APÓS SER DESTITUÍDO POR CORRUPÇÃO, EX-PREFEITO DE FOZ DO IGUAÇU, PEDIU AO GENERAL FIGUEIREDO CARGO NA ITAIPU OU NO PNI

Após ser destituído do cargo de prefeito de Foz do Iguaçu por corrupção, o tenente-coronel José Carlos  Toledo apelou para seus colegas do Exército para ajudarem a colocá-lo em algum cargo na Itaipu ou na Chefia do Parque Nacional do Iguaçu. Em anexo, carta do …

CHEFE DE QUADRILHA QUE EXPLORAVA PROSTITUIÇÃO DE MENORES RECEBEU DIPLOMA DE COLABORADOR EMÉRITO DO EXÉRCITO

  Chefe de quadrilha que explorava prostituição de menores em Foz do Iguaçu recebeu Diploma de Colaborador Emérito do Exército Quem não conhecia seu verdadeiro caráter e atividades ilícitas, imaginava estar diante de um perfeito cavalheiro, um dândi. Suas vestes estavam sempre impecáveis, bem talhadas. …

A LUTA DOS COLONOS DESAPROPRIADOS POR ITAPU VISTA PELA IMPRENSA

Naqueles dias que antecederam ao represamento do Rio Paraná ainda havia gente desmanchando casas e galpões em toda a vastidão do perímetro demarcado pelos técnicos da empresa binacional. Como conseqüência da repentina valorização da terra no Oeste, muitos dos agricultores desapropriados não conseguiram adquirir novas …

“O POVO DO ABISMO”: TRABALHADORES E O APARATO REPRESSIVO DURANTE A CONSTRUÇÃO DA HIDRELÉTRICA DE ITAIPU (1974 – 1987)

Dissertação  de  Mestrado  apresentada  como  requisito parcial à obtenção do título de Mestre em História, pelo Programa  de  Pós-Graduação  em  História,  Poder  e Práticas Sociais, da Universidade Estadual do Oeste do  Paraná Valdir Sessi     Esta  dissertação  objetiva  estudar  a  organização  e  a  atuação  dos  aparelhos  repressores,  formados  pelas Agências  de  Segurança  da  Itaipu  Binacional  e  pelo  Consórcio  UNICON,  durante  o  período  de  1974  a Para  a  realização  desta    pesquisa,    foram  selecionadas    ocorrências  que    envolviam  os  trabalhadores   e   produzidas   pelas   secretarias   dessas   mesmas   agências,   além   de   narrativas   de trabalhadores  e  guardas  de  segurança,  pertencentes  a  esses  aparelhos.  Neste  sentido,  o  estudo  inicia-se com  a  discussão  acerca  da  origem  militar  dos  agentes,  bem  como  sobre  a  militarização  dos  corpos  de segurança  de  cada  uma  delas.  Esta  discussão,  presente  no  primeiro  capítulo,  permitiu,  ao  longo  do estudo,  aproximar  o  aparelhamento  militar  da   ditadura   vigente   à  atuação  das   referidas  agências. Assim,  a  incidência  de  torturas  contra  os  trabalhadores,  no  Canteiro  de  Obras  e  nas  áreas  destinadas  à moradia  dos  trabalhadores,  era  endossada  por  um  poder  mais  amplo  e  que  transcendia  o  próprio Canteiro  de  Obras.  Neste  contexto,  percebe-se  que  a  formação  militarizada  ou  paramilitar  desses agentes  deu  sentido  à  transformação  do  complexo  da  Itaipu  Binacional  em  uma  “Instituição  Total”.  O mundo  policial  que  se  formou  em  torno  dessas  agências  ou  pequenas  Unidades  Militares  tinha  uma finalidade,   isto   é,   para   além   da   manutenção   da   ordem,   criar   um   consenso   entre   a   massa   de trabalhadores  de  que  eles  estavam  todo  o  tempo  sendo  vigiados  e  de  que  suas  ações  eram  passíveis  de punições.  Se  havia  essas  características  militares  e  de  constante  vigilância  na  sociedade  externa  ao Canteiro  de  Obras,  necessitava-se,  também,  de  trazer  para  a  usina,  em  termos  de  burocracia  e  práticas, os  mesmos  procedimentos  adotados  pelos  aparelhos  policiais  regulares.  Assim,  as  referidas  Agências de  Segurança  mantiveram  o  signo  da  tortura  e  da  repressão  contra  os  trabalhadores  comuns,  durante  o tempo  que  durou  a  construção  da  barragem.  Os  recibos  de  pessoas,  comumente  trocados  entre  os órgãos  policiais,  quando  da  entrega  e  recebimentos  de  indivíduos  presos,  foram  também  adotados pelos  setores  militarizados  da  Itaipu.  Coroava-se,  desta  maneira,  um  complexo  esquema  repressivo que  se  mantinha  ligado  às  demais  entidades  formadoras  da  base  das  Comunidades  de  Informações cionais.  Se,  nos  primeiros  capítulos,  o  estudo  intensificou  a  análise  do  aparelhamento  policialesco em  torno  do  Canteiro  de  Obras;  nos  momentos  seguintes,  sai  da  esfera  da  militarização.  Desta  outra perspectiva  de  abordagem,  é  estudada  a  dinâmica  das  contratações  e  das  diversas  maneiras  que  os candidatos   a   um   emprego   chegavam   ao   Centro   de   Recrutamento   das   empreiteiras.   Muitos trabalhadores  tinham  uma  profissão,  e  por  isso  a  contratação  deles  era  facilitada.  Contudo,  havia aqueles  que  se  aventuravam  sem  qualificação,  pois  eram  oriundos  de  outro  ramo  produtivo  que  estava valdir_sessiem  decadência,  principalmente  o  da  agricultura

DAS TERRAS DOS ÍNDIOS A ÍNDIOS SEM TERRAS O ESTADO E OS GUARANI DO OCO’Y

2013_marialuciabrantdecarvalho FOTOS AGÊNCIA PÚBLICA DAS  TERRAS  DOS  ÍNDIOS  A  ÍNDIOS  SEM  TERRAS   O  ESTADO  E  OS  GUARANI  DO  OCO’Y:   VIOLÊNCIA,  SILÊNCIO  E  LUTA   Maria  Lucia  Brant  de  Carvalho   Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em  Geografia  Humana  do  Departamento  de Geografia  da  Faculdade  de  Filosofia,  Letras  e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutora em Geografia. “Entre 2001 e 2007 a antropóloga Maria Lucia Brand de Carvalho , a Malu, estudou e conviveu, com os Guaranis. Dessa vivência saiu sua tese de doutorado que estamos publicando e o …