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INFILTRADO ENTRE EXILADOS BRASILEIROS NO CHILE REVELA PLANO PARA EXECUTAR TORTURADORES

SSP DOPS SP

27JUNHO73

ASSUNTO SITUAÇÃO NO CHILE

ORIGEM A FONTE

CLASSIFICAÇAO A1

COREGDF

No final de 1971, Anselmo, que nunca foi cabo, avisava à equipe do delegado Sérgio Fleury de que sua atividade como espião infiltrado nas organizações da resistência armada havia sido descoberta.

Rolava no Chile a informação de que o cabo Anselmo se entregou à repressão. Quem passou a informação foi a dirigente da Vanguarda Popular Revolucionária Inês Etienne Romeu, que, presa, ouviu dois agentes comentando o assunto.
Apesar dessa e outras informações, a direção da VPR manteve sua confiança no “cabo” Ansemo, até que entre 7 e 8 de janeiro de 1973, foram assassinados Soledad Barret, Pauline Reichstul, Eudaldo Gomes da Silva, Jarbas Pereira Marques, José Manoel da Silva e Evaldo Luiz Ferreira. Foi o fim da base da VPR em Recife/Olinda e também o fim das atividades do agente infiltrado.
Seis meses depois, o Dops distribuiu para toda a chamada “Comunidade de Informações” o informe 25-B/73, assinado por “A Fonte”. Assunto: a situação no Chile. Como prova de que a atividade de alcaguete continuava firme e forte, era o relatório de um infiltrado da polícia que participou do “Tribunal Revolucionário” realizado em Santiago, Chile, para julgar o cabo Anselmo e Fleury, entre outros.
“O resultado do julgamento do Tribunal Revolucionário, que reuniu ALN, PCBR, VAR-Palmares, VPR e MR-8 [siglas de organizações da esquerda armada], foi a condenação à morte do delegado Fleury e do ex-cabo Anselmo”, contou o informante.
A VPR, principal acusadora no “tribunal”, leu um informe em que chamava Anselmo de “traidor da luta popular a serviço da ditadura fascista”.
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