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DOCUMENTO REVELA ANÁLISE DA REPRESSÃO SOBRE MOVIMENTO ESTUDANTIL

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http://pt.scribd.com/doc/97455393

Documento expedido pelo Estado Maior da Força Aérea expedido em maio de 1968 analisa as  manifestações estudantil após o assassinato de Edson Luiz do Lima Couto.

Em 28 de março de 1968 a ditadura militar assassinava o estudante secundarista Edson Luís de Lima Souto, paraense de 18 anos, no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro. O episódio marcou a resistência estudantil contra o regime militar que iria se aprofundar naquele ano até o decreto do AI-5, que endureceu ainda mais a repressão.

 Edson Luís de Lima Souto nasceu em Belém do Pará em 1950. Filho de uma lavadeira, mudou-se para o Rio de Janeiro para fazer o Segundo Grau supletivo no Instituto Cooperativo de Ensino. Como muitos, pensava em seguir os estudos para engenharia e melhorar a vida da família.

O Instituto Cooperativo de Ensino situava-se em um anexo do restaurante Calabouço e era chamado pelos militares de “Instituto Comunista de Ensino”. Ali estudavam jovens mais pobres, como o próprio Edson, que se alimentavam no restaurante, com preços mais baixos, sendo que muitos trabalhavam também no local.
No restaurante também se situava a União Metropolitana de Estudantes (UME).
O restaurante era palco de protestos contra a má qualidade da refeição servida pelo governo e pela conclusão das obras do local, por isso o Calabouço era visto pelo regime militar como um foco de agitação estudantil. Quem liderava os protestos era a Frente Unida dos Estudantes do Calabouço (Fuec). Não demorou muito para se tornar o local de organização de manifestações contra a ditadura.

O Movimento Estudantil em 68 no Brasil

68. Sob a égide da utopia revolucionária, o protesto eclode internacionalmente.
No Brasil, assim como nos demais países, o movimento estudantil se destaca. Diante
das múltiplas bandeiras levantadas, nossa palestra abordará aquelas que emergem a
partir do “diálogo” entre o movimento estudantil e a ditadura militar. Os estudantes
atuam, cada vez mais, em direção à violência revolucionária para a transformação
radical da sociedade. Enquanto a linha dura, empregando todas as suas armas para a
retomada e redefinição da “revolução” de 64, vai conseguindo vitórias frente à oscilação
de Costa e Silva entre a abertura e o endurecimento do regime. O início do “combate”
entre estas duas concepções opostas de revolução toma as ruas em março de 68.
Em 28/03/1968, “a morte de Edson Luís” no Rio de Janeiro é um marco para a
passagem do movimento estudantil ao enfrentamento. O protesto contra a violência
policial, que mata um secundarista, assume dimensão nacional. Aos olhos do
Movimento Estudantil, a população que, ao sensibilizar-se, vai às ruas, revela a sua
disposição de luta “contra a ditadura”. Para o governo a “agitação”, colocando em risco
a manutenção da ordem e a tranqüilidade nacional, requer a tomada de medidas
repressivas.
Os episódios conhecidos por “sexta-feira sangrenta (em 21/06/68) e “passeata
dos cem mil” (em 26/06/68) também repercutirão nacionalmente. No primeiro, o dado
novo é que a população carioca parte para o enfrentamento, nas ruas, diante da
indiscriminada utilização de violência pela PM. Na interpretação de parte dos
estudantes, a adesão da população expressa a viabilidade da revolução das “massas”.
Na passeata dos “cem mil”, está presente o protesto “pacífico” da população
contra as violências policiais. Devido à adesão de cem mil pessoas, a opção do
movimento estudantil pela utilização da violência, bem como suas divergências internas
em relação à mesma, começam a ser explicitadas, levando a propaganda da “luta
armada” às ruas. O governo, embora permita a manifestação, em seguida, devido ao
alarmante crescimento do “movimento subversivo” que “impõe” medidas urgentes e
drásticas, proíbe as passeatas. Com o acirrar dos conflitos, o governo ameaça a imprensa

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