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OutrosResistência

DITADURA TINHA MEDO QUE GREVES DE FOME SE ALASTRASSEM ENTRE TODOS OS PRESOS COMUNS

ESTADO DO RIO DE JANEIRO

SECRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA

DEPARTAMENTO DO SISTEMA PENITENCIÁRIO

DIVISÃO DE NORMAS E CONTROLE DE SEGURANÇA

INFORME  S-084/77 JSPDN

040477

http://pt.scribd.com/doc/100926999

http://pt.scribd.com/doc/100927011

Após as greves de fome dos presos políticos da Dissidencia Comunista de Niterói, muitas outras eclodiram pelo Brasil afora. O documento em anexo refere-se às greves de fome ocorridas no ano de 1977 em vários presídios do Rio de Janeiro e o medo que tinha a ditadura de que o movimento se alatrasse entre os presos comuns.

No Brasil, durante o período da ditadura (1964-1985), presos políticos amotinaram-se em favor da anistia. Uma das greves de fome mais simbólicas época aconteceu em 1979 e envolveu dezenas de prisioneiros em todo país .

A greve de fome é luta mais radical e extremada dos presos políticos, pois é a própria vida que está em risco.

Por diversas ocasiões, houve greve de fome dos presos políticos na História do Brasil. A maior de todas elas, por sua duração e abrangência, foi a que se inseriu na luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. O ano, 1979. Ditador de plantão, o general João Baptista Figueiredo.

O ano anterior, 1978, marca a retomada das mobilizações operárias e populares, à frente os metalúrgicos do ABC Paulista e outros movimentos: contra a carestia, por liberdades democráticas e pela anistia.

Um balanço da repressão durante a ditadura militar (1964-1985) mostra que 15 mil pessoas perderam seus empregos por perseguição política, mais de mil sindicatos sofreram intervenção, 774 parlamentares tiveram seus mandatos cassados, 15 mil brasileiros passaram pelas prisões ou foram expulsos do país, 379 mortos/desaparecidos.


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