma despedida oficial. “Dreams”, escrita por Stevie Nicks para o multiplatinado “Rumours”, de 77, um dos discos mais vendidos da história, foi uma das músicas que mais tocou no ano passado a partir da postagem de um anônimo tomando suco e andando de skate no TikTok ao som da canção. Nathan Apodaca, o ex-anônimo, agora é influenciador digital com milhões de seguidores. Nicks e Mick Fleetwood fizeram suas próprias versões do vídeo na mesma plataforma. “Rumours” voltou ao Hot 100 da Billboard, lugar que a banda não frequentava desde 2011, quando ganhou um episódio especial no seriado Glee.

Foto preta e branca de um grupo de pessoas posando para foto

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Fleetwood Mac na época da gravação de Rumours, 1976-77. John McVie, Christine McVie, Stevie Nicks, Mick Fleetwood e Lindsay Buckingham. Foto de divulgação

A história e a permanência de “Dreams” são perfeitas para entender porque empresas como a Hipgnosis apostam alto em catálogos mais antigos ao lado de compositores e produtores mais novos. “Dreams” nunca parou de tocar. E render (ou monetizar) desde que foi lançada, primeiro no vinil e depois no CD com vários relançamentos, edições especiais, coletâneas, e depois no DVD. Toca em rádio no dial, na internet e em rádios digitais por assinatura que ainda não temos no Brasil. Passou pelos downloads piratas e pagos. Foi tocada inúmeras vezes em shows. Já teve covers e versões. Esteve em um seriado de TV que ainda está no ar e é objeto de culto entre as novas gerações, como a redescoberta do vinil. “Rumours” tem edições caprichadas nesse formato e é um dos discos “velhos” mais valorizado em sebos. Sem contar quantas vezes você já ouviu “Dreams” em comerciais, cinemas, shoppings, academias e restaurantes. Tudo isso conta e vai contar ainda mais.

Vende-se música

Stevie Nicks, 73, anunciou no ano passado a venda de 80% do seu catálogo para a Primary Wave, concorrente nesse mercado da Hipgnosis e das majors Universal, que comprou os direitos de Bob Dylan, Sony e Warner. O valor do negócio foi estimado em US$100 milhões, cerca de R$550 milhões. Lindsay Buckingham, 72, também vendeu seu catálogo, mas para a Hipgnosis. 161 canções e mais 50% de quaisquer composições não lançadas. O negócio inclui seu trabalho de criação e produção com o Fleetwood Mac e da dupla Buckingham/Nicks, além do disco lançado em 2017 com Christine McVie, e do seu trabalho-solo que inclui seis álbuns. Esse ano, Lindsay já lançou dois singles para o seu sétimo disco-solo. Mick Fleetwood negociou sua parte nos royalties de 300 canções dos Macs com a gravadora BMG, que pertence à Sony.

 A Primary Wave é diferente da Hipgnosis. Está há mais tempo no mercado, desde 2006, tem um catálogo maior, mais valioso e diversificado. Fundada em Nova Iorque, tem escritórios em Los Angeles, Londres, Nashville e Austin. A curadoria de catálogos e copyrights é apenas um dos serviços que a Primary Wave oferece, até para artistas de quem ela não adquiriu os royalties. É uma editora musical, intermedeia o uso de canções junto a marcas e empresas em filmes, séries, games e publicidade, cria estratégias de marketing, branding e ações digitais para os seus artistas e faz gerenciamento de carreiras. 

Foto em preto e branco de homem ao lado de janela

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Paulo Ricardo. Foto de divulgação

No Brasil, o mercado pergunta se é possível um grande investimento como os que envolveram Bob Dylan, Neil Young e o Fleetwood Mac. Por enquanto, o maior negócio nesse novo formato foi a compra do catálogo de Paulo Ricardo pela Hurst Capital, fundada em 2017, por Arthur Farache. As músicas incluem o RPM, carreira-solo e, claro, “Vida Real”, há 21 anos prefixo do Big Brother Brasil. A Hurst também passou a administrar os direitos de Toquinho, incluindo suas parcerias com Vinícius de Morais, e do pianista e compositor Luiz Avellar, que tem direitos de arranjador e músico em discos de Djavan, Milton Nascimento e Gal Costa. Os valores não foram divulgados. O mercado também começa a se voltar para o sertanejo e o funk com a compra recente do catálogo de Philipe Pancadinha e da produtora de funk CP9. “Vai acontecer, com certeza”, segundo Daniel Campello, dono da Orb Music, responsável pelo estudo de valor e dos contratos de algumas dessas compras por aqui.  

O Brasil tem regras complexas de direito autoral e um sistema de arrecadação que muitos artistas não dominam ou não conhecem”, segundo Campello. O ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, responsável por arrecadar e distribuir os direitos autorais das músicas aos seus autores, tem hoje R$ 1 bilhão retido e não distribuído por alguma razão. Tem artistas que nem sabem quanto dinheiro têm para receber, o que dificulta negociações como se viu em outros mercados. Arthur Farache, CEO da Hurst, que se posiciona como fintech e primeiro ecossistema de ativos alternativos do Brasil, afirma: “é um negócio resiliente onde a arrecadação depende de quantas vezes a música é ouvida… e as pessoas continuam ouvindo música”. Diz que só entrou nesse negócio por confiar no sistema de arrecadação e distribuição no Brasil: “a gente tem um dos sistemas mais avançados do mundo em relação a isso”.

