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Condor paraguaio entregou preso político argentino para a morte

Documento descoberto no “arquivo do terror” em Assunção mostra a cumplicidade entre as ditaduras que se instalaram no Cone Sul. No informe apresentado em fac-símile o Jefe de Política e Afins,  Inspetor Alberto Cantero, do Departamento de Investigações, comunica ao seu superior Pastor Coronel, que enviou para Buenos Aires os presos políticos argentinos e uruguaios que estavam  detidos em Assunção.

A Operação Condor foi uma aliança político-militar entre as várias ditaduras militares da América do Sul — Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai — criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores dessas ditaduras e eliminar seus líderes.

Montada no início dos anos 1960, durou até a onda de redemocratização, na década seguinte. Estima-se que a Operação Condor resultou em mais de 400 mil torturados e 100 mil assassinatos.

A jurisdição da Operação se estendia, portanto, a todos os países envolvidos. A ausência de procedimentos burocrático-formais facilitava as trocas de informações e de prisioneiros (eventualmente dados como “desaparecidos”) de diferentes nacionalidades. Aos acusados e perseguidos pelos agentes, eram negados todos os direitos humanos e políticos. Podiam facilmente ser levados de um território a outro sob a acusação de terrorismo.

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