"Doutor Sono" apela à nostalgia | Plural
6 nov 2019 - 22h00

“Doutor Sono” apela à nostalgia

Longa que estreia nesta quinta-feira (7) é continuação da história do clássico “O Iluminado”, também baseado na obra de Stephen King

40 anos se passaram desde os terríveis acontecimentos no Hotel Overlook. Danny Torrance (Ewan McGregor) e a mãe sobreviveram ao surto psicótico de seu pai, Jack Torrance. Os fantasmas do passado, no entanto, ainda atormentam Dan. Seja pelo lado humano, ou sobrenatural, o protagonista precisa lidar com seus traumas.

A jornada de Dan anos após o ocorrido, por si só, já seria uma grande história – mas não contente, “Doutor Sono” traz à baila outros protagonistas. Abra é uma adolescente com poderes, que passa a ser perseguida por um grupo maligno, denominado Verdadeiro Nó, que se alimenta de jovens com habilidades excepcionais. A trama – provavelmente buscando honrar a história do livro homônimo de Stephen King – se desenrola em detalhes da história de Abra, e do grupo liderado por Rose Cartola.

O roteiro se divide em três: na tela o espectador acompanha, de um lado, a luta de Dan; do outro, o desenvolvimento de Abra; e, em uma terceira parte, o caminhar do Verdadeiro Nó. As linhas só se cruzam quando, buscando redenção, Dan precisa ajudar Abra a vencer o vilão da vez – encarando seus próprios medos. Nesse ponto, o thriller deixa de lado os jump scares e se torna uma espécie de sequência de ação sobrenatural, com toques de humanidade.

O longa, escrito e dirigido por Mike Flanagan parece querer de tudo um pouco: contar a história do livro em detalhes, agradar a King (não é segredo que o autor não gostou de “O Iluminado”), explicar ao público o que é “O Brilho”, e – claro – homenagear o clássico de Kubrick… Tudo isso sem, no entanto, estabelecer seu próprio caminho. Cenas inteiras do clássico de 1980 foram recriadas e, embora contem com outros atores, os elementos se repetem inúmeras vezes ao longo da trama, apelando para a ideia de nostalgia à exaustão.

Se, por um lado, faltou à continuação um sentido próprio, por outro, a obra agradou o criador da história. King já deixou claro que “Doutor Sono” foi, de seu ponto de vista, uma redenção para “O Iluminado” de Kubrick. Cabe ao público decidir se compra a opinião do escritor, ou não.

Serviço
“Doutor Sono” estreia nesta quinta-feira, dia 7 de novembro. A classificação indicativa do longa é 16 anos. Em Curitiba, você pode assistir aos 151 minutos do filme em boa parte dos cinemas da cidade: Cine Passeio, Cinemark Barigui e Mueller, Cinépolis Batel e Jockey Plaza Curitiba, Cinesystem Shopping Curitiba e Total, Espaço Itaú de Cinema, e no UCI Palladium e Shopping Estação.

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