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DOCUMENTOS DA REPRESSÃO SOBRE LINDOLFO SILVA, UM COMUNISTA DE LEI

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Lindolfo Silva | CPDOC

 Lindolfo Silva

Lindolfo Silva nasceu no dia 25 de novembro de 1924, em Barra do Piraí (RJ), filho de Lindolfo Silva e de Januária Carlos de Araújo.

Em 1940 veio morar no Rio de Janeiro. Dois anos mais tarde, entrou em contato com o Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB). Mesmo não sendo filiado, cooperou com o partido nas eleições de 1945 e 1946. No ano seguinte, filiou-se à agremiação, que pouco depois seria novamente colocada na ilegalidade.

Em 1954, foi um dos fundadores e o primeiro presidente da União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (ULTAB), organização vinculada ao PCB. Em 1963, a ULTAB foi transformada em Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), e Lindolfo Silva foi eleito seu primeiro presidente. Ainda em 1963, foi um dos responsaveis pela aprovação, pelo governo federal, do Estatuto do Trabalhador Rural, que regulamentou o trabalho no campo.

No exercício do mandato, assinou um manifesto aos trabalhadores e ao povo em geral, convocando-os para o comício marcado para 15 de março de 1964 na Central do Brasil, no Rio, em defesa da implantação das reformas de base, das liberdades democráticas e sindicais e da extensão do direito de voto aos analfabetos e soldados. Representando a Contag e, oficiosamente, o PCB, foi um dos oradores desse comício, presidido pelo próprio presidente João Goulart.

Após o golpe militar que depôs Goulart em 31 de março, foi destituído da presidência da Contag. Cassado em fevereiro de 1967 com base no Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, em 1973, por orientação do PCB, deixou o Brasil, estabelecendo-se em Praga, na Tchecoslováquia, onde integrou o secretariado da União Internacional dos Trabalhadores Agrícolas. Beneficiado pela anistia decretada em agosto de 1979, voltou ao Brasil. Ainda em 1979 retomou seu trabalho na seção sindical do PCB, ainda na clandestinidade.

Gravemente doente, em dezembro de 1998 afastou-se das atividades políticas. Internou-se numa clínica para idosos, em São Paulo, onde ainda se encontrava em julho de 2000.

Casou-se com Herondina Ferreira Arruda com quem teve três filhos. Contraiu segundas núpcias com Esperança Cardona, com quem teve duas filhas.

[Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001]

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