Aeronáutica cadastrou bancas que sofreram atentados praticados por militares terroristas

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Base Aérea Anápolis

30JULHO82

JORNAL TRIBUNA DA LUTA OPERÁRIA

ORIGEM SI BAAN

B-2

DIFUSÃO: PB 058/116/AGOSTO;SNI/82 24JUNHO82 

ORIGEM: SI/COMDA-SNI/AGO

 

No documento anexo produzido pela Aeronáutica alguns  locais de venda do jornal Tribuna da Luta Operária são citados.

É uma prova de que as bancas de jornais que vendiam jornais de esquerda eram cadastradas e controladas pela “comunidade de informações” que resistia à entrega do governo aos civis, no propalado processo de redemocratização do País. Vale lembrar que essas bancas foram alvos de atentados terroristas praticados por militares pertencentes aos órgãos de repressão.

O início da década de 80 foi marcado por vários atentados terroristas, praticados por setores da direita e militares da linha dura. Em janeiro de 1980, ocorre uma onda de ataques e, nos meses seguintes, são registrados 25 atentados, sem vítimas, em sua maioria explosões de bombas em bancas de jornais que vendiam periódicos de esquerda, da chamada imprensa alternativa. A situação se agravou com a detonação, em 27 e 28 de agosto, de cartas-bombas enviadas ao vereador do Rio de Janeiro Antônio Carlos de Carvalho, do PMDB, e a Eduardo Seabra Fagundes, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil(OAB). Em conseqüência desses atentados, o jornalista José Ribamar de Freitas, chefe de gabinete do vereador, ficou gravemente ferido e dona Lida Monteiro da Silva, secretária da OAB, faleceu. Imediatamente, os presidentes de todos os partidos reuniram-se no Congresso para manifestar solidariedade à luta contra o terrorismo.

O mais notório atentado, porém, aconteceu no Riocentro, na Barra da TijucaRio de Janeiro, na noite de 30 de abril de 1981, quando duas bombas explodiram durante um show de música popular promovido pelo Centro Brasil Democrático (Cebrade), em comemoração ao Dia do Trabalho. No local havia cerca de 20 mil pessoas, a maioria delas jovens. Porém, por imperícia, uma das explosões ocorreu no carro ocupado pelos autores do atentado, matando um dos ocupantes, o sargento Guilherme Pereira do Rosário, e ferindo gravemente o motorista, capitão Wilson Luís Chaves Machado, ambos do DOI-CODI do I Exército.

(Fonte Wikipedia)

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Aluizio Palmar

Os documentos dos arquivos da ditadura devem ser vistos com o olho crítico da dúvida, pois foram escritos por pessoas treinadas para mentir, contrainformar, caluniar, prender, torturar e matar.
Espero que Documentos Revelados contribua para a compressão dos acontecimentos das décadas passadas, dos métodos de controle usados pelo Estado Policial e estimule os visitantes a ter um compromisso ativo com a democracia.
Documentos Revelados é resultado de anos de garimpagem em arquivos públicos e particulares, de caixas e pastas, repletas de mandados de prisão, informes,radiogramas, ofícios, dossiês,relatórios e outros tipos de documentos produzidos pela burocracia policial.

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