A Orb Music, que já atua na gestão de direitos autorais, agora também quer entrar na compra de catálogos. “Não só comprar como cuidar, potencializar o valor”, nas palavras de Daniel Campello, repetindo o que disseram Merck Mercuriades e a Hipgnosis, a Primary Wave, artistas envolvidos e grandes gravadoras. O executivo brasileiro destaca um dos motivos que justifica o movimento atual da indústria: “com a pandemia, tem muita gente tentando subestimar o valor do catálogo e oferecer dinheiro para o artista que está sem show, em um momento de fraqueza“. Na primeira parte dessa matéria, David Crosby disse a mesma coisa.

Novidade renovada

Nos anos 1990, David Bowie vendeu os lucros futuros de parte do seu catálogo a investidores públicos no mercado de ações. Em 1985, Michael Jackson comprou 251 canções dos Beatles por US$47 milhões, à revelia da banda, que não tinha os direitos de todas as suas canções. Uma bagatela comparada aos valores envolvidos em negociações recentes nesse mercado. Paul McCartney só conseguiu recomprar seu próprio catálogo da Sony em 2017, por valor não divulgado, mas, certamente, maior do que o valor pago por Michael Jackson. 

O comércio de canções sempre existiu na música pop. Boa parte do blues, do jazz mais popular, rhythm and blues e rock and roll só se tornou sucesso comercial pela “venda” de direitos dos verdadeiros autores para executivos de gravadoras, produtores e radialistas, que passaram a aparecer como autores e a lucrar com os sucessos em detrimento dos verdadeiros criadores. A moeda de troca era sedutora e irrecusável na época: ter um disco gravado e tocar no rádio. Moeda barata que circulou da década de 20 aos anos 60, até o surgimento dos cantores-compositores. Sam Cooke, um dos criadores da soul music, foi uma referência importante. Cantor, compositor e grande vendedor de discos, também era empresário bem-sucedido, tinha sua produtora, editora e direitos sobre suas canções.

Mais consciente sobre as armadilhas do mercado e das gravadoras, grandes ou independentes, uma nova geração de compositores talentosos quis ser dona de suas canções e passou a reivindicar autoria e liberdade artística na produção de seus discos. A partir dos anos 70, Bob Dylan, Neil Young, Beatles, Rolling Stones, Led Zeppelin, passaram a investir em selos próprios e editoras, associados às suas gravadoras para distribuição, tendo controle sobre seus catálogos e divisão mais justa sobre o lucro das composições. Em 1968, com a fundação da Apple Records, cada beatle passou a ter sua própria editora. Entre as independentes, o caso mais famoso foi o da Motown, obrigada a renegociar os contratos de Stevie Wonder e Marvin Gaye que já duravam quase dez anos. Não é coincidência o fato de terem lançado seus melhores discos depois de conquistar autonomia e independência para criar, produzir e lançar o que quisessem. 

Não é só a pandemia

A venda de canções, catálogos inteiros ou parte deles passou a ser um bom negócio para os artistas, privados de sua principal fonte de renda que são as turnês, eventos e festivais. As lives foram uma saída por um tempo para artistas consagrados, capazes de atrair marcas, apoiadores e divulgação. O formato cansou por falta de novidade e inovação. Os novos, correndo por fora e de forma independente, não deixaram de trabalhar e lançar canções, discos, vídeos e projetos com o apoio de amigos, parcerias com produtores e outros artistas. Redes sociais foram decisivas, mais uma vez, durante a pandemia, exigindo mais cuidado e profissionalização na gestão dos diversos canais de contato com seus públicos para mais interação e audiência. Sobre turnês e inovação nesse mercado, o fundo de investimentos Four Even comprou toda a agenda de shows do cantor Gusttavo Lima em 2022: 192 apresentações por R$ 100 milhões, negócio e formato pioneiros no Brasil. Stevie Nicks cancelou os shows que faria esse ano e só voltará no ano que vem. Elton John idem, ainda por causa da pandemia.

A queda esperada dos downloads pagos e o crescimento dos serviços de streaming de áudio e vídeo (principalmente áudio) são outros motivos que justificam a venda de músicas. No Spotify, a remuneração varia de um país para outro. Os plays são distribuídos e pagos entre gravadoras, distribuidoras e artistas em centavos, desde que sejam ouvidos por mais de 30 segundos. Além de ultrapassar a barreira da atenção, um dos principais ativos nesse mercado, cada canção tem que rodar milhões de vezes para uma remuneração mais baixa do que ofereciam as majors no seu auge e do que garantem aos artistas empresas como a Hipgnosis, a Primary Wave e a Hurst.  Apesar de alegar prejuízos consecutivos em seus últimos relatórios, o Spotify só fez crescer sua base de assinantes no Brasil e no mundo. Cresceu 22% desde o ano passado e hoje contabiliza cerca de 165 milhões de assinantes premium e 365 milhões de usuários ativos mensais. A tendência do streaming é crescer oito vezes até 2040.

O streaming também vem destacando e valorizando sucessos antigos, artistas, bandas e músicas capazes de gerar receitas por décadas, que nunca pararam de tocar, como foi dito aqui. Tendência que tem sido aproveitada por empresas e artistas como Bob Dylan, Neil Young, Stevie Nicks e Lindsey Buckingham, que assim garantem uma espécie antecipada de aposentadoria, um legado para seus herdeiros, valorização e permanência de seus catálogos.

Não acho que algum amigo meu vá se tornar acionista de uma dessas empresas. Mas, se pudesse escolher uma música para ganhar de presente, ainda que não saiba o que fazer com ela depois, seria “Landslide”, de Stevie Nicks, a versão original gravada pelo Fleetwood Mac no disco homônimo de 1975.

Links

Primeira parte dessa matéria:

Site da Hipgnosis Songs Fund onde dá para baixar o Relatório Anual da empresa.

Site da Primary Wave para conhecer todos os artistas da empresa.

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