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ÁUDIO DA TENENTE NEUZA, DO DOI-CODI, REVELANDO QUE A “ORDEM DE CIMA”, ERA MATAR O PRESOS POLÍTICOS BANIDOS QUE RETORNASSEM AO BRASIL

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A tenente Neuza conta como os agentes do destacamento transportavam os corpos de pessoas mortas pelo DOI até a sede do DOI, no Ibirapuera. Nascida em 1936, ela confirmou que o destino dos militantes que tivessem feito cursos de guerrilha no exterior e fossem apanhados pelo DOI era a morte. A mesma sentença atingia os que tivessem sido banidos do País em troca da liberdade de um dos quatro diplomatas estrangeiros sequestrados entre 1969 e 1970 pela guerrilha. De fato, nenhum dos dez guerrilheiros banidos que retornaram ao Brasil e foram presos entre 1971 e 1973 sobreviveu.” Marcelo Godoy

A tenente Neuza participou de ações da repressão que levaram à morte pelo menos dez pessoas e ao desaparecimento outras três: Hiram de Lima Pereira (1913-1975), José Montenegro de Lima (1943-1975) e Paulo Stuart Wright (1933-1973). Ela integrou a ação que culminou com o sequestro dos filhos de Amelinha Teles: Janaína Teles e Edson Teles, além de sua irmã, Crimeia de Almeida, grávida de 8 meses, no dia 29 de dezembro de 1972, e os levou, juntamente com outros policiais, sob o comando do então Major Ustra, para o DOI-Codi/SP.

Áudio de Marcelo Godoy

Foto de tenente Neuza recebendo a Medalha do Pacificador no pátio do Doi Codi. Ela foi condecorada pelo comandante do 2º Exército , general Humberto  de Souza Mello. Foto extraída do livro “A Casa da Vovó”

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