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BRASIL E ARGENTINA: DITADURAS, DESAPARECIMENTOS E POLÍTICAS DE MEMÓRIA

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Historiadora e militante compara o horror das ditaduras militares no Brasil e na Argentina

Carolina Silveira Bauer autografa ‘Brasil e Argentina: ditaduras, desaparecimentos e políticas de memória’, lançamento da Editora Medianiz, no próximo sábado, 28 de julho, em Porto Alegre
Brasil_e_Argentina.pdf (1)
Se hoje as relações entre o Brasil e a Argentina são marcadas prioritariamente por intensas e crescentes trocas comerciais, culturais e turísticas, ou até mesmo por uma amistosa rivalidade no campo esportivo, as histórias desses dois países têm algo em comum que é muitas vezes esquecido. Em nome da segurança nacional, ambos viveram as décadas de 1970 e 80 sob ferrenhos regimes militares, assim como diversos outros países latino-americanos. Ainda que em momentos distintos e com ações repressivas de intensidades e características próprias, os dois países atravessaram o horror de uma ditadura que dava fim a seus inimigos internos e percorreram diferentes caminhos até o pleno retorno à democracia. A historiadora e integrante da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Caroline Silveira Bauer, busca identificar, em Brasil e Argentina: ditaduras, desaparecimentos e políticas de memória, lançamento da Editora Medianiz, os aspectos em comum e particulares entre os dois sistemas repressivos e seus processos de transição democrática.

O livro retoma uma das temáticas centrais da repressão: a questão dos desaparecidos políticos e a especificidade desse tipo de estratégia das ditaduras brasileira e argentina. Como bem se observa na narrativa, o desaparecimento de uma pessoa tem um “caráter de crime continuado, que se perpetua”, o que permite pensar na sua contemporaneidade, na persistência das famílias pelo conhecimento do paradeiro daquela pessoa e pela pressão da sociedade em conhecer a verdade sobre os motivos, a forma e os responsáveis pelo desaparecimento.

O primoroso trabalho de Carolina Bauer nos arquivos da repressão e nos arquivos dos direitos humanos oferece ao leitor uma fidedigna aproximação com a estratégia repressiva que utilizava o desaparecimento como instrumento de eliminação do inimigo, como modo de incutir medo na sociedade, e como forma de ocultar os crimes cometidos pela ditadura.

O livro é resultado da tese de doutorado da autora ˗ “Um estudo comparativo das práticas de desaparecimento nas ditaduras civil-militares argentina e brasileira e a elaboração de políticas de memória” – vencedora do concurso da Associação Nacional de História/Seção Rio Grande do Sul (ANPUH-RS). Sua publicação, em linguagem acessível a todos que se interessam por nossa história recente, cumpre “o dever da memória”, para que não nos esqueçamos jamais do horror das ditaduras.

Sobre a autora – Caroline Silveira Bauer nasceu em Porto Alegre (RS), em 1983. Professora de História e historiadora, concluiu seu doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e pela Universitat de Barcelona. É autora de diversas obras nesta temática, na qual milita e trabalha há mais de 10 anos, integrando grupos de investigações nacionais e internacionais. Atualmente é consultora no Grupo de Trabalho Araguaia da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, da Secretaria de Direitos Humanos, da Presidência, em Brasília.

Título: Brasil e Argentina: ditaduras, desaparecimentos e políticas de memória
Autora: Caroline Silveira Bauer
Número de páginas: 330
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 45,00
ISBN: 978-85-64713-04-8


Fonte Skoob

